Coleção pessoal de lucia0910

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⁠...Por trás de sua máscara, ela escondia não só sua fisionomia triste e abatida, como também a imensa tristeza que carregava em seu interior.

O dia estava nublado e caia uma neblina suave e fria;
Não era um dia bom, pois a remetia à momentos difíceis que passara outrora;
Nesses dias, aflorava-lhe lembranças nada agradáveis, e um sofrimento de dor pungente.
Enquanto as gotículas de água escorriam pelo vidro da janela, lágrimas escorriam em seu rosto;
Era tão inexplicável como certas lembranças podiam machucar, mesmo depois de tanto tempo.
Mas, como sempre, respirar fundo e fingir demência era apropriado até para enganar a tristeza.
A vida precisava seguir, outros dias nublados viriam, e, com certeza, seriam vencidos;
Parafraseando o poeta “navegar é preciso, viver não é preciso”;
Ou seja, sigamos firmes a caminhada, com as imperfeições e imprecisões da vida que temos.
É tudo que podemos fazer...

⁠Viver, é um eterno equilibra-se entre as incertezas do hoje e possibilidades do amanhã (Lúcia Araújo 11-01-2023)

A estranhes da vida!

A vida é tão estranha.
Ao mesmo tempo que é imensidão, é, também, restrição, pequenez.
Ao mesmo tempo que é plena, cabal; é também, vazio, vácuo.
Ao mesmo tempo que luz, fulgor, é, também, escuridão, tenebrosidade.
Ao mesmo tempo que é altruísmo, abnegação é, também, egocentrismo, misantropia, indiferença.
A vida é tão estranha.
Ao mesmo tempo que é amor, ternura, sublimês, é também, ódio, aversão, desprezo.
Ao mesmo tempo que é indelével, flexível, é, também, contumaz, extinguível...
Ao mesmo tempo que é alegria, prazer, exultação é, também, dor, sofrimento, angustia.
Ao mesmo tempo que é sensatez, direção, circunspeção, é também, disparato, desequilíbrio, loucura.
A vida é tão estranha.
Um dia se é roseira. No outro, espinho
Um dia se é flor. No outro, dor.
Um dia se é orvalho. No outro, sequidão.
Um dia se é luz. No outro, escuridão.
Um dia se é amor. No outro, solidão.
Um dia se é o sujeito da oração. No outro apenas o ponto final.
A vida é tão estranha.
Um dia você se encontra. No outro, você se perde.
Um dia você pensa que ganha. No outro, você tem certeza de que nunca ganhou.
Um dia você se ilude, infinitamente. No outro, para seu desespero, se banha de lucidez.
Um dia você acredita que foi real. No outro, você percebe foi sonho e que foi tolo.
Um dia você parece estar em transe. No outro, você percebe que precisa acordar.
A vida é tão estranha.
E o amor que que você pensou existir entre dois, era apenas de um.
E a vida que você viveu a dois, só você viveu.
E os sonhos que você tinha, eram apenas seus sonhos.
E no caminho que que você caminhou sorrindo em par, só havia você, sempre foi só você.
E o que disseram para você, sobre te amarem muito, eram inverdades de alguém que não sabe o que é amor.
É tudo tão estranho.
E a dor é tão lancinante.
E o vazio que te espera, é tão imenso.
E o coração sangra de aflição.
Mas é hora de partir, seja como for. Seja para onde tiver que ser.
Porque o que você plantou nos últimos tempos, não te renderá colheita.
Mas uma imensa clareira árida, que se abre à sua frente. E o que restou? Perdas. 25/02/2019

Loucura?

