Saudade de Casa

Cerca de 35830 frases e pensamentos: Saudade de Casa

⁠Infância

O quintal de casa era o meu paraíso; sempre foi aquele mesmo lugar, mas nunca em minha imaginação, isso já fazia valer a pena cada segundo ali.

Inserida por LyuSomah

⁠Na casa que meu avô morou,
Esse era o cantinho que ele sentava,
A cadeira que ele balançava,
Apreciando essa linda vista,
Vixi, e quando chegava visita,
Ali dava um valor conversar,
Histórias adorava contar,
Do passado chega batia a saudade,
Desde quando passei a morar na cidade,
Aos finais de semana eu sempre venho,
É grande a tristeza que sempre tenho,
Porque agora só encontro minha vó,
Do meu avô a saudade é uma só,
Do tempo que não volta mais,
Valorize seus avós e seus pais,
Enquanto vida tiver,
Porque quando o sopro da vida vier,
Nada os trarão de volta,
E o que verdadeiramente importa,
São os momentos únicos vividos,
O amor, as brincadeiras e o riso,
Tudo aquilo que encanta o coração,
Hoje posso dizer com convicção,
Cada balanço nessa cadeira é maravilhosa a sensação.

Inserida por ErisbertoSilva

⁠"A nostalgia é uma casa com a porta trancada mas com a janela aberta"

Inserida por wallaceavlys

⁠"... E não há um só dia em que eu não passe por sua rua e olhe pra sua casa na esperança de meus olhos matarem a saudade de te ver."

Inserida por Maiadson2014

⁠Algumas pessoas nunca morrem, apenas mudam: de matéria, de casa e identidade e passam a morar dentro da gente com o nome de saudade.

Inserida por ednafrigato

Aquele que persegue

Antes do sol nascer você me visita
E caminha comigo pela casa
Pela porta, pela rua, ao longo da manhã
A tarde seca e quente até a noite
Que mesmo com a sua presença se torna fria.

A noite, me perturba o sonho
Invade minha realidade
Destrói o cenário
Pinta e borda em cima do meu.

Como pode ter regado os sentimentos,
E me deixado partir assim?
Ah cabeça por horas pensa, pensa, pensa
Os olhos ardem e umedecem
As pontas dos dedos, as mãos...

O peito rasga a dor da saudade
Que de tão grande, não cabe ali
Ela borda e transborda noites e noites
Sem me deixar dormir.

Quando há de passar?
Ora vento que tudo leva
por que não o leva?
Ora tempo que tudo cuida
Por que não cura?
Ora chuva que tudo molha
Por que não carrega?

Inserida por AlaniaBarreto

⁠Sinto sua falta, dos seus abraços, do pai e da nossa casa. Mas acredito que ainda temos uma conexão de almas, e que nos encontraremos além deste plano.
Até lá, sigo aqui, tentando dar o meu melhor. Te amo além das estrelas.
Rato, meu querido rato.

Inserida por brunoleitao

Casa coração
Será que tem espaço na sua casa chamada coração? Ou ele já ocupou todos os lugares que antes era meu? Na minha casa vai ter sempre um espaço para ti, por mais que com o tempo você não volte para ela e esse espaço onde tem nossas memórias se encha de teias de aranha, pó e fique lá. Abandonado como se fosse apenas um espaço.
Será que na sua casa chamada coração eu ainda vou poder procurar abrigo da chuva? Ou o teto agora é feito para proteger apenas ele? Na minha casa em dias tempestuosos você vai sempre poder vir se proteger, seu canto vai estar aqui. Talvez não esteja tão abandonado pois eu estarei cuidando dele, talvez eu não queira que vire apenas um espaço vazio, talvez eu queira manter sempre como você deixou… Talvez eu ainda alimente a esperança de você voltar, mesmo eu não ocupando mais espaço nenhum na sua
Será que na sua casa chamada coração o meu espaço ainda se mantém de pé? Ou você o demoliu para fazer novos cômodos com ele? Na minha casa eu deixariam derrubar todas as paredes, menos o seu cantinho pois em caso de ficar sem teto, terei os bons momentos da gente para me abrigar. Será que na sua casa chamada coração eu posso bater pedindo uma xícara de amor?…

Inserida por luangtw

⁠Meu Amado
Voltando para casa, com a mente despreocupada, não estava pensando em nada relacionado a você, mas de repente olhei para o céu... E vi uma única estrelinha... Só uma... No imenso céu só ela brilhava lá no alto, mesmo que a lua tenha a sua luz a pequena estrelinha se destacava na imensidão, fazendo com que eu me lembrasse de ti, minha pequena estrela, és único e tem seu próprio brilho, os meus olhos vê esse brilho fazendo com que eu te admire...
Espero um dia te encontrar e admirar pessoalmente o brilho dos teus olhos.

