Saudade de Casa
MEU AMOR TO CHEGANDO
Seis meses trabalhando longe de casa
Saudade da minha amada
Mesmo dormindo penso em você
O ar que respiro tem seu cheiro
Minha boca ainda sente o gosto do seu beijo
Não fiz tatuagem mais você marcou
Um lagarzinho no meu coração você ganhou,
Vou telefonar e dizer
Meu amor to chegando
Vá se arrumando
Que agente vai sair
Meu amor to chegando
Vá se preparando
Hoje ninguém vai dormir
A saudade vai ter fim.
Compositor Antonio Luis
A casa onde hoje habito, é uma imensa saudade, um devastado jardim, onde quando penso em você, sempre brota uma primavera...
Antes uma casa cheia,
hoje tão vazia.
Ficou apenas uma poltrona,
onde senta a saudade, que diz ser dona
de um SILÊNCIO mortal,
que conta uma história
que anseia
por um raio de SOL...🌾🌞🌻
Saudade tema da época
Mas que época é essa?
Época de colocar a casa em ordem
Época de lidar com a distância
Época de rever tudo e toda importância
Sentir a necessidade dos queridos,
Parentes, amigos, e dos livros já lidos
Época de se saber ser só
De tirar todo o pó
Época de purificar sem dó
De tirar as amarras e desatar todo e qualquer nó
Época de não só pensar e falar
Mas sim época de muito amar...
Amar o amanhã
Amar todo dia de manhã
Se ver e agradecer
Se abraçar e naquele abraço permanecer
Saudade daquilo que não eu ligava ,
Saudade daquele que eu não me importava
Saudade daquele que eu amava
Saudade até do cidadão que me importunava
Saudade de ser como uma criança
Pura e cheia de esperança
Tempo de pensar e cuidar dos seus
Saudade até daquele que já me esqueceu
Esquecer que talvez seja ateu
Pedir e agradecer a Deus
Por toda benção que recebeu
E da fé que em você renasceu
A pior saudade é aquela do ser presente
Daquele que não se foi, mas é todo ausente
Daquele que da sua vida fez parte
Mais hoje é só saudade, antiga e tarde
Saudade do tempo passado
Da vida vivida, do jogo jogado
Saudade do momento
Que foi bom e sem arrependimento
Do que já foi, sem flor
Agora saudade. Enfim um pouco mais de dor
Ah... essa saudade que dói
Quase mata corrói!
Saudade daquela calçada
Na frente de casa
Onde minhas amigas e eu
Ficávamos sentadas
Jogando conversa fora
E vendo a vida passar...
E passou...
Tão depressa ...
Que eu nem vi!
Haredita Angel
21.06.2022
Casa de mãe depois que os filhos se vão
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório. Amanhece e anoitece prece. Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.
Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade...aliás, casa de mãe depois que os filhos se vão vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o "isso tá bão, mãe". O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora falta cozinha cheia de desejos atendidos.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos.
É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você , um dia, lhe mostrou como manejar.
Aí fica a casa, e nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias – todas te olhando em estranha provocação.
Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe. Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.
Porque, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?
E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?
No fundo ele é o mesmo menino que fugiu pela janela, que deixou marca de queimado no chão do quarto e que fingia ir dormir quando a vó mandava, mas continuava acordado.
É o mesmo menino que correu riscos por um amigo, que fez guerra de lama e que mesmo gostando da casa da vó, sentiu falta de casa.
É o menino que queria não magoar ninguém nem ser magoado, que se convenceu que todos irão machuca-lo e tenta estar preparado.
É o menino que se culpa por coisas que não estavam em suas mãos e sofre calado por isso.
É o menino que quer muito alguém que fique, quer alguém que o veja e não que só enxergue as mascaras que ele usa para falar com a maioria.
No fundo ele é o mesmo menino de antes e espero que ele saiba que isso faz dele um homem e tanto.
Minha casa são muitas, uma só todas elas; o morar é a casa
com varandas, janelas.
