Saudade de quem já morreu
A noite então chegou.
Lembrei de nós dois amor.
A saudade bateu e também a dor.
Tentei segurar mas as lágrimas então rolou.
Sinto que meu coração despedaçou.
Lembrei do teu beijo
Daquele teu jeito.
Aquele sorriso mas que perfeito........
AMOR DISTANTE
Na saudade, te cato nas noites morosas
Nas lembranças singulares de dias ledo
Manifestadas naquelas exclusivas rosas
Tão belas, eternizadas no nosso enredo
Tua ausência é pesar tirânico na poesia
Que trasborda e faz a inspiração suspirar
Não poder te abraçar, mais uma agonia
O preço de quem a te um dia pôde amar
Nestes versos em vão, dum amor distante
Que retalha a alma e na ilusão manifesta
Há sussurrar a todo o instante, lancinante
Sem existência a sensação vai se esvaindo
E nesta prosa somente estória, então, resta
Do amado amor que um dia nos foi lindo...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/09/2021, 11’58” – Araguari, MG
A saudade que sentimos no luto trás a tona várias outras ausências, que estavam disfarçadas em meio a dias aparentemente normais.
Edelzia Oliveira
Oh vida, saudade e arrependimento andam juntas e só não matam porque tem prazer em torturar nossos dias com nossos pensamentos.
QUE SAUDADES!!!
Que saudades tuas é esta?
Não é uma saudade qualquer,
mexe com meus sentidos
faz de mim o que quer.
Saudades assim é tortura
que machuca até a razão,
fica-se perdido no mundo,
inquieta-se a cada segundo,
judia da gente por dentro
aperta e muito, o coração
da gente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
A paixão alimenta a carnalidade e fica na saudade quem só toca o corpo, mas não consegue tocar a alma.
LUTO
Minha poesia fez-se pesar dum amor ido
Uma dor no sepulcro onde saudade sente
Lembrada, suspirada, sentimento sofrido
Evocado da recordação, mas tão presente
Oh, versar, porque és tu, tão imperador?
Minha prosa vive a sonhar nos desvarios
Dos beijos, dos carinhos do amado amor
Num desejo de inteirar os versos vazios
Estouvada poética, carente de venturas
Não vês que o meu estrago é tão duro
Rasga o coração, e farto de amarguras
Cá fico a olhar e imaginar um atributo
Para então versar a este amor tão puro
Mas, o verso se traja de nostálgico luto!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30 setembro, 2021, 11’08” – Araguari, MG
SAUDADE II
Há doenças que se curam com pílulas
Outras que somente um chazinho dá certo.
[...] Mas tem uma que não importa o que se faça
Os sintomas permanecem.
A dor fica machucando e cutucando
Feito faca encravada.
Esta dor doída se chama SAUDADE.
Do que já se foi
Do que nunca se teve
Do que pode ser.
Saudade o tempo todo... Nunca tive vc, nunca nem conheci você mas minha alma sempre sente saudade...
Porquê vc não existe??? Porque não há sorriso em mim em lembrar de uma conversa que foi maravilhosa...
Talvez meu nível de exigência seja alto demais... Talvez você não exista
A vida é muito curta para se mendigar amor e se exigir saudade.
Onde a desculpa é constante o caráter é distante.
"Um bom dia, alegra o coração.
Um estou com saudade faz brotas um sorriso.
Eu vou te ver hoje? faz o coração bater acelerado."
A "saudade" e o "sim" lhe trarão paz. Paz em saber que quem ama quer sempre estar perto, e nem sempre é possível, daí a saudade. E paz para aceitar que tudo o que lhe acontece é sagrado, daí o sim.
"Valse Oubliee"
Certa saudade perdida
Nas estrofes tão vivas
Pulsa e dói ao ser lida
E vivas quanto cativas
Tal exato, exato fato
Chora duma dolência
Pleno de existência
E tão cheio de olfato
Certas cenas, acena
E sussurra baixinho
Nos ataca sem pena
Ao coração sozinho
Nessa “valse oubliee”
Ferido por um punhal
A sofrência à mercê
O amor, sentimental...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08, outubro, 2021, 13’09” – Araguari, MG
Saudade em Pauta
O amor habitava entre nós
Sentava a mesa
Até hoje a cor do teu tom de voz
Colorem a lembrança com pureza
Cada sensação, uma dor atroz
Dum vazio, ó mãe querida!
Teu tempo foi tão veloz
Demorado o suspiro na vida
Gratidão, o que tenho a hora
Da senhora, é muita falta...
Por que este choro agora?
É desta saudade em pauta!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/10/2021, 05’10” – Araguari, MG
Paráfrase Adélia Prado
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