Sapatos

Cerca de 537 frases e pensamentos: Sapatos

⁠A maior dificuldade do ser humano é se colocar no lugar do outro, usar seus sapatos e sentir o pulsar das suas dores.

Inserida por LucianeLeal

⁠Não permita que ninguém que não calce os seus sapatos, te julgue ou opine sobre a sua vida.

Inserida por guimaraesjunior

⁠"Os sapatos certos te fazem correr na frente e os errados te fazem correr atrás."

Inserida por DAmico

⁠"Seus sonhos dependem dos seus sapatos."
"Não dá para correr atrás do sonho descalço."
"Cuide dos seus pés; seu destino depende deles."

Inserida por DAmico

⁠"Seus sapatos revelam onde você quer chegar."

Inserida por DAmico

⁠"Os sapatos conectam você ao mundo."

Inserida por DAmico

O tempo passa
pelos meus sapatos
Na calçada, feita em pedra e lama
Passa, com destino ao nada
Enquanto eu passo pela porta
Passa a hora pelo lampião de azeite
Passa pela chama de uma vela que minh'alma aceite
A luz da aurora, a fresta da janela, o dia acorda
Nada mais te resta, que senão viver
Passa pelo leite derramado
Passa e não pelos ponteiros
Fica ali, no tosco vidro mostrador
Que, fosco, perde o brilho
Passa...e dessa vez digo depressa
Não se faz passado como antigamente
E mesmo que as luzes iluminem
As vitrines do mundo já nem chamam mais tua atenção
O tempo passa pelo coração que bate
O tempo passa e não pelos ponteiros
Passa pelo lado avesso, aos olhos de meu pai
Depois vai lá, ter com meu filho, que mora distante
Corre pela gente, mas de modos diferentes
O tempo passa como um raio pela água do café, fervente
A gente nem se lembra mais
Quantas colheres colocou de quê
E quando vê
Tá bebendo por engano
Aquele, que era de ontem
O tempo passa lento aos apressados
Que por mais quaisquer segundos que eles contem
Perdem momentos aos montes, milhares, sem sequer saber
Que a semana de amanhã foi mês passado
O tempo passa lento aos infelizes
Que impõe crises à felicidade
E moldam fatos concretos
Pra poder ser infelizes
O tempo traz relatos
Dando conta sobre um cínico egoísmo
E desde que o mundo é mundo
Este sim, sempre subiu de patamar
E há de durar pelo tempo...que o tempo há de durar
Infelizes sim, de fato e até o fim
O tempo
Passa pelos meus sapatos
Na calçada, feita em pedra e lama
Ando devagar de medo, pode acontecer
de eu escorregar e de cair, cair como a noite
Porém
Além de perder compromisso
O cuidado é todo em vão
O preço disso é o passo em falso, o tropeção futuro
Abjeto ser, que vem devagarinho, ele vem
Não ponho a culpa em ninguém
Os caminhos do mundo nunca foram, nem jamais serão
Perfeitos como os cegos olhos a trilhar
O rumo escuro e fácil, rumo à perdição
Esse sim, tem prumo reto, argúcia, perfeição.

Edson Ricardo Paiva..

Inserida por edsonricardopaiva

Uma vez eu te pedi
um par de sapatos marrons
que você não podia comprar
eram os sapatos dos meus sonhos
mas nem tudo estava acabado
voltando pra casa eu ainda tinha
você sempre aqui, ao meu lado
o chão da cozinha, de jornais forrado
pra meus pés descalços
não pisarem chão gelado
apesar dos percalços da vida
a vida, que hoje analisando
faz todo sentido
um dia os sapatos marrons
estavam nos jornais e nos meus pés
eu chutei todas as pedras que pude
mãe, me perdoe se falhei
na infância, hoje em dia
ou talvez na juventude
viveria tudo de novo com você
os tempos ruins
hoje lembrando, foram tempos
muito bons
enfrentaria o mundo de novo
com meus velhos sapatos marrons.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu posso deixar de ser sapo, lavar teus pratos
lustrar teus sapatos...

Inserida por tadeumemoria

O cara pede meu número e eu falo de cara: 35! Melhor um par de sapatos do que uma ligação!

