Saudades de Quem Mora longe
Da importância das coisas:
Quando saudade e ausência, forem compensadas por uma visita à manicure, acompanhadas de um "sinto muito"...
Enrole a bandeira e parta,
sem remorso, sem olhar para trás!
Não há mais nada lá!
Soneto da distância
Minha amada vive muito longe de mim
No mais alto monte da saudade
Tão distante deste mar sem piedade
Onde habito sem sossego até fim
Onde vivo e morro de desejo
Não suporto sofrer tão mal assim
Nunca pude sequer lhe dar um beijo
Para ter seu corpo quente junto a mim
Dois amantes que a sorte condenou
Ao destino fatal do abandono
A distância se impôs e ordenou
Que jamais pudessem se encontrar
Nesta estrada sem rumo sul ou norte
Onde o amor se consome até a morte.
**Convite à Saudade**
Se a saudade vier te envolver,
ou a ausência do café te fizer tremer,
não te prives da coragem de bater
à porta da casa que sempre te quer.
Aqui, entre xícaras e silêncios,
resolveremos o que o peito exige:
o calor de um abraço,
ou o fervor que a cafeína dirige.
Talvez, no amargo, encontre o doce,
e na pausa, o tempo que não cessa.
Talvez sejamos o instante que tece
o fim da ausência que o peito confessa.
Então venha, mesmo sem aviso,
que entre o café e a palavra dita,
cura-se o vício, acalma-se a alma,
e a saudade vira poesia infinita.
A distância da saudade conjugal pode ser medida, declarada e abreviada pelo desejos de um coração apaixonado.
O agora, a saudade, a distância,
o passado juntando o presente,
aí da gente querendo do tempo,
o passado e o futuro unidos pra sempre.
Pedaço da Minha Vida
Minha terra está distante,
Mas jamais será esquecida,
Sinto uma saudade constante,
Deste pedaço de minha vida.
Muitos anos já se passaram,
E não sai do meu pensamento,
Com os amigos que ali ficaram,
Tenho um bom relacionamento.
Cidade pequena e charmosa,
Com encanto bem natural,
Com flores lindas como a rosa,
Ornamentando cada quintal.
Entre tantas outras belezas,
Existem sempre as mais divinas,
Deus determinou como riquezas,
As tuas mais belas e lindas meninas.
A noroeste do Rio de Janeiro,
Faz divisa com Espírito Santo,
Onde vive um povo hospitaleiro,
Que a Santa cobriu com seu manto.
Povo religioso e de bom coração,
De uma personalidade bem definida,
Adotando sempre como proteção,
A virgem santa senhora Aparecida.
Hoje sofrendo muito distante,
Pretendo a alegria reencontrar,
Mas ainda sinto muito confiante,
Que pra minha cidade irei retornar.
O tempo passa em alta velocidade,
De cabelos brancos e a pele enrugando,
Já estou sentindo o peso da idade,
Mas espere querida que estou chegando.
A viagem é muito longa e demorada,
Mesmo assim digo que muito me seduz,
Pois ha muito tempo está sendo esperada,
O meu retorno a minha querida e amada.
Cidade muito bela e aconchegante,
Que por amor apelidei de lindona,
Desconheço quem não se encante,
Com Bom Jesus de Itabapoana.
Du’Art 03 / 06 / 2014
Saudades de uma época não muito distante quando viver o momento era muito mais importante do que registrá-lo com alguma máquina e os melhores registros eram feitos com os olhos e bem guardados na mente,
Detalhes naturalmente cheios de amor, simplicidade, sem se preocupar com a pressão desgastante da vida adulta, vivendo o lado bom da ingenuidade, onde um simples passeio no parque podia se tornar numa aventura emocionante.
Visão cativante de mundo que chega a fazer alta em algumas oportunidades, por isso que ainda busco usar o máximo possível esse olhar lúdico de criança para aproveitar tudo de melhor ou no mínimo uma boa parte de um dia bom.
Amadurecemos quando percebemos que a distância ficou um tanto longe e a saudade nos abraçou forte. Às vezes o que emana dos nossos olhos são os sentimentos fortes que plantamos dentro de nós.
Sempre que te vejo, mesmo que a distância pareça infinita, a saudade me abraça e juntas fazemos companhia uma a outra.
Mais um triste domingo!
A tristeza nasce da ausências do abraço, da distância da família, da falta do bate papo com os amigos, da não saída para o futebol, da impossibilidade de estarmos com as pessoas que amamos, do confinamento em nossas próprias casas. A aflição que sentimos é oriunda da incerteza e da sensação de impotência que emana do ser humano diante de um ser tão minúsculo, invisível ao olho humano, poderíamos dizer insignificante diante das grandiosidades conquistas do homem. De uma forma Infeliz ele tem nos mostrado que somos frágeis e isso serve para que possamos retirar dessa experiência que não somos deuses, que a arrogância nada significa na presença da insignificância do que podemos ser diante do desconhecido que ainda pode vir. Um ser diminuto fez com que todos - pretos ou brancos, ricos ou pobres, tornassem iguais, na impotência, diante dele.Talvez único momento na história da humanidade em que a igualdade entre os diferentes esteja acontecendo. Diante desse momento é importante refletirmos que a ideia do poder do capital é errônea, que o homem perfeito é uma ilusão, que a mulher impecável é uma fantasia, que os desejos podem e devem ser moderados, que o orgulho é uma tolice, que o dinheiro não compra tudo e que as nossas arrogâncias são meras irracionalidades. A evolução do ser quanto humano é oriunda da aprendizagem que ele faz de suas experiencias vividas, mas que tipo humano somos nós que não conseguimos abstrair desses momentos atuais, tão difíceis para todos, ensinamentos que nos transforme???
Não esqueçam que uma de nossas características é adaptar-se para transformar e foi assim que evoluímos diante das mais adversas situações ao longo da nossa história.
O amanhã é a solução de todos os problemas, mas é importante sabermos que é imprescindível aprender com o dia que passou.