Íh!! A loucura poderia ser descrita de tantas formas que, ao final, todos seriamos potencialmente loucos. Na verdade, todos somos loucos, não só os médicos.!
Mas, reduzindo a loucura a um único estado, o que seria a loucura?
Seria amar? Amar sem reserva?
Sem comedimento?
Amar sem medo das conseqüências? Do futuro incerto? De não ser amado? Do amor acabar, de morrer de amor!?
Seria loucura amar sem o consentimento do ser amado?! Arrebentar seu coração arriscando conquistar o coração do outro!?
Aquele que se sente, muitas vezes, oprimido pela nossa forma particular de amar e pela nossa insistência insana de um desejo de recíproca!
E que, com sua demonstração de fuga, causa-nos um sofrimento indizível em nosso coração e nos faz refletir sobre os motivos, os por quês e o que nos levou a tal estado de desejo, de saudade, de vontade de estar junto, de tocar, de sentir o cheiro, de ouvir, de falar,
Ou, de simplesmente, não dizer nada e, apenas, estar, escutar o bate-bate do coração, que alvoroçado pela presença do outro, se desespera no peito de tanta felicidade!?
Seria isso a loucura?
Ou loucura seria não saber o que sente o coração que ama?
Nunca saber como seria se deixar embevecer pelas sensações de prazer ao ser tocado pela ser amado!
Nunca sentir o coração acelerar por uma simples visão, ou com a perspectiva de um encontro?
Seria loucura não amar por medo do fracasso, ou seria fracasso não ser louco o suficiente para experimentar o amor?
Seria loucura amar, alçar vôo em alturas inimagináveis, esquecendo que tudo pode ser um sonho e pode-se acordar a qualquer instante e a queda livre causar-nos feridas profundos na alma e danos irreversíveis ao coração?
Ou seria loucura não amar por medo de acordar de um sonho, e, enquanto acordados conjecturamos todos esses detalhes advindos de nossa escolha e desistir antes de tentar?
Seria loucura levar a cabo sonhos guardados, mesmo com a hipótese de possíveis equívocos, de lágrimas vertentes, sucumbir sentimentos latentes, pra fugir das dores do amor?!
Sensatez, diriam uns, prudência, ponderação, diriam outros. Realmente, pode-se dizer, loucos não são sensatos e muito menos prudentes e ponderados.
Mas o que seria a vida sem as agruras, as angustias, os medos, a ousadia, a insensatez, a impulsividade e até um pouco de “irresponsabilidade” no sentido da coragem de fazer coisas e que esses feitos podem trazer, agruras, sim, mas também poder trazer “aqueles” momentos que chamamos de felicidade!?
Sim, porque todo esse aparato de palavras é pra dizer que, mesmo sendo loucura, quando se ama está se procurando a felicidade, e, se está, é feita de momentos, precisamos ser loucos, de vez em quando, pra experimentá-la, aproveitando algumas oportunidades que a vida oferece de conhecer esse outro estado, claro, é óbvio que sempre com a alcunha de que seja pra sempre!.
Há também a premissa de que, é do sofrimento que tiramos nossas maiores e melhores lições de vida. Aprendemos com o sofrimento; a felicidade sendo o divisor de águas, onde se distingue uma coisa da outra.
Sensatez!! Prudência!!
Quem disse que o amor é prudente e sensato não conhece o real significado, nem dessas palavras, quiçá de amor ou da loucura!!
Mas, amar seria mesmo loucura? Não seria a redenção da alma que se derrama ao enxergar aquele que chega e se instala preenchendo todo um ser? Que dá espaço pra outra alma onde só cabe uma?
Discorrer, em tão reduzidas linhas sobre a não ou a sim loucura do amor, de amar, deixa-nos, muitas vezes, extasiados.
O amor é o paraíso e o inferno dos amantes. Mas, como viver e conhecer esses dois universos tão adversos/inversos e controversos sem pisar no tapete da vontade, dos sonhos, da esperança e, ao mesmo tempo, do obscuro, do absurdo, da dúvida e da incerteza que os permeiam?
Afinal, com disse Friedrich Nietzsche “Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura...”
Loucos ou sãos, precisamos amar e sentir todas as sensações deste sentimento, desta abstração que pode, ao mesmo tempo, ser menos que nada e maior que tudo e, como sem querer, pode mudar toda uma estrutura de vida ou, e, até mesmo, de um certo prisma, comprometer existências futuras de tão substancialmente duradoura e profunda que se faz.

Lúcia Araújo – 10/12/2010.

