Sangue

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Meu coração é vermelho! Fica à esquerda do peito! Meu sangue é rubro! Admiro a foice e o martelo! Mas minha estrela é escarlate!

sangue.

Tem coisa que a gente só acredita depois que dói.

Você pode passar a vida inteira ouvindo que o sangue é vermelho, pode ver em filme, em fotografia, no corte de outra pessoa, pode até saber disso de cor. Mas existe uma diferença brutal entre saber alguma coisa e descobrir alguma coisa dentro da própria pele.

Sabe quando você tem que sangrar pra saber que a cor do seu sangue é vermelho?

Talvez algumas verdades sejam assim.

Elas não chegam quando a gente está preparado. Não batem na porta, não pedem licença, não vêm acompanhadas de uma explicação bonita. Elas rasgam alguma coisa. E é só quando aquilo começa a escorrer que você entende que certas coisas só podem ser aprendidas pelo preço de senti-las.

Foi assim com quase tudo que realmente mudou alguém.

A queda ensina que o chão existe. A ausência ensina o tamanho de uma presença. A perda mostra o peso de algo que, enquanto estava ali, parecia leve. E algumas pessoas precisam ir embora para que você finalmente perceba quantas vezes estava se diminuindo só para que elas continuassem por perto.

A gente passa muito tempo tentando evitar o corte, como se não sangrar fosse a mesma coisa que estar inteiro. Mas às vezes o corte já aconteceu faz tempo. A diferença é que você ainda está tentando fingir que não viu.

Então um dia a pele abre.

E você olha.

Vermelho.

Não é bonito. Não é poético. Não tem música tocando ao fundo. É só a prova de que alguma coisa dentro de você era real o bastante para doer.

E talvez seja isso que assuste tanto na verdade: ela não precisa ser bonita para ser verdadeira.

Tem coisa que a gente só entende depois que perde. Só acredita depois que quebra. Só valoriza depois que sente falta. Só aprende depois que sangra.

E talvez amadurecer seja justamente parar de perguntar por que precisou doer tanto para entender.

Porque algumas respostas nunca estiveram escondidas.

A gente só ainda não tinha sangrado o suficiente para enxergá-las.

Sigo estancando minhas hemorragias.

O único milagre que o falso Messias fez foi a facada sem sangue! Se bem que barata não tem sangue! Mito desmistificado!

⁠Como que Jesus morreu por mim se eu nem havia nascido?

Cristo, na cruz, pagou o preço de sangue o valor dos nossos pecados; Ele não precisava esperar você nascer para fazer isso, assim como a Lei áurea assinada pela princesa Izabel serviu para os negros ainda não nascidos.

“O Sangue que Ainda Corre”

Há momentos em que a vida deixa de pedir explicações.
Ela apenas nos coloca diante do espelho.
E talvez seja justamente diante dele que começam as confissões mais difíceis: quando já não podemos culpar o tempo, os outros, as circunstâncias ou os caminhos que escolheram por nós.
Eu também jurei verdades que eram mentiras.
Prometi permanências quando dentro de mim já existiam despedidas. Defendi certezas nas quais eu mesmo já não acreditava. Rompi acordos, abandonei caminhos, traí algumas versões de mim e carreguei durante anos a estranha sensação de que havia deixado pedaços da minha alma espalhados pelos lugares por onde passei.

Talvez viver seja também isso:
uma longa coleção de fidelidades e traições contra nós mesmos.
Existem ventos que chegam tarde.
Existem ventos que sopram com toda a força e, ainda assim, não conseguem mover aquilo que dentro de nós já deixou de girar.
Foi assim que descobri que nem todo vento é capaz de mover um moinho.
Há coisas que simplesmente param.
Amores.
Sonhos.
Convicções.
Amizades.
E até algumas partes de nós.
Mas o coração possui uma teimosia quase incompreensível: mesmo cercado pelos escombros daquilo que perdeu, continua batendo.
Carrego comigo os meus mortos.
E não falo apenas daqueles que a terra recebeu.
Existem mortos que continuam caminhando conosco.
São pessoas que partiram, amores que terminaram, cidades que abandonamos, juventudes que não voltam, abraços que ficaram presos na memória e versões de nós mesmos que jamais encontraremos novamente.

Somos um pouco cemitério.

Mas somos também nascimento.

Porque dentro do mesmo homem que enterra seus mortos existe outro tentando nascer todas as manhãs.

Eu venho de caminhos tortos.
Nunca consegui acreditar muito nas estradas perfeitamente desenhadas. Talvez porque minha própria existência tenha sido feita de desvios, quedas, retornos e perguntas.

Minha história não foi escrita com régua.
Foi escrita com cicatrizes.
Há sangue correndo dentro de mim que nasceu muito antes de mim.
Sangue de gente que amou, sofreu, atravessou oceanos, enterrou sonhos, criou filhos, perdeu pessoas, rezou em silêncio e continuou caminhando mesmo quando não havia nenhuma certeza esperando na próxima esquina.

Carregamos nossos antepassados sem perceber.
Talvez por isso algumas saudades não tenham nome.
Talvez certas dores sejam antigas demais para sabermos exatamente onde começaram.
Existe dentro de cada homem uma pátria invisível.
Uma terra que ele carrega mesmo quando vive longe dela.
Uma língua que continua morando dentro da boca.
Uma música que desperta lembranças.
Um cheiro que abre uma porta esquecida.
Uma palavra que, de repente, nos devolve à infância.

Podemos atravessar fronteiras, trocar de endereço, aprender outras línguas e envelhecer sob outros céus.
Mas há raízes que viajam conosco.
E talvez o verdadeiro exílio não seja viver distante da terra onde nascemos.
Talvez seja viver distante de quem realmente somos.

Durante muito tempo tentei obedecer aos ritos.
Depois rompi alguns deles.
Quebrei minhas próprias lanças.
Questionei minhas certezas.
Gritei contra aquilo que me prendia.
E percebi que existem gritos que não são revolta.
São nascimento.
Às vezes um homem precisa gritar para finalmente ouvir a própria voz.
Porque chega um momento em que já não importa parecer perfeito.

Importa permanecer inteiro.
Não importa quantas vezes a vida tenha nos derrubado.
Não importa quantos tratados tenhamos rompido com nossos sonhos.
Não importa quantos caminhos tortos existam atrás de nossos passos.

Existe uma diferença enorme entre estar ferido e estar vencido.
Feridas sangram.
Cicatrizes permanecem.
Lágrimas caem.
Mas nenhuma dessas coisas significa derrota.
A verdadeira derrota talvez aconteça somente quando entregamos a alguém ou ao medo, à culpa, ao passado o direito de decidir quem ainda podemos ser.
Por isso continuo.
Com meus mortos.
Com minhas lembranças.
Com minhas contradições.
Com meus caminhos tortos.
Com tudo aquilo que perdi e tudo aquilo que ainda espero encontrar.
Minha alma talvez tenha conhecido muitas prisões.
Mas meu sangue ainda corre.
E enquanto houver sangue correndo, haverá alguma coisa dentro de mim dizendo que a história ainda não terminou.

Talvez seja apenas um gemido.
Talvez seja um grito.
Talvez seja uma oração.
Não sei.
Sei apenas que ainda estou aqui.
E às vezes, depois de tudo o que atravessamos, permanecer de pé já é uma das formas mais bonitas de liberdade.

​Lamento de Sangue e Cinzas
​No ventre do caixão, no meu descanso eterno,
Corvos vertem seu sangue sobre a sepultura.
Minha alma se esvai no fogo do inferno,
Rendida à vaidade e à própria loucura.
​Ouvir teu coração gritar na escuridão
Fez-me ansiar pela vida, por ser um mortal;
Meus olhos sangraram em pura aflição
Por te amar além do bem e do mal.
​No desfrute da noite, a vida me toca,
Mas a alma rebelde congela no Éden.
O tempo devora, a memória me evoca,
Enquanto os anos e as eras se cedem.
​Seus lábios sedentos calaram meu peito,
Fiz parar meu pulsar por este pecado.
O amor proibido, julgado e desfeito,
Pela Igreja queimado e expurgado.
​Vízceras lançadas na abissal profundeza,
E no entanto, a carne estremece em desejo.
Entre o céu e o inferno, na vasta frieza,
Encontrei a solidão no calor do teu beijo.
​Nas ruínas do tempo que cercam meu caixão,
Teu rosto e tua imagem jamais vão morrer:
Exijo a equivalência d’alma e coração,
Pois só no teu amor eu aceito renascer.