Inserida por VivianeSJ

Quando somos pequenos queremos ser iguais a gente grande, as meninas usam os sapatos, as roupas e as maquiagens da mãe, os meninos sempre se espelham nos pais, querem ser iguaizinhos, até escolhem a mesma profissão. Só que a gente cresce entende que ser adulto não é só fazer a escolha de qual roupa usar ou qual a profissão seguir, aí começa o desespero de querer voltar na infância, mais o importante é nunca esquecer a nossa essência, mesmo depois de adultos.

Inserida por MarisaPereiraSilva

Antes de me criticar e me julgar
venha comigo caminhar...
coloque meus sapatos,
venha ver como é minha vida de fato.

Fique um pouquinho na minha mente,
aproxime-se do meu coração,
você sentirá o que ele sente,
saberá o que é se sentir tão inconsistente.

Passe o dia comigo... seja um pouco eu meu amigo,
olhe com os meus olhos,
ouça o que eu digo,
segure firme a minha mão.

Prometo, amigo, ficarei contigo...
Sua mão bem forte segurarei...
depois de um passeio
sem nenhum rodeio
back home te levarei...

Amigo, te segurar pra sempre comigo?
Não... jamais te infligirei tamanho castigo.

Inserida por RosangelaCalza

Meias palavras, sapatos sinceros.

Inserida por cary29

Eu já usei vários sapatos, acho que se eu pensar com força posso me lembrar do meu primeiro par de sapatos, minha Mãe disse que eles iriam me levar longe, eram meus sapatos mágicos..

Inserida por kaaykefox

Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter... calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história, não compare a sua vida com a dos outros, você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida. Muitos perguntam: "Onde foi?" Outros dizem: "Onde vai?" Eu me pergunto em silêncio: "Por que interessa tanto saber?"

A resposta já vem em seguida: os preocupados com a sua vida não tentam te ajudar, mas sim apagar os teus sonhos; os invejosos querem puxar o seu tapete, não sorriem com a sua vitória, mas aplaudem os seus fracassos. Mas aqueles que confiam no Senhor não se abalam. Que pena daqueles que não se alegram com as bênçãos do próximo.

Inserida por alessandramoraes

Eu não gosto de fotos de artistas em minha página, não gosto de propagandas de roupas, sapatos, e outros, não gosto de puxar o saco de nenhum político, as postagens que faço aqui, é tão somente para o meu prazer e para aqueles que curtem, portanto não coloquem nenhum tipo de propaganda em minha página, pois não estou sendo paga pra isso e não trabalho de graça para ninguém. Tenho dito!!!

Inserida por beladonilo

A protção para os pés são os sapatos , assim como a proteção para a língua hipócrita é o silencio

Inserida por EderMoises14

Fotografias recortadas,
verdades recorrentes...
Nada nunca muda,
realmente.
Sapatos se alargam aos pés
e aos calos.
A saudade vira nostalgia.

Inserida por ranish

Quero usar o que me caia bem. Quero criar a minha própria moda, quero ter sapatos que eu tenha tempo de usar, e não dezenas de pares ocupando espaço onde já não se tem. ;)

Inserida por megglima

Tinha decidido esquecê-lo. Calçou os sapatos, vestiu as calças, tomou coragem e entrou na livraria da rua ao lado. Comprou um livro manjado de autoajuda e, com um capuz escondendo o rosto, abraçou-o como se fosse o suficiente para apagar todas as lembranças, sorrisos, carinhos, momentos bons…Bosta! Deitada na cama, já estava ela mais uma vez gastando o seu tempo pensando nele, se enrolando cada vez mais na saudade e no edredom. Não pregou os olhos até devorar todas as páginas na esperança vazia de seguir em frente. “Fui eu mesma quem quis terminar com o César. Namoro sem fogo, sem graça, tão água e sal…” – repetia para que passasse a acreditar que o que sentia não era tristeza, era só preguiça de recomeçar. Primeiros encontros, filmes barulhentos, sutiã de enchimento… Bocejava só de pensar! Caiu no sono.

"Primeiro passo: coloque o vestido mais bonito. Segundo passo: Aceite o convite do vizinho que sempre te paquera para jantar. Terceiro passo: ganhe o mundo, menina, reaprenda a amar!" Mesmo sendo muito clichê, estava eufórica! Passou o dia todo seguindo as regras daquela balela que só enganava neném. Sentia-se bem- talvez só não seriam essas as melhores palavras para se falar.

