Sal
ela era mar,
entornando na praia,
só de saia,
era sol,
só minha, era sal,
meu lual
mulher areia,
grudada no corpo,
era sereia
era amanhecer,
final de tarde,
meu bem querer
era Vênus, Hera,
heresia,
era eu
(era mar)
Em briga de casal não se mete sal! Você sempre sai como ruim, e o casal sempre se acerta, não tenha dúvidas.
"TODO É POESIA "
Manhã de domingo,
pão de sal quentinho
na chapa,
café adoçado ao gosto,
Saulo Fernandes cantando,
tão sonhadar,
e a preta amada vestido o biquíni para desfrutamos das areias de São Tomé e seu mar calmo.
“Moça Jasmim”
Segunda letra,
segundo andar...
alegria, vem me notar!
Segunda sala,
segundo piso:
lá está o teu sorriso.
Segundo passo,
meu olhar caído:
ouça meu pedido.
Letra dois,
moça manhã,
no pretérito e amanhã.
Moça manga
do olhar de ouro,
ouça o meu coro
que canta, em silêncio,
a tua face,
porque o nome,
só Deus sabe...
Moça mais-que-fruta,
jasmim-manga
número ouro.
Distante divindade,
finda humanidade —
mas, ainda, sincera.
Amor? divino ser,
sou mais amigo que paixão;
veja as notas do violão
que violam minha canção,
no baralho de emoção...
que o tempo,
segue em vão.
Tempo, tempo de graças
por dois anos serão farsas.
Segundo passa,
amada passa,
amor será estrada —
e um nome como nada...
Domingo e os seus rituais.
Vassoura de ponta cabeça atrás da porta,
sal no fogo.
Convidando visitas de prosa ruim se retirarem.
O sal tempera o mundo em detalhes e não se importa com comentários. Sem ele, a humanidade perderia o toque sutil e suave do sabor. Ele cura, equilibra, realça, faz o milagre acontecer. O sal não espera aplausos, nem deseja a presença da realeza; nos mínimos detalhes, ele é vida no tempero, alegria do sabor.
“Príncipe gigante de olhos de mar… corpo de sol, sal e areia. Como conseguiu me arrancar de mim mesma só com a brisa da sua presença?”
Mas tudo isso pode ser amor,
ou apenas um sal sem sabor.
Estamos em caminhos dos quais não podemos voltar, mas apertar o play é tão excitante!
As águas que correm para o mar, o doce de Vênus se encontra com o sal de Yemanjá.
A lua dança com o sol, num eterno abraço de luz e sombra.
Minha raiva tem o tempero das pequenas humilhações: sal e silêncio. Ela cresce na cozinha, no caminho do trabalho, na janela onde ninguém olha. Quando explode, não pede licença, derruba vasos, palavras, hábitos, e depois deixa um rastro de verdade crua que, estranhamente, cura.
Todas as obras cristãs anunciam o amor, a esperança e a glória de Deus para os povos carentes da salvação.
É muito Feno para tão pouco sal...
Talvez seja melhor temperar com uma boa pá de cal.
Haja sal para a quantidade assustadora de Feno necessário...
Quando a desproporção chega a esse ponto, já não se trata mais de tempero, mas de engano.
Talvez seja mesmo melhor recorrer a uma pá de cal, não para enterrar expectativas, mas para sepultar de vez as ilusões que insistimos em alimentar.
Porque certas mesas, por mais que pareçam fartas, só servem palha; e certos banquetes, por mais barulho que façam, não sustentam ninguém.
No fim, a verdadeira sabedoria está em abandonar o que só ocupa espaço e buscar o que, ainda que pouco, de fato, nos alimente.
Não adianta se lamentar por capítulos que já foram vividos.
Encerrar ciclos, às vezes é se salvar.
Foque em vc!
Se afaste de gente chata, forçada, abusada, intrometida, que vive do ego, que dá preguiça na gente.
Tire do seu convívio e principalmente da sua casa, gente mal educada, que pesa o ambiente com suas "brincadeiras idiotas", sendo inconveniente e desagradável. Deixe claro que "convidado não convida", é o seu lar!
Não deixe que te façam de muro das lamentações, esse vento não é seu.
Faça terapia.
O sal é um dos grandes investimentos da nossa saúde:
sem excesso algum é um santo remédio e fortificante.
Incredulidade é igual ao sal no cafezinho: nem Deus engole e ainda sente desgosto pelo autor de tal infâmia.