O corvo anda pelas tripas espalhadas.
Em seu bico o sangue que toca alma
Dentro de superfície sua alma paira em busca de um espírito puro.
Na fogueira acessa no alto da montanha pelo xamã em busca da viajem espiritual,
Transpassa a solitude dos ceus o corvo arranca alma daquele que morreu indignamente... deixando dívidas e muito sofrimento dentro do espírito angústia visceral, ganha contraste do espírito que foi condenado morrer sem um coração. Sua alma só descansara se vingança for feita pela vidas perdidas.

A terra chora lágrimas de sangue...
A terra sangrar é suas vísceras estão exposta..
O homem aquece o mundo grita...
Suas lágrimas inundam o mundo...
O homem tira todos recursos naturais depedra cada cantinho da terra...
Sera terra prometida seria o deserto de nossas almas...
A frieza cortamos a floresta envenenado as águas destruindo as nascentes...
A terra pega fogo pois a desculpa o mato está seco pega fogo....
Espécies são extintas pela ganância e suas experiências de transformação...
A terra sonha em um dia ser adorada pois é único instante que a dor tolerável.

Os olhos que sangrar lágrimas de sangue... nos espaços vazios da mente...
Bolsões de realidade são expostos pelos insites...
Devorando meu ego sendo luz que me cala...
Vozes na minha mente pensamentos que me fazem expor o sentimento derradeira flor da consciência...
Ser inerte atônito todavia sendo horizonte frio da minha vida.
Longe da desconexão da Internet vejo seres conectados seres sem emoções.
Na próxima estação vou descer parecem animais animados pela alienação intelectual tudo esta ligado.
As escadas rolantes cheias de contradições o fenômeno do capitalismo sendo ultrapassado pela feudalismo digital...
O amor foi substituído pelo astros das bigs tecs...
Ratos estão distantes do racionalidade do ser racional.

O sangue a miséria...
Sangue na sua boca
neurolinguística escorre veneno,
O pix é do brasil não é dos Estados Unidos. Boca cheia de formigas....
Declarações que fazem o país sangrar...

O Manifesto do Sangue Digital
​O veneno escorre da boca do palanque,
Neurolinguística barata que anestesia o sangue.
Eles falam em progresso com sotaque importado,
Enquanto o povo paga o juro do plástico clonado.
​A boca cheia de formigas de quem calou a verdade,
Vendeu a nossa moeda, entregou a soberania da cidade.
O Pix é nosso, é do chão, é do Brasil, é corrente,
Mas a tarja magnética do império ainda dita o que a gente sente.
​Cada transação é um pedaço da pátria que vai embora,
Pedágio invisível que o norte geográfico devora.
Cartões de plástico, coleiras de chip e de senha,
Alimentando a fogueira com a nossa própria lenha.
​Eles dizem que modernizar é submeter,
Que para avançar, a nossa raiz tem que morrer.
Mas o país sangra na margem, no débito, no crédito, no absurdo,
Enquanto o algoritmo estrangeiro finge que é surdo.
​A revolução não será televisionada, nem impressa em dólar,
Ela nasce quando a colônia decide não mais se esmolar.
O sangue na boca agora é grito de rebeldia:
Nosso dinheiro, nossa terra, nossa própria soberania.

MAIS QUE UM AMIGO, UM IRMÃO


O sangue dita o laço da parente união,
Mas nem todo irmão de sangue se faz um amigo.
Nas oficinas da Arte, ergue-se outra dimensão:
Buscamos o Irmão perfeito, porto e abrigo.