O “broto”- como diria sua avó- nem ao menos foi gentil, logo disse o endereço do restaurante sem se quiser se importar com a sua opinião, gosto ou feitio. Mesmo sendo próximo a sua casa, sem saber o nome das ruas, se perdeu duas vezes até se encontrar. E, ao chegar, não poderia ser mais frustrante: um restaurante Japonês. O mesmo- acrescente aqui ruim- em que ela encontrou quem amava pela primeira vez. O coração se apertou. Parou na porta, olhou para o céu e depois para o letreiro que piscava, já com algumas luzes queimadas, em vermelho.

“Vá aos lugares aonde ia com ele, mas não relembre histórias antigas. Escreva novas. Não se limite, não tema!” – lembrou dos conselhos de um dos capítulos. Tomou fôlego, virou a maçaneta e entrou. Foi tanto o que passou diante dos seus olhos…! Ali era a mesa onde estava sentada quando ele entrou. Dentes impecavelmente brancos, com seu ar americanizado e sua velha jaqueta de jogador. Tinha certeza que ele olhara para ela. E ela, fazendo graça, esquivou.

Agora, o que a esperava, era muito pior do que um encontro meia-boca. Era o início de um fim calado, sem aplausos. Já sentada, deixava tudo o que “o prêmio”- assim sugeriu a autora chamar o futuro marido em potencial- falava, simplesmente passar. Vez ou outra dizia que sim ou que não, só para disfarçar. Estava presa às recordações…

Era, sem dúvidas, o primeiro dia do garçom atrapalhado e, cá entre nós, bem mal-humorado que, além de tudo, ainda não tinha se habituado ao português. Serviu-me errado e não entendeu quando pedi que trocasse. “Eu queria sushi”- tentei pela última vez, já fazendo gestos constrangedores com as mãos. E ele saiu resmungando, gritando o que me pareceu um palavrão dos grandes lá no Japão.

César se divertia com a história. Apontou para o seu prato e mexeu os lábios: “O meu era sashimi” e, sorrindo, com o chawan na mão, foi ao meu encontro. Decidimos dividir. Entre Leoni, Leminski, Bonde do Tigrão e vergonhas de infância, os hashis se esbarravam. Não sentiam mais fome. O que sentiam tinha outro nome, mas também dava um nó na ponta do estômago, fazendo doer como se realmente fosse.

Despertou do sonho quando o tal prêmio de consolação insistiu por resposta: “Prefere começar com sushi ou sashimi? E o garçom rabugento, como se tivesse se projetado para fora dos seus pensamentos, esperava de pé, com a caneta e a paciência na mão. Ela congelou. Olhava de um para o outro, do outra para um. Parecia que um filme tinha começado a rodar em sua cabeça, sem que pudesse mais se controlar. Olhou para dentro de si.

“Eu…”- respirava fundo antes de gaguejar. “Eu prefiro os dois a dois”- falou devagar, ganhando tom e confiança. “E divididos irmãmente. Mas… Mas que me dê o último de manga só porque é o meu preferido”. Disse já quase na porta. Percebeu que tudo o que lera foi só para saber que podia e até devia fazer o contrário. Deixou todos confusos, baratinados. Pediu desculpas pelas bandejas que derrubou no caminho e também à senhora agora suja de yakisoba. Tentou limpar com o guardanapo, mas provavelmente já tinha manchado. Entrou no metrô.

Não sabia o que diria quando César abrisse a porta. Não sabia nem se ele abriria! O abraçaria? Pediria perdão? Talvez cantasse uma música, mas lhe faltava o violão. “Next stop Copacabana station”. Faltou o ar, sentiu o apertar dos sapatos, o tremer das mãos, a boca seca. Com o rosto pegando fogo, aquela que nunca voltou atrás, decidiu seguir um único conselho do autor mercenário: "Se quiser ser feliz, seja! Paixão uma, duas, três, um milhão. Paixão em qualquer baladinha tem. Mas, amor, cara leitora, é um pra cada e, isso, tendo sorte quem tem!"

http://glacecomlimao.wordpress.com/2013/05/08/sushi-ou-sashimi/

Inserida por annepy