Inserida por Cartasaosmeusamores

⁠Nós vamos para tantos lugares e voltamos pra casa,.
Encontramos pessoas.
Experienciamos lugares, e voltamos para casa.
Mas num dia indesejado, inesperado e inacabado, não voltaremos...
E pensar nisso só vai doer um pouco menos quando lembrarmos de agradecer e contemplar tudo e todos (como se não houvesse amanhã, porque na verdade não há).
Que Deus me dê sabedoria pra viver mais e melhor, para plantar sementes, para facilitar a vida das pessoas que me cercam, para praticar o amor, a compaixão e para renascer naquEle que sabe o que é melhor pra gente e nos encontrarmos (todos) na fé.

Inserida por priaugustta

⁠O Encontro no Ônibus

Estava eu, mais uma vez, indo para a casa de minha avó. Para tanto, preciso pegar dois ônibus ou ir a pé até o ponto do segundo. Com muita cautela, vou. Passo atenciosamente de rua em rua, esquivando-me das esquinas como quem evita lembranças indesejadas.

Decido ir a pé. Chego ao segundo ponto um pouco cansado, o corpo denunciando a caminhada, e logo vejo meu ônibus se aproximar. Entro, pago e me assento. Como em qualquer outro dia, encaro a janela como uma tela em branco, onde os cenários passam rápido demais para serem compreendidos. Imagino tudo, porém nada de importância.

Um bairro se passou quando sinto um toque no braço, leve como o roçar de um galho ao vento. Vinha de alguém que se assentava do meu lado direito. Penso que foi apenas um esbarro casual e volto ao meu devaneio, mas novamente sinto. Dessa vez, decido me virar e entender o que estava acontecendo.

Era uma senhora, pequena e franzina, de mãos trêmulas e olhar perdido. Tentava, com delicadeza, chamar minha atenção. Algo havia de diferente em seu olhar — um brilho úmido que parecia conter todo o peso do mundo. O marejar de seus olhos já me inundava, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela segurou minha mão com firmeza, como quem busca âncora na tempestade.

Sem dizer uma palavra, ela apenas suspirou fundo, como se aquele gesto contivesse anos de histórias acumuladas. Seus dedos enrugados e frágeis envolviam minha mão como se segurassem um último pedaço de esperança. Por um instante, o mundo se reduziu àquele toque, e o barulho do ônibus se tornou um murmúrio distante.

Aos poucos, seus lábios se abriram, e num sussurro quase inaudível, ela disse:
— Você se parece com meu filho...

Houve um silêncio denso, como se o universo contivesse o fôlego. Não sabia o que responder, e talvez ela nem esperasse uma resposta. Apenas segurava minha mão, fixando o olhar num ponto indefinido do corredor.

— Ele partiu faz tanto tempo... — murmurou, com a voz quebrada pela saudade.
Um nó se formou na minha garganta. Respirei fundo, sentindo o peso daquele instante. Então, num gesto instintivo, apertei a mão dela com carinho e disse:
— Eu estou aqui... Pode me contar sobre ele, se quiser.

Ela pareceu surpresa, como se aquela simples oferta fosse um presente inesperado. Seus olhos marejados se voltaram para mim, e um sorriso tímido despontou, como um raio de sol por entre nuvens carregadas.
— Ele tinha esse jeito quieto... sempre olhava pela janela, pensativo. Gostava de imaginar histórias. E quando eu estava triste, ele só segurava minha mão, como você está fazendo agora.

Senti meu coração pulsar mais forte. Eu não era apenas eu — naquele instante, eu era um fragmento de memória viva. Ela continuou falando, e a cada palavra seu rosto se iluminava, como se a lembrança trouxesse o calor de um reencontro.

— Ele dizia que as nuvens eram mapas de terras mágicas — disse ela, sorrindo leve.
— Sempre acreditava que, se prestássemos atenção, descobriríamos um caminho que só os sonhadores enxergam.

Sorri também, e sem perceber, comecei a compartilhar minhas próprias memórias de viagens e pensamentos perdidos olhando pela janela. Ela escutava atenta, como quem encontra companhia na dor e na saudade.

Quando o ônibus freou bruscamente, ela soltou minha mão com delicadeza, como se devolvesse à realidade o que fora apenas um breve consolo. Antes de descer, olhou para mim com um sorriso pequeno, mas sincero, carregado de um agradecimento mudo.
— Obrigada... Você me fez lembrar que o amor não morre... Só se transforma em saudade.

Olhei para ela e, com um sorriso sincero, respondi:
— Talvez ele ainda segure sua mão... de algum jeito, através de quem traz um pouco dele no olhar.

Ela desviou o olhar por um momento, tentando conter as lágrimas. Mas quando voltou a me encarar, havia uma serenidade nova ali, como se minhas palavras tivessem encontrado um canto acolhedor dentro dela.

Fiquei observando-a partir, pequena e delicada, desaparecendo na multidão. O ônibus seguiu viagem, mas aquela sensação permaneceu em mim — uma mistura de melancolia e gratidão por ter sido, ainda que por poucos minutos, um porto seguro para alguém que precisava ancorar suas lembranças.

No caminho até a casa de minha avó, pensei sobre a força que existe em simplesmente estar ali para alguém. Às vezes, somos chamados a ser companhia em meio ao tumulto da cidade, como se a vida nos empurrasse para encontros que não esperávamos, mas que, de alguma forma, precisávamos viver.