Dissertação subjetiva – O NOME

Embora a vida seja cheia de encontros e desencontros, recheados de formas diversas e,
Mesmo nos, seres pensantes, inteligentes(?) e dotados do livre arbítrio para agir, fugir, enfrentar,
Algumas vezes caímos em armadilhas das mais simples as mais envolventes, todavia,
Nunca, nunca estamos preparados para o desafio do desconhecido. Não importa o tamanho da experiência vivida.
Uma hora ou outra nos deparamos com situações que fogem ao nosso controle,
E, de camarote, assistimos a mais um capitulo de nossa própria vida, mistérios que irão para a galeria ou para a
Lista de experiências, hora na ala dos fracassos, ora das decepções, ora das alegrias ou das saudades incontroláveis e nos dão vontade de ter asas e voar.
Já dizia o poeta, “por mais que não possamos voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode ... fazer um novo começo, qualquer um pode começar de novo e fazer um novo fim,
Óh!! Quão lindas são as palavras. As mesmas que podem trazer o êxtase do prazer, pode levar a ínfima sarjeta da subsistência. Palavras!!
Se assim o fosse, e não sou cética ou incrédula, o mundo seria muito melhor,
É, talvez, um desejo profundo de um apaziguador, de afagar as dores indeléveis que atormentam nossa alma sofrida,
Sim! E porque não? Na vida existem os que causam a dor e os que a curam ou, pelo menos a amenizam.
Isso só nos comprova que viver é apenas caminhar por caminhos desconhecidos, sujeitos a suas intempéries e é ai que está o segredo de tudo,
Levar-nos por esse caminho-existência-vida, procurando, a cada tropeço, a cada conquista, a cada gole amargo dos cálices que bebemos, aprender a desenhar o sumário da história, que, apesar de povoada por inúmeros personagens, é só nossa e ninguém poderá fazê-la por nós,
Viver é caminhar a procura de algo que ainda não evoluímos o suficiente para compreender. Amor, felicidade, dizem uns, auto-afirmação, sucesso, dizem outros. Na verdade, ninguém ainda descobriu o segredo da vida.
Ainda haverá um dia, porém, que a humanidade chegará à conclusão desse segredo. Então não haverá mais mistério e nem humanidade, porque o segredo é o alicerce de tudo.

Lúcia Araújo – 06/08/2010

Eloquente!

É o que se pode dizer da vida.
Mesmo sem querer, ela te obriga a caminhar.
Caminhos nem sempre floridos, e, as vezes, até espinhosos.
Mas ela te impõe um ritmo que você, por vezes, não deseja.
Quando vem a adversidade, você tomba.
Mas ela te diz, levanta e segue, não posso esperar.
E você à vê citando: o mundo não vai esperar você recolher seus pedaços.
Implacável ela determina, é preciso seguir.
O sofrimento te domina e ela ignora seu sentimento.
Calada, ela segue inexorável.
Ou você vai, ou você vai. Porque não existe uma escolha.
Entretanto, ela te ensina que tudo vai ficando pelo caminho.
Tudo de ruim. Tudo de bom.
Nada, nada permanece em você ou em lugar algum.
A não ser as marcas que já não causam espécie.
Tudo, ou quase tudo.
As dores, as mágoas, a saudade, os amores, as tristezas, os gostos e desgostos.
Quando você percebe, sofreu atoa. E ela recomeça indelével embora fugaz.
E percebe-se também que, na verdade, a vida não nos impõe nada.
Ela é apenas um ciclo, um trajeto que precisamos, ou escolhemos.
E, tão somente, o nome dado a esse caminhar.

