Saudade Morte
Isso tá me matando,a cada dia que se passa eu morro um pouco,eu só queria que de alguma forma,você me perdoasse e voltasse para mim.
Sinto me tão velho,
Como se pudesse morrer.
E isso me faz querer chorar
Seguir em frente... Apenas seguir ?
Recomeçar...
Mas como se recomeça um coração?
Posso correr, se esconder, fugir...
Fingir...
Mas em tudo está você!
Meu espírito velho
Meu corpo jovem...
Meu olhar trêmulo e afogado...
Numa escura sala...Repleta de lembranças
No espelho, a face do que um dia foi.
Pois já não é...
E o que é...
Só meu coração diz...
com apertos inexprimíveis.
E o que digo eu...
São palavras para que leiam...
O que em uma época foi belo...
Pois o que foi
levou consigo o encanto
A luz, o calor...
E o sorriso...
Para que o encanto, a fantasia e o amor
Se não for apenas fazer viver o coração?
Onde está aquele olhar.
Para onde foi o seu sorriso
E para qual ouvidos sussurra hoje
O som suave de sua voz?
Minhas mãos vazias anseia pelo toque
em sua pele...
Clara e macia....
Seus lábios de ternura alegrava os meus..
Mas hoje só com os meus olhos fechados
Posso trazer de volta o que um dia foi...
Todas as semanas praticamente tenho sonhos com minha falecida avó. Sempre vejo o rosto e o comportamento de Dona Rosinha sereno, alegre e me abraçando. Não fala nada. Está num silêncio.
Talvez não envio mensagens sempre, mas isso não significa que não estou a morrer de vontade de conversar contigo...
Isso está me matando,a cada dia que se passa eu morro mais um pouco,eu só queria que de alguma forma,você me perdoasse e voltasse para mim.
A vista do céu é refugio
O sol que nasce entre árvores e predios, ilumina o morro
O sol é a inspiração do céu e da minha janela eu contemplo
O sorriso dela é a inspiração do meu céu e eu perdi a hora
No silêncio dos cômodos degusto minha solidão
Nos berros do peito, aprecio o silêncio
E ai, por onde anda nós?
Deixo os gritos na mente até perderem a voz
Mas menina, por onde anda nós?
Eu responderia, mas acho que perdi a voz.
Me perdi entre letras do meu caderno de rascunho
Caneta é tipo arma em punho
Na busca pelo meu eu, sigo rasbiscando textos tortos
Na busca pelo nós, sigo recomeçando em outros corpos.
Ave Maria
Quando tu vai,
a saudade chega e aperta,
mais do que aperta em saber que tu tá longe.
Quando tu vai,
meu coração se fecha
Até que chamo,
Mas ele nem responde.
E pra abrandar teu sumiço,
Rezo pro meu padrinho padre Ciço,
Pra afastar essa tua falta.
E quando tu chega,
faço dos teus braços, meus,
Do teu abraço,
o meu deus,
A ele entrego minha devoção.
Nessa vida de nordestina bruta,
Nem Maria Bonita atura,
Tem dias em que sou o cão.
E ainda assim tu me aguenta,
Foguenta.
Aproveita e fermenta essa nossa paixão.
Porque no teu carinho me vejo inteira,
Da tua vida eu sou prisioneira,
A quem interessar digo,
Não me alforrei não!
E se for castigo,
Tu têm sido meu pecado e minha perdição.
Mas me prenda em teus braços
Que eu digo ao delegado,
Seu doutor,
Não quero libertação!
Thaylla Ferreira Cavalcante
►Nossa Aventura
Eu voltarei para seus braços, doce dama minha
Quando a morte vier buscar minha vida
Me diga, as nuvens são lindas aí de cima?
Eu mal as vejo, mas não estou com medo
Se lembra de como éramos aventureiros?
Eu sinto saudade desse tempo
Eu sinto saudade de você, a todo momento
A morte não conseguirá nos separar,
Ela apenas irá nos juntar novamente
Mal posso esperar para te abraçar como antes
Estou pronto para partir,
Poderemos voltar a ser os melhores amantes.
Você partiu antes de mim
Automaticamente este foi o meu fim
As minhas lamentações fluíram,
Assim como um rio de desespero, em um vazio
O sentido da vida se tornou inexpressivo
O beija-flor que outrora eu amava,
Perdera toda a sua majestade para minhas lágrimas.
Os meus sentimentos não serão enterrados com o meu corpo
Eles ascenderam, e irão brilhar com um leve sopro
Em dois ou três dias eu poderei rever o seu lindo rosto
As dores da idade não são grandes,
Como a saudade de nossa mocidade
Quando eu te reencontrar, correrei, e irei te beijar
Sonhos como esse me fazem bem
E, consigo sentir que, dos céus, você está a me esperar.
Eu ouvi dizer ...
Eu ouvi dizer que as flores morrem,
Mas as flores que eu te dei, não
Não que elas sejam imortais, pois não são flores reais
São artificiais, igual o amor que tu me deu.
Eu ouvi dizer que na primavera florece, mas não no meu quintal
Flores de plástico não brotam do pé, igual o amor que tu me deu
E o quintal florido, colorido, bonito nunca foi meu, nem seu
Porque tu sempre foi inverno,
E eu sempre fui um mix de estações
Eu fui raíz, fui chão, não passei
Tu foi enfeite de estante, que não morre mas cansa, iguais as flores que eu te dei.
Saudade é aquilo que nos mata, ao passo que nos mantém vivos... é um paradoxo doloroso... (Anderson C. Sandes)
AUSÊNCIA PRÉVIA
Na circunstância tudo estava calmo
a paz vagava pela madrugada
da pequena cidade
A minha companhia, a solidão
refletia no céu estrelado
era uma paisagem de indigência
Em um exato momento
obtive a ausência prévia da minha alma
e em conseqüência
perdi o equilíbrio e cai no precipício
E ao cair, entrei num sonho profundo
onde a escuridão prevalecia...
uma outra morada
Escuro, mas não como à escuridão da Terra
que predomina
a discórdia e a guerra
Uma escuridão ofuscada
onde o silêncio eterno de pequenos pontos luminosos
estatizavam - se
A espera da luz pura
é algo que estou aguardando
é o novo viver?
a ausência dum halo
arrelia
o pensamento
circunda os vultos
descrentes
por demasiado tempo
a escuridão avança…
em tumultos
os pensamentos turvos
arreliam e destroem
quem os pensa
Alvaro Giesta, "dois ciclos para um poema - ciclo dois"
O POETA
Sem amor, sem poema, morre o poeta,
em sua mente não a luz, só nevoeiro.
Seu inverno solitário, torço e passageiro,
passa as noites a sofrer horas insertas.
Sem poema e sem poeta morre a poesia,
é a Luiz que alumia esse amar profundo.
Sem poeta e poesia morre o amor no mundo,
o amor já não se expressa, vive essa agonia.
Sem poeta o amor sofre, noites serão dias,
pois quem ama sofre e chora vive a solidão.
Sem saber que os poetas morrem de paixão.
Se o amor resiste o tempo à eternidade,
os poemas e os poetas é o clarão do dia.
E o amor junta a saudade finda em poesia.
Se o evento morte realmente interrompesse os vínculos de amizade, não chamaríamos de amigo àqueles que já partiram para outro plano, mas que, em vida, foram nossos grandes amigos. A amizade continua, ainda que não fisicamente materializada.
Se não fosse as ondulações frescas, morreria. Por que o vento que te sopra, é o mesmo que te traz de volta.
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