Saudades de Casa
Hoje eu sonhei com você.
Era dia e estávamos na garagem de uma casa, como já ficamos antes, na mesma velha cidade.
Não que eu não tivesse sonhado antes, mas hoje foi diferente.
Não teve dor, raiva, nem saudade e amor. Teve cura!
É como se, depois de muito tempo, a dose de um remédio viesse em forma de fantasia.
Empatia foi o que aconteceu.
Um encontro de almas subconscientes, ajudando uma a outra.
No sonho éramos grandes amigos que não se contemplavam há muito tempo.
Falamos sobre a vida, sobre esse tempo que se passou e não nos vimos ou falamos.
Falamos sobre conquistas e vitórias, mas também sobre fracassos e desilusões.
Falamos sobre família e sobre relações malucas que não deram certo.
Falamos sobre vida e saúde, sobre esta eu tinha muito o que falar, mas não te aborreci.
Não falamos sobre nós, nem sobre nada o que aconteceu.
Mas uma coisa era certa: parecíamos satisfeitos.
Satisfeitos em finalmente, depois de muito tempo, poder falar com alguém que nos entendesse e nos ouvisse.
Satisfeitos em descarregar, satisfeitos em apoiar.
Em sorrir das desgraças alheias, assim como das nossas.
E, com um abraço e os olhos cheios, percebemos a importância de ser.
E sentir a completude de ser e ter alguém como a gente.
E que, até mesmo em sonho, possamos ainda nos apoiar, um no outro.
E que, se não for em sonho, que seja num café noutro dia desses.
Quando pequeno, eu gostava muito de ver o cair da noite através das janelas de casa. Meus olhos brilhavam ao contemplar as estrelas se apoderando da imensidão do céu, enquanto que as cigarras, em algum ponto da escuridão, ensaiavam seus novos cânticos.
Naquela época era comum eu associar o fim de tarde com o início de uma estranha espera. Em quase todas as noites eu fixava o olhar em boa parte daqueles tantos pontos brilhantes que formavam aquele tapete estelar, na esperança de que a qualquer momento, um daqueles pontos de luz se mostrasse diferente dos demais e então resolvesse vagar entre os demais conformados.
Eu acreditava que tendo a oportunidade de vê-lo passear pela imensidão daquele azul-escuro-quase-preto, eu poderia fazer-lhe um pedido qualquer – olha o nível da viagem –, que ele, de algum jeito, daria seus pulos e realizaria.
Desde quando eu decidi parar com este hábito (tão bobo, diga-se de passagem), se passou muito tempo. E muita coisa aconteceu neste intervalo. E foi nesse meio tempo que eu entendi a lógica tão bem descrita na frase: “De onde muito se espera é que não surge nada. O amor prefere se aproximar dos distraídos.”
Pois é. Foi justamente num desses momentos de distração entre noites que pareciam não ter fim e dias que pareciam criar asas e conquistar a liberdade das horas que corriam, que eu percebi que a saudade é também composta por um cheiro tão gostoso, que ao menor sinal da sua presença eu já sorria olhando para o nada, mesmo que de perto eu fosse observado por olhares de espanto.
Desde então, toda vez que a saudade vem me visitar no meio da noite, eu procuro dar uma chegada na janela mais próxima, só para dar uma conferida no céu, abrir um sorriso e dizer em pensamento: Eu entendi!
Hoje eu arrisco dizer que até sinto falta das cigarras. Mas já não procuro mais o ponto de luz lá no céu. Descobri que ele, a partir de uma simples distração, passou a morar aqui dentro. Junto ás doces lembranças que vivem a sorrir para todos os lados e tempos.
“Saudade é pra quem sente amor. Sentir falta é pra quem sente vazio.” (Gabito Nunes)
"Eu me lembro daquele pedaço de terra
E daquela gota d'água
Que me deixou voltar para casa
Mas ficou com o meu coração.
Que lindo céu
Aquele colorido e estrelado
Parece uma obra de arte
Que exala a perfeição. "
Sua ausência se esparrama pela casa.
Em todo lugar que olho, vejo você.
Vejo seu riso maroto,
Sua felicidade simples de menino.
Criança alegre a brincar...
Como agirmos o mundo será.
A nossa atitude é o nosso mundo.
A nossa cara.
A nossa casa.
A nossa nação.
O mundo mudará se mudarmos.
A cara do mundo é a nossa cara.
Cara.
Como um filho rebelde Eu fugir de casa
na esperança de conquistar o mundo
virar um andarilho em busca da sorte
mas nunca me bateram tão forte
como a vida longe de você
mas hoje o que posso dizer
é que me resta essa saudade louca
e sinto o gosto do azeite na boca
e começo a me indagar
ó Bahia quando iremos nos reencontrar.
Apenas gostaria de chegar em casa, ouvir sua voz, ler uma mensagem ou qualquer coisa sua ... apenas isso acalmaria minha alma, acalantaria meu sentimento e colocaria paz aos meus sentimentos..... Mais você prefere o silêncio, enquanto eu grito calado, choro sem soltar um único som.. seu silencio me mata mais que a ponta de uma faca.. enquanto eu só queria ouvir um som o seu .