Lúcia Araújo – 18/09/2017 – De minhas memórias

Entre o sonho e a fantasia

...e, nem mesmo nascera o dia e aquela voz ruidosa não parava de repetir- é hora de acordar; é hora acordar;
Seria algum louco insensato, ou seria um cuco programado para descomedir-se inconsequentemente, de tal forma e, àquela hora!?
Mas, na verdade, não era nada senão a responsabilidade chamando o feito à ordem, que não de todo adormecida, fazia com que um corpo que parecia inerte sobrepor-se sobre umas pernas magras e desajeitadas, porem-se de pé e perceberem que era mesmo hora de acordar .
Naquela manhã, como em outras, tantas, o sol brilhava forte e isso dava uma vida nova àquela paisagem íngreme e extenuada constante, plena e indizível. Parecia que tinha algo novo, uma visagem, talvez, quem saberia?!
Mas, sabe aquela sensação de que há coisas boas mesmo onde não se imagina ser possível haver? E, com essa interpretação e uma cabeça que voava sob as poucas nuvens presentes no céu daquele dia, um vulto, inimportante e indiferente transitava além e aquém das evidências e circunstâncias do tempo e do espaço; passava como se nada fosse e ao mesmo tempo era tudo porque existia e ali estava, embora desprovido da capacidade de calcular a importância de sua visagem e de quão valiosa era ela para mantê-lo vivo. Apesar de sofrer as intempéries da parte que lhe cabia por ser e existir, eram as visagens e a ilusão, formada em seu interior, que o mantinha como uma chama, acesa e, até brilhante de vez em quando; e enquanto acesa estivesse a tal chama, haveria um equilíbrio entre os movimentos, entre os sentidos e os sentimentos que lhe percorriam a alma.
A realidade era sempre o momento presente. Passado e presente lhe eram tão plurais quanto singulares, não lhe causavam espécie; se fundiam num vácuo sem fim.
Amanhecesse ou anoitecesse, a ordem das coisas permaneceria inabalada para aquela cabeça. Não importava as mudanças, a beleza a seu redor, tudo que parecesse bom ou ruim, tudo que lembrasse o etéreo, o infinito, pássaros cantando, crianças sorrindo, jardins floridos com lindas borboletas, o mal, a tirania dos desalmados, tudo, tudo, lhe era tão insosso, indolor e invicioso. Já não lhe afetava o belo, nem tampouco as dores do mundo porque estava anestesiado pela realidade dura, obscura e pérfida que também não causava nenhuma sensação.
Seu mundo estava nas suas fantasias. E tudo parecia-lhe o que lhe era inerente parecer. Era sua cabeça que o guiava e não seu coração. Estava tão ausente quanto presente num espaço que parecia qualquer coisa ou quase nada, que apenas permitia uma jornada que necessária se fazia, um ciclo a ser fechado, mesmo não tendo noção disso.
Mas, apesar de tudo, era aquela cabeça que equilibrava aquele corpo e lhe dava visagens durante o dia e sonhos durante a noite para sobreviver longamente aos rigores e variações do mundo tirano à sua frente.
Havia, também uma estranha sensação de nunca saber se dormia ou se sonhava, se sonhava ou se vivia ou apenas sonhava para fingir que vivia. Havia, contundentemente, um contra-senso naquilo que lhe deram o nome de vida.
... e, nem mesmo o dia nascera e a mesma voz veemente renitente insistia: é hora de acordar, é hora de acordar.

Lúcia Araújo – junho de 2007.

Esse valores se foram. O tempo passou, nossa geração cresceu, o desenvolvimento chegou enfático e massacrante e as pessoas têm agora outros interesses. Criamos nossos filhos, procuramos cercá-los de coisas materiais pra compensar nossa ausência, pois precisamos ganhar dinheiro pra acompanhar o desenvolvimento e nossa ausência foi substituída pelo sistema de uma sociedade equivocada e de uma mídia invasiva e perversa e estamos perdendo o que realmente é importante, valores simples, mas que têm um significado enorme. Enfim, é a vida.

Na Corda bamba da incerteza
Talvez, um dia, tenhamos as respostas que não nos é possível agora;
Enquanto isso, esperamos sem sabermos quanto tempo esperaremos;
Resta-nos a resignação. Sim, porque Não há certeza de que essas respostas virão;
Em aparente transe, estamos à mercê do universo, que cheio de mistérios, conspira;
Ziguezagueamos caminho afora sem saber o que nos aguardo no final do verso; ou depois da próxima palavra;
Instamos por melhores tempos, melhores dias, melhores vidas, melhoras...
Na ânsia de viver, vivemos mal, porque estamos sempre a esperar algo que não sabemos se vem;
Há nesse inabsolutismo uma inexorável insatisfação, porque não nos satisfazemos por completo, nunca;
Assim, cabe-nos seguir indeléveis, retos, concisos, dúbios, vivendo na corda bamba da incerteza.

Lúcia Araújo – 31/08/2016 – 11;35

alma
É noite, uma noite como outra qualquer. O céu está escura e ouço a voz do meu amigo João inovivel ele fala sobre coisas do cotidiano, coisas correlatas à natureza humana. Mas meu pensamento está longe e minha alma está quieta. Ela vaga em busca de um ancoradoura; um lugar para repousar, pra se largar de todo corpo e sentir um pouco de paz, um lugar que me ofereça tranqüilidade. Minha alma está deserta e sinto falta de Deus; sinto falta do refrigério de suas mãos invisíveis que traz calmaria e mostra caminhos menos espinhosos. É a voz, ao longe, de meu amigo que me traz de volta dos meus devaneios do meu refugio . Já não estava ouvindo quase nada do que ele dizia; então já era mesmo hora de voltar, senão me perco no deserto dos meus pensamentos.

