Saudade e Lembrança
Saudades do tempo que tudo era motivo de riso. Já hoje são apenas lembranças, junta a ausência de você.
Saudades...
Momentos ímpares,
devidamente bem guardados
nas memórias, nos dias
e noites...
Na companhia,
no andar de mãos dadas...
nós aromas, nos amores,
licores, cores e sabores...
quantas saudades,
de um tempo que ficou
para trás...
Lembranças, episódios...
por vezes intrigantes,
por vezes engraçados,
por vezes inesquecíveis...
Jornadas de conhecimentos
brincando com sentimentos...
Canções de amor,
mensagens e juras,
palavras ao vento,
sorrisos e devaneios
Sonhos figurados...
Saudades de seu cheiro
de mulher...
que de tão familiar
tornou-se tão desconhecido...
Mas ao leve sopro
de sua presença
palpitações surgem
e transbordam
os sentidos...
Frio e gelo abaixo de zero
insegurança...
olhares desconexos...
Razão e emoção abraçados
em uma dança romântica
com um final inesperado
e desconhecido...
Saudades daquele
olhar despretensioso,
que nele haviam várias
pretensões...
Como um espelho
preso por uma parede
sem muros mirando
o intangível...
sob custódia da emoção
e refém do querer...
Saudades daquele copo
inebriante de Whisky...
Que tomado uma vez,
todos os outros perderam
o sabor...
saudades daquele abraço
que relembrando o último
temos a nítida impressão
de ser o primeiro e
único...
Saudades!!!
Autor: ;D
Vivendo de saudades
Eu vivo cercado pela saudade,
em cada canto teu rosto é uma
lembrança, e uma verdade.
Eu vivo como se de crianças eu
vivesse cercado.
E seguindo as tuas idéias vivo
em um mundo de faz de conta,
esperando ansioso pelo teu recado.
O teu sorriso ri para mim como se
pena tivesse.
O seu olhar me parece distante,
eu tento lembrá-lo, mas não consigo.
Vivo das saudades daquilo que fomos
namorados, amigos, amantes.
E como uma criança, penso ser real
o que acontece comigo.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da A.L.B/S.J.do Rio Preto
Membro Honorário da A.L.B/Votuporanga
Membro da U.B.E
A dor da tua ausência virou saudade,
e a saudade virou poesia
silenciosas lembranças que o tempo
não apagou.
Infância
Saudades é como um filme de drama,
E nossas lembranças são como um cinema.
Felicidade é como um final de semana,
E ser criança é viver sem nenhum problema.
Realizava meu sonho de teletransportar, e nem sabia,
Teletransportava do sofá, pro quarto.
E olha que isso acontecia quando eu dormia...
Na verdade era minha mãe que me carregava, de fato.
A inocência fazia parte de mim,
E o aprendizado me dava inteligência.
Hoje sei que o aprendizado não tem fim,
E que nossa sabedoria, não entra em decadência.
gratidão . .
. . boas lembranças . .
campos floridos . .
seu perfume . .
mistura de saudade com vaidade.
è assim . . seu e meu, nome.
gratidão tempo.
Saudade dói! Mas a dor da saudade não é maior do que a dor do vazio de quem não tem do que se lembrar.
Saudades do tempo, dos velhos momentos,
Dos anos passados que foram com o vento,
Sorrisos, lembranças, belos sentimentos,
De transformações e de renascimentos,
Praias, viagens pela madrugada,
Nossa rotina era o pé na estrada
O olhar longínquo ancorado no céu bordado de estrelas. A saudade tateando lembranças distraídas, personificadas de presença, enquanto no oceano das memórias singram fragmentos daquela voz melodiosa como um sussurro aveludado tocando com delicadeza o intocável.
Lembranças
Tenho saudades:
De tantas coisas,
De tantas pessoas,amigos,
Parentes ausentes e presentes só na lembrança.
Que o vento nem o tempo,
Conseguiram apagar.
É enquanto viver,
Vivo na certeza de que o maior prazer.
É simplesmente saber,que o passado me preparou.
O presente que logo se fará,passado do hoje que eu sou.
GRILHÃO DO AMOR (soneto)
Tenho saudade e ardo em lembranças
Dum amor que me endoida e me abate
Quem há de me tirar destas esperanças?
Quem há de os nós, quebre, me mate?
Não sei que certeira e desiguais danças
Me cravou no peito, dores deste quilate
Sem que eu sentisse, as tais mudanças
Do sossego. E agora neste vil combate...
O amor adentrou tão cauto, silencioso
Que eu nem me preocupei que estava
Apenas vivi, um ser no haver amoroso
E os lábios a sorrir e olhos cheios d’água
Como dói viver, sentindo, estreita trava
E chorar na solidão e trovar com mágoa!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
copyright © Todos os direitos reservados
Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
campo santo
lá tudo é saudade, as lembranças se cobrem de linho
o eu, fica pequenininho, e a tristeza de olhos d’água
lá tudo é manso, o silêncio se faz de flores e espinho
num coração em pranto e em mágoa...
os sinos os serafins bimbalham, tal prece que galgam
os céus!
lá tudo é suspiro, tão alvos... lá as almas resfolgam!
e de lá somos réus...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano
paráfrase Vinícios de Moraes
Ah, seu cheiro
Me lembrou do fim de tarde em Juazeiro
Ah, chamego
Que saudade que eu tava do seu beijo
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