Onde o Esquadro ajusta o nosso caminhar,
E o Compasso delimita o desejo do coração,
O laço da amizade passa a nos consagrar,
Fazendo de cada Obreiro um eterno guardião.


Oh! Quão bom e quão suave é ver a harmonia,
Os Irmãos habitando juntos na mesma união!
O óleo que desce da barba de Arão anuncia
A bênção da verdadeira e pura comunhão.


Nas linhas do tempo que o Regius guardou,
A tradição ensina o dever da fraternidade.
O que a antiga pedra bruta no Templo moldou
Transformou-se em pilar de amor e lealdade.


Pois há amigos no mundo que passam como o vento,
Mas existem aqueles que a alma escolheu acolher;
Mais chegados que um irmão de nascimento,
Prontos para o socorro quando a noite descer.


Aos Maçons Regulares, que, sob a abóbada azulada,
Honram o Grande Arquiteto na justa caminhada:
A vossa união é a nossa força na jornada.
Vós sois, em essência...


Mais que um amigo, um irmão!

⁠"Se o sangue de Jesus Cristo tem poder! Biologicamente este poder veio de Maria a sua mãe! Negar o sangue de Maria é negar o próprio Deus que se fez homem!"

CORAÇÃO


Coração? O que é isso?
Que bombeia sangue
Sangue o suficiente, não?
Que sobe para o cérebro, o centro!
Onde vem todos sentimentos, os que voam
E os que doem e rasgam por dentro
Como um soco na costela


Porquê um jovem tão brilhante
Mas com um peito, tão, mas tão vazio?
Sofrimento.
Somos condenados a nascer sofrendo
Sendo deixado de lado por nossas pais
Traído por amigo e quem amamos
E a própria vida que acaba ferrando com a gente
Dia após após dia


Eu não sei mais o que significa lutar
Depois de tanto tempo, tantas batalhas
Tantas feridas e tentativas falhas de cicatrizar
Hoje vejo que perdi.
É que aquele luz no fim do túnel
Na verdade nunca se moveu um milímetro na minha direção

Família.
Não é quem divide sangue. É quem divide silêncio sem constrangimento.
Quem fica quando não sobra nada bonito pra oferecer.
Quem te chama à razão sem te diminuir.
Quem segura a barra quando você já largou tudo por dentro.
Família não é perfeita, é funcional.
Se dói o tempo todo, não é laço, é peso.
Se exige que você se apague, não é amor, é controle.
O resto é discurso pra enfeitar abandono.

"Talvez a linhagem não esteja apenas no sangue, mas nas memórias que herdamos sem perceber. Às vezes, um simples cheiro de café ou uma música antiga desperta uma saudade de algo que nunca vivemos. Talvez o déjà vu seja apenas a alma encontrando, por um instante, o caminho de casa."

“O sangue que uniu coroas… também ergueu trincheiras. E no final, nem o laço de família foi capaz de salvar impérios condenados.”

“No Código de Hamurabi, a pena dependia da classe: sangue para os livres, moedas para os pobres, silêncio para os cativos.”

“Família não é DNA, é lealdade. Sangue pode dar parentes, mas só a fidelidade dá irmãos.”

PAI NOSSO!

Jesus abriu as portas do céu
Com Sangue derramado na Cruz
Mostrando que Deus é o Pai Nosso
Ele ê todo poder e toda Glória!
Jesus subiu ao céu
Para nos preparar moradas
Eternas moradias celestiais!
Sua vontade será assim consumada
Pelas promessas de suas palavras
Enquanto o tempo de aflições
Suplicamos todos dias o pão
Cura para nossas dores e males
Que saibamos assim perdoar
Livrando-nos das acusações
Das garras do perverso inimigo
Do fogo eterno do inferno...
Não permita Meu Senhor!
Que as tentações nos domine
Nos conduza e nos dê livramentos
Para suportarmos esses tempos
E alcançarmos o vosso Reino
Através de sua grande misericórdia.
AMEM!

POESIA
JOÃO BATISTA BARBOSA