Áh!!!! O tempo, velho e incontestavelmente inimigo dos amantes!!!! (Lú) 10/2010

Certeza

Enquanto eu não te conheci, minha vida era monótona, morna e sem cor,
Enquanto eu não te conheci, embora tudo fosse incolor e inodor, eu estava tranquila como águas mansas em tempos calmos,
Enquanto eu não te conheci, meu pensamento não precisava esforçar-se pois não havia saudades, nem desejos, e os sonhos eram apenas fantasias adormecidas,
Enquanto eu não te conheci, eu até pensava que um dia ia te conhecer, embora ainda não soubesse tuas feições, mas algo me dizia que tú virias.
Enquanto eu não te conheci, eu esperei inconscientemente consciente que, um dia, tú chegarias e farias pouso em minha vida.
Hoje eu te conheci e tudo está revolta em minha alma.
Tua chegada aconteceu, mas parece que foi um sonho e que terei que acordar.
Agora que te conheci, e que conheço tuas feições, tenho certeza que foi por ti que esperei, mas tu não me destes certeza alguma de que foi por mim que também esperastes.

Lúcia – 19/11/2010

ANÉSIA
A poesia é um refúgio àqueles que vivem em dois mundos
N ão importa o estado de ânimo, o que muda é o mundo é o momento
É natural de nós, as ideias sempre em efervescência
S omos melancólicos, as vezes intempestivos, tênues ou atrevidos
I ndeléveis por natureza
A ssim mesmo podemos passar uma vida invisíveis

Saudade

S into saudade do tempo em que correr nas areias do rio e brincar de bonecas embaixo de pés de mamona, era ser feliz
A s vezes me pego sonhando de ser menina. Sinto até o cheiro desse meninice, embora pobre
U ma ou outra lembrança me levam às lágrimas e penso que tudo foi-se tão rapidamente
D izer que não vivi coisas boas, não seria verdade. Sofri muito, mas trago grandes lições disso tudo
A cho mesmo que poderia ter sido melhor, ai penso o quanto foi difícil chegar até aqui
D eus, digo eu, tenho muito mais a agradecer que a pedir
E ntão, preciso aproveitar a juventude que ainda me resta pra realizar o que ainda falta

Te desejo
Muito amor e paz no coração;
Alegria para combinar;
Realizações pra complementar;
Consciência tranquila para relaxar;
Eu para pensar
Loucuras para variar
Outras coisas que não posso falar.

P orque certas coisas que nos acontecem são tão inesplicáveis?
O s dias passam, os meses, os anos e tudo permence igual
R ealidade e sonho se misturam por vezes
Q uase sempre temos a sensação de que não aconteceu
U ma certeza, entretanto, nos arrebata
E precisamos encarar que não foi sonho
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P orque somos tão vulneráveis?
O que será que nos torna tão susceptíveis?
R azões? Temos? Certamente que sim, Mas,
Q uisera estivessemos acima do bem, do mal...
U nicamente seres, frios, calcilistas
E fossemos invulneráveis, intocávies, insensíveis
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P orque não nos dispidimos e seguimos simplesmente?
O u, dizemos adeus a cada fim e esquecemos apenas?
R ealmente, somos sempre tão racionais, sentimentais, envolviveis,
Q ue por sí só já seriamos uma ópera
U ma história triste a cada experiência, a cada situação
Então, lembramos um detalhe que explica tudo - SOMOS HUMANOS.
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Nossa ânsia por respostas sobre as coisas da vida, não nos deixa ver que, se tivessemos as respostas não haveriam
perguntas. Então, seria tudo tão insípido, desenxabido e sem sentido algum.

O amor é o paraíso e o inferno dos amantes. Mas, como viver e conhecer esses dois universos tão adversos/inversos e controversos sem pisar no tapete da vontade, dos sonhos, da esperança e, ao mesmo tempo, do obscuro, do absurdo, da dúvida e da incerteza que os sustenta?
Afinal com disse Friedrich Nietzsche “Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura...”

A saudade é a dádiva dos que viveram momentos felizes.