Obs.: trecho adaptado. Texto original "Essa casa são muitas", do poema "Memória da Casa" de Walmir Palma e Fernando de Oliveira.
A rua da casa onde morei em minha infância, era chão coberto com saibro (barro). Tinha que ter manutenção e sempre apareciam buracos.
Lembro-me que depois foi coberta por paralelepípedos.Tinha que ter manutenção e vez por outra apareciam, buracos.
Ah! Enfim Hoje, ela é asfaltada. Tem que ter manutenção e tem buracos.
Que saudade daquela rua de barro!
Já faz tempo que escrevo sobre amor, vez ou outra alguém me para no corredor para comentar sobre os textos e pedir algum conselho, tudo isso como se eu tivesse total conhecimento sobre o assunto.
Acredito que falo sobre o amor exatamente por não entendê-lo por completo, então escrevo as dúvidas, questões não respondidas e tudo isso com uma interrogação que paira a minha vida. É aí, quando o amor e o tempo entram em conflito, que me questiono sobre o amor, esse no qual, é o único que ainda parece ser o mais discutível, já que o tempo não dá essa oportunidade.
Falar de amor é difícil, todas as vezes que leio um livro me vejo questionando os personagens principais, porque não estão juntos: "olha quanta coisa favorecem vocês", e então me pego vivendo uma história dessas. É nessa hora que entendo eles, não é tão simples! Pedir uma nova chance, pedir para alguém permanecer ou voltar para a sua vida, tentar novamente, em uma história escrita por duas pessoas não é tão simples. Você não pode apenas olhar o seu lado, não pode exigir e nem forçar nada, você apenas precisa demonstrar que ama e deixar claro isso, o restante o tempo se encarrega, a vida cuida. Você que ainda tem uma esperança dentro de si, tente não deixá-la morrer, porque sente que os seus sonhos, desejos, futuro, e tudo o que mais desejar, devem ser escritos com a companhia de quem preencheu o que era vazio com amor.
Amar é assim, amar é não entender tudo, mas é querer viver o melhor. Amar é aprender com o outro a ponto de chegar em alguma situação e saber exatamente o que o outro faria, saber até onde ir, saber que quando longe o coração pede por abraço, por carinho, por respeito, por atenção, por amor.
Amar é entender que saudade é o coração pedindo para voltar pra casa que ele escolheu morar.
É estranho como percebemos e enxergamos as coisas de maneira diferente quando estamos longe de casa...
Longe da família, dos amigos e por aí vai.
Se fazemos falta na vida de alguém, quem realmente nos faz falta... o que e quem é importante para gente, quem realmente se importa com a gente...
O que e por quem vale a pena um tempo para mandar uma mensagem, uma ligação ou até mesmo um emoticon que signifique: “estou aqui se você precisar!”, ou um “bom dia” inesperado.
Saudades... Aquela palavra que só existe na língua portuguesa e que ninguém consegue descrever nem de outra forma...
É só o que sinto!
Sim, mulheres fortes também sentem falta, choram e precisam de colo, mas depois superam...
Um dia, a gente sempre consegue!
Meu lar ficou mais feliz pois hoje está mais cheio do que quando cheguei. Saio diferente de quando alcancei esta praia, dias atrás. Vocês deram novos contornos ao meu coração e à minha alma. E para que eu esteja sempre com vocês, basta partirem também e me deixarem ir. Sem arrependimentos, sem ressentimentos, apenas com aquela tênue tristeza que embala uma saudade gostosa.
Meus tempos de Infância
PARTE 01
Toda hora estou pensando
E agora vim me expressar
Através da rima eu escrevo
O que o coração quer falar
Memórias da minha infância
Que a mente tenta acessar.
Um tempo bom por demais
Pomares, rios e currais
Brincadeiras, festa e alegria
Naquele lugar reunia
Famílias com alegria...
Brincadeiras e diversão
Simplicidade e muita união
Podia ter só o feijão
Que ainda sim chamava atenção...