E ali, entre a dor e o alívio, aprendi que às vezes somos porto, outras vezes somos naufrágio — e, no intervalo entre os dois, a vida nos permite tocar o coração de um desconhecido, deixando nele um pouco de calma, e levando conosco a certeza de que a humanidade sobrevive nos detalhes.

Inserida por DanielAvancini

Meu maior luto é por esta fase: pueril. Dói perder. Casa, lar e infância; para mim, sinônimos. Dói crescer. Saudade.
Hoje, adulta, mas, todos os dias, uma eterna criança (cada vez mais fragmentada).

Inserida por sofiainner

⁠O meio ambiente nos cerca, nos abraça, nos acolhe. É a nossa casa, o nosso lar. E como todo lar, precisa ser cuidado, amado, respeitado. A natureza é a mãe que nos dá tudo o que precisamos para viver: ar, água, alimentos. E como filhos, devemos cuidar dela como ela cuida de nós.

A vida é um presente, um sopro divino que nos foi dado para desfrutarmos da beleza do mundo e de tudo o que ele tem a oferecer. O amor é a energia que move o universo, é o que nos faz sentir vivos e nos conecta uns aos outros e à natureza. É como uma corrente invisível que une todas as coisas.

Mas com o amor vem também a saudade e a falta. Saudade daquilo que já foi vivido, daqueles que amamos e que partiram, da natureza que já não é mais como era antes. E a falta, aquela sensação de vazio que nos faz perceber o quão preciosos são os momentos vividos e as pessoas que amamos.

Por isso, devemos valorizar cada instante da nossa vida e amar com toda a nossa força e intensidade, para que quando a saudade bater e a falta apertar, possamos olhar para trás e sentir que vivemos plenamente. E que, apesar dos desafios, cuidamos do nosso lar, da natureza que nos cerca e que ela também cuidou de nós.

Inserida por romeufelix

Um dia desses
do nada, de repente
tudo pro alto
conforto
casa
serviço
falsa segurança
será mesmo o poeta louco?
É, quem diria.

Inserida por abraatiko

Apenas diga

Apenas diga que hoje não estou
Diga que trabalho e estudo
Que não paro em casa
Estou em viagem
Já cresci e tenho casa própria
Não moro mais com você
Sou bem-sucedido e ganho bem
Realizei meus sonhos
Tudo o que você não conquistou
Eu conquistei
Afinal, era o que você mais queria.
É tudo mentira.
Mas,
se a tristeza no coração apertar
E a vergonha não deixar falar
Então apenas diga isso.

Inserida por gabrielle_moreira

⁠Quando voltou para casa foi na janela do antigo quarto e olhou para o céu: as luzes intensas que vinham daquelas quatro estrelas ao lado da montanha ainda estavam lá, desde a infância. Percebeu então que estão marcadas
no céu algumas das melhores
lembrançasda sua vida.

Inserida por AlessandroLoBianco

Um dia pode ser que veja perdidos em algum canto pela casa, pela Internet ou até mesmo pela vida as minhas frases escritas e jamais ditas. Meus poemas escritos e jamais vividos, meus sonhos sonhados e que não puderam ser mais realizados.

Inserida por Luamolina

Outro dia, ao escutar a palavra amor, imediatamente veio-me à cabeça a criança revirando a gaveta onde sabe perfeitamente que irá encontrar o que não procura.

⁠Perenidade

D'esse limiar 'tre vida e morte, contemplo com profunda melancolia a efervescência tumultuosa d'arte atual. O cenário emergente s'assemelha a um campo de batalha caótico, onde a união estética e o respeito pela beleza atemporal desaparecem em meio ao tumulto iconoclasta.
⁠Em contrapartida, a produção artística clássica, erigida qual colosso majestoso, subsiste como guia de grandiosidade e ordem. As obras imperecíveis dos mestres clássicos, com sua minuciosa atenção aos detalhes e temas universais, obscurecem a transitoriedade da contemporaneidade. Cada escultura, cada pincelada, assemelha-se a um murmúrio distante que ressoa através dos séculos, enquanto a produção artística recente, frequentemente, parece predestinada a perecer no abismo do olvido.
A grandiosidade das obras clássicas, sustentada pela tradição e beleza perpétuas, contrapõe-se à transitoriedade passageira da produção artística moderna, que com frequência se afunda na superficialidade da novidade. Em meu observatório para além dos dias, respiro com reverência a suave fragrância da produção artística clássica, cuja grandeza perdura como constante inalterável, um refúgio de beleza que transcende as breves tendências do momento.

⁠"Fé Católica: Luz na Escuridão do Secularismo"

Somos confrontados com antíteses e antinomias que refletem nossa natureza humana. Fundamentados na fé, encontramos uma esperança arraigada na vetusta tradição da Igreja Católica, a qual nos liga à redenção e ao propósito eterno. Apesar do mundo secular, tal fé nos sustenta e orienta, lançando luz sobre nosso caminho com a certeza de um destino divinamente ordenado. Destarte, ao abraçarmos integralmente os preceitos e a esperança eclesiástica, desvendamos um significado mais profundo para nossa existência e uma serenidade que transcende as flutuações terrenas.

Inserida por FredericoCavalcanti