Saudade de quem já morreu
A saudade que sinto por ti não é instantânea. É uma saudade que quero devolver-te com a minha boca a escorrer poemas.
Trás da Minha Partida
"Querido,
Escrevo no limite do meu fôlego para me libertar da saudade corrosiva e da culpa que me afoga nesta imensidão de felicidades de fachada. Escrevo para arrancar você de mim, expurgando as lembranças do seu calor — que hoje não me aquece, mas me gela em pavor.
Escrevo para resgatar os escombros da minha mocidade e a gravidade daqueles dias de seriedade perdida. Escrevo para sentenciar, de uma vez por todas, que não te amo; ainda que este coração traidor, num último sussurro, insista em clamar o seu nome."
Voa, voa, Saíra-lagarta,
leva o meu recado
para a saudade que me mata,
e diga que continuo apaixonada.
Galvão
Galvão, amada da minha vida,
a Campina da Saudade
o teu surgimento explica
da fazenda que se ergueu cidade.
Galvão, adorada da minha vida,
estância querida do Grande Oeste
da nossa Santa e Bela Catarina,
um belo presente que Deus me deu.
Galvão, querida da minha vida,
teus caboclos, italianos e alemães
da História ergueram terra brasileira
onde a paisagem campeira cativa.
Galvão, preciosa da minha vida,
à partir de você dá para querer
ir ao redor nas cascatas, corredeiras, cânyons e conhecer a região,
para depois voltar querendo mais
é ficar na tua proteção e plena paz.
Quero que você
escute a gente
batendo palmas
neste Bambá,
Não quero ficar com
a saudade que aqui está
A Burrinha da Saudade
sobrevive,
Que bom que em Acupe
ela resiste,
Vesti-me de poesia
só para mostrar
que nosso Folclore insiste,
Não te demore
para mostrar que
a brincadeira que em ti existe.
Nostalgia e melancolia
A dor que nos mata
A saudade que fica
A flor que brota
A imagem que salpica
O trem que parte
Pra longe da bica
Estrelas que brilham
No céu dessa vida
Pássaros que voam
E o canto que entoam
Os amigos que estão
Pertinho da gente
O rádio que toca
Uma música bem triste
Cavalos correndo
Na savana ao longe
A dor e a saudade
Andam juntas pra sempre
Corações corroídos
Pela dor sempre intensa
Não há nada que se faça
Pra mudar o destino
Passado que fica
Futuro que não chega
Pensamentos presentes
Na mente da gente
A conta que chega
Pra sorte de todos
O navio que parte
Sem leme e destino
Pessoas que se matam
Pelo egoísmo de sempre
Lábios que se beijam
Se amam e se odeiam
Abraço apertado
Machuca no peito
O início de tudo
Termina um dia
O final sempre chega
Se estivermos presentes.
Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026
ESPERANÇA-PB: SAÚDO COM SAUDADE:
Esperança, eu te saúdo pelo teu aniversário de 88 anos de vida bem vividos, me regozija a alma em poder contemplar tua beleza física, teus monumentos históricos, tua economia viçosa, teu povo festivo e hospitaleiro, teu semblante ainda bucólico, num clima ameno e conquistador, que outrora atraiu dos mais longínquos torrões, novos a ti habitar, Esperança de filhos renomados no cenário politico, artístico, literário e financeiro, mil perdões te peço, por não externar seus nomes, talvez no afã de não pecar por omissão, saúdo a todos que já não habitam esse plano terreno, e beijos no coração dos que ainda degustam teu sentimento lúdico.
Não obstante, maior que a saudação, é a saudade de tua adolescência e juventude, quiçá, eu trocasse toda sua exuberância presente, por tua ingenuidade e, candura de ontem, saiba minha querida e amada Esperança, trocaria teus prédios futuristas, pelas singelas casas de tua infância, onde se dormia sem trancas, teu asfalto fervilhante, pelas ruas de sapê onde crianças no ápice de sua inocência, as riscavam em suas duradouras brincadeiras de rua, tais como – Barra bandeira, enfinca, gata magra e Etc.
Oh! Esperança dileta, sem sombra de duvidas, trocaria teus famigerados monstros financeiros, pelo saudoso SINE SÃO JOSÉ, teus restaurantes chineses, pelo inesquecível e acolhedor bar do Vicentão, tuas Lan Hauses e teus Ciber. Cafés, pelos simpáticos e saudáveis assustados no saudoso Caobe. Quanta saudade de minha antiga Banabuiê, aonde não havia polícia, e pai emprestava dinheiro ao filho sem lhe cobra juros, onde os homens se confraternizavam sem drogas, e as famílias não comiam politica e primavam por sua unidade, mesmo com todo o pragmatismo atual, morro a cada dia de saudade do teu paradigma infanto-juvenil.
Sobretudo, amada minha, pretendo ser teu causídico até que a morte nos separe.
Saudade
Hoje me peguei saudosista.
Sinto saudades de tudo que vivi e vivo.
Sinto saudades das coisas boas e ruins
As quais tenho me relacionado.
Das boas, por não ter compartilhado com mais realce.
As outras, hoje lhes daria melhor condução.
Sinto saudades quando vejo fotografias
Quando sinto cheiros e odores
Sinto saudades do meu passado
De minha tênue infância periférica
Sinto saudades de amigos que não os vejo há anos.
Daqueles que se foram sem despedidas
Saudades das pessoas com as quais não falei mais.
Sinto saudades dos presentes que não aproveitei em sua plenitude
Sinto saudades da criança que deixei no passado a chorar.
O presente que me fez adulto
Deixarei sem movimento
Para o futuro que nunca virá.
SAUDADE
Agora penso à saudade não como aquela coisa triste, dramática.
Prefiro tê-la como uma lembrança boa que conforta.
Como dizia peninha. Saudade até que é bom, melhor que caminhar vazio.
Essa saudade me identifica, e a quero pra vida.
Não quero mais essa saudade dramática que faz sofrer.
Prefiro nutrir a saudade boa
A lembrança dos melhores momentos.
Sendo o melhor jeito de viver melhor o presente.
Quero nessa saudade,
A lembrança das três razões de minha existência
Pulsando na minha solitude.
Liberdade que eu nem sabia lidar.
Saudade, a grosso modo, é sentir falta daquilo que está ausente, daquilo que lhe falta, daquilo que passou; saudade a gente mata, mas nunca morre, some, mas sempre aparece, vai embora, mas sempre volta. Saudade é isso, isso que sinto por você.
A saudade está indo e vindo como ondas de um mar tempestuoso.
Todas às vezes que elas voltam, mais proFundas elas têm sido.
Por Favor, me diga: as ondas que batem aqui, são as mesmas quebatemaí?