Todo mundo queria ficar
Naquele lindo lugar
Visitante se admirava
Pra um e outro falava
E assim a fama espalhava
Por toda região, daquele barracão
De paredes de pau a pique
Das prateleiras mais chiques
Era os alumínios da minha vó
Que de longe encadeava
Do brilho que ela dava
Com areia, bucha e sabão.
Com amor e dedicação
Em tudo que ela fazia.
Trabalho disfarçado de lazer
Para as crianças aprender
Como tudo se fazia
Não era como hoje em dia
Que não pode fazer nada
As Brincadeiras boas estão paradas
Pois os pais não deixam brincar
Agora só tem celular acabando com a diversão
E cada um mais molão
Diferente de outro hora
Que Meninada Jogando bola,
Lá no meio do terreiro
Podia fazer lameiro
Que os pais não se importava
Tinha mais fé que era Deus que cuidava
E tudo ficava bem!
São muitas memórias que surgem
Quando eu paro para pensar
Naquele incrível lugar
Que passei a minha infância
Tempo bom de criança que pude aproveitar.
Eu lembro dos meus avós
Na flor da juventude
Força, fé e atitude
Trabalhando com paixão
Naquele fecundo baixão
Minha vó na mão de pilão
Debulhava aquele arroz
E já preparava depois
Tudo fresco ali da hora
Essas são as memórias
Que me pego a pensar.
Meus tios com par de espora
Aprendiam a caminhar
Trabalho, sustento pra o lar
Era o que os pais ensinavam
Respeito e consideração
Passava para a geração
Como enfrentar a vida
Com sabedoria e proeza
Não tinham muita riqueza
Mais tinha muita alegria
Era seu jeito de amar
Ensinando uma profissão
Cada filho um leão
Era assim que preparava
Uma forte geração.
Com garra, fé e união.
Autor: Fernando G Saldanha
13/01/2025
Quando a Noite Cai
Quando a noite cai
e o frio desce devagar,
vem com ele a angústia —
silenciosa,
sutil,
letal.
Quando o frio me visita,
sinto falta do teu calor,
aquele que apagava
toda dor,
todo medo,
toda solidão.
Quando percebo tua ausência
no eco da casa vazia,
bebo tuas palavras guardadas,
e nelas,
me cura a poesia.
Quando olho ao redor
e não te encontro,
as lembranças surgem —
nítidas, quentes,
com o gosto do nosso
último beijo.
E quando tudo silencia,
até o tempo se recolhe…
Fecho os olhos —
e, inevitavelmente,
é em ti
que meu pensamento dorme.
Encontrar você naquele dia em que nos conhecemos foi tão surreal que a única coisa que posso comparar é a sensação de chegar em casa após uma longa jornada, no sol quente sem alimento e sem água.
Aquele alívio gostoso de tirar o sapato apertado e pisar no chão friinho, abrir a geladeira e beber um copo de água e avistar aquela torta de banana que tava ali a dias. Um banho quentinho, lençóis macios, silêncio, paz... VOCÊ
para André
Em tempos de reclusão, a palavra vale mais que a fotografia. É das palavras de afeto que realmente sentimos falta; da boca do interlocutor que é a moldura dessa saudade.
" Não sei,
que de distâncias, tento não entender
prefiro encurtar, chegar aos laços
aos abraços
não sei,
mas sinto o recado no teu perfume.
cheiro que conheço tão bem
e mesmo diante de pouca distância
me contenho
e tudo que sei,
é esperar...
Predestinação
Adivinho-te
As lágrimas
E as quimeras derramadas
Dos olhos hirtos da noite,
E num abraço não contido
Envolvo-te…
Há diademas de Coragem
Esculpidos no sopro da aurora,
Estonteantes enigmas embutidos
Nas paredes da casa branca.
Predestinadas oscilações dos dias!
A casa branca
Chamou por nós.
Etérea,
Na derradeira aspiração,
Em esgares de agonia,
Ruiu
Aos pés do desalento.
Tristes tulipas,
Apoteóticas ninfas,
Dançam ainda
Tchaikovsky
No jardim.
Célia Moura - “Vestida De Silêncio”