DESISTIR NUNCA
Podemos desistir de uma casa
Podemos desistir de um carro
Podemos desistir de um emprego
Podemos desistir de um amor
Podemos desistir de tudo que gostamos
Podemos desistir das pessoas.
Podemos desistir de qualquer coisa
Podemos desistir, mas nunca
Podemos desistir de nós próprios
- Insista, persista, lute
Nunca desista pois um dia você venceu
Por não ter desistido
- Desistir nunca, persistir sim .!
O sol se foi e mais um dia termina. Chego em casa e ao entrar em nosso quarto olho o seu lado da cama vazio, mas em meus pensamentos vejo sua uma imagem ali deitada sorrindo e me querendo.
Me deito ao seu lado em pensamentos e sinto seu cheiro que ficou em seu travesseiro, relembro beijos trocados, noites de amor, palavras de carinho e tudo mais que por ali tivemos.
Não importa quantos dias, meses foi a nossa despedida a saudade ainda é minha companhia e com ela vou vivendo até finalmente um outro amor encontrar e novamente amar!
Sergio Fornasari
Mas hoje, eu só queria poder chegar em casa a tardinha sujo e suado por passar a tarde toda jogando bola no campinho, pegar um pedaço de bolo sobre a mesa e ouvir aquela voz suave porém amedrontadora me dizendo: Quantas vezes já te falei, primeiro tomar banho. Vamos, já pro chuveiro guri! Saudade.
Você foi embora e seu cheiro ficou em todos os lugares da minha casa. Agora fico perambulando em cada canto só para me abastecer de você.
já pensei em desistir de tentar entender os "porquês" da vida, mas ficar em casa fumando e comendo os recheios dos biscoitos nunca foi meu modo de encarar os desafios que me foram impostos.
Quem quiser me ver a porta da casa está aberta!
Quem veio felicidade,
Quem não veio que não reclame de saudade.
(05/05/2017)
LEMBRANÇA
A casa era branca como a lã branca. Nos fundos: o cachorro rottweiler, as mangueiras, carambolas, forno a lenha, varais, ruínas do cantinho deleitoso da finada Narda e o chiqueiro. Centro de Mucurici. Os coqueiros-imperiais a chilrear um canto melindroso acompanhados dos sinos de Fátima compunham as auras interioranas.As solidões de pores alaranjados já enterneciam o poeta da família. A casa era branca como a branca neve. Na varanda: verde-mato. Vértices e colunas prestes a desgarrar da construção. Vez em quando, sentíamos a noite. Branco-breu, sem fundos, sem varada, sem mato. Mas havia a cadeira de balanço e nela vovó sentava-se.
Fim!
-Não te quero mais aqui.
-OK, só vou tirar minhas coisas da casa.
-Não vai lutar por mim? Por nós?
-Não, não mais, o seu desdém me ensinou que devo permanecer apenas enquanto existir a reciprocidade, dizer adeus dói, mas nas maioria das vezes é necessário.
-Então vai escolher a saída mais fácil?
-Se eu precisar lutar para estar ao seu lado, significa que ali não é meu lugar, eu não escolhi desistir fácil, pra mim tem outro nome: Sobrevivência. Escolhi sobreviver a você!
Chego em casa,
Acendo todas as luzes. Todas as 4 luzes.
Parece que te deixei no escuro sozinho dormindo, sempre sinto essa agonia.
Mas você não esta lá.
O que me espera é a solidão,
E uma gata preta.
Pra gata dou comida,
Pra solidão me dou inteira.
O único som que eu escuto é o ventilador,
Mas sua voz esta na minha mente.
Sinto saudade.
Que culpa tenho por sentir?
Quero desesperadamente sair
Vestir uma cara boa,
Beijar alguma boca,
Fugir.
Fujo de mim para não encontrar você,
Fujo do meu escuro porque existe esperança em mim de te encontrar na luz.
Existe uma vontade,
Existe um desejo.
Ao fim de tudo só não sei se existe amor
Disso é que eu tenho medo.
Esse é o meu segredo:
Te amo mas não sei se amor existe.
Te amo mas não sei o que é amor.
Te amo mas sou fraca demais pra sentir.
Te amo, mas não é amor o que vem de mim.
Peço desculpas
Nada disso foi tua culpa,
Foi minha vida que me surrou, e me deixou assim.
Distante de mim,
Sem saber quem sou ou de onde vim.
No meio de tudo uma toalha de banho,
Um par de meias,
Um carregador.
No meio de tudo um punhado de fotos e
Flores na água suja.
Morte lenta.
Onde esta o meu amor?
Somos feitos do que passou,
Somos feitos do que passou.
Esperei no terminal rodoviário até ter certeza de que não havia mais volta e,fui pra casa aos prantos me trancar no quarto onde ainda há vestígios seus.
Tinha em mim o ar viciado das bibliotecas e o da casa de meus pais e avós. Era o cheiro dos livros envelhecidos pelo tempo, uma combinação de grama,ácidos, baunilha, mofo e saudade. Outono em Copacabana, Maeve Phaira
