Sal

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ela era mar,
entornando na praia,
só de saia,

era sol,
só minha, era sal,
meu lual

mulher areia,
grudada no corpo,
era sereia

era amanhecer,
final de tarde,
meu bem querer

era Vênus, Hera,
heresia,
era eu
(era mar)

Oh, Itaipu!
eu me desfolho em cada alvorada
no sal do ar, nas pegadas deixadas
na areia que me conhece por dentro,
e sabe do silêncio que carrego no centro.


Tuas águas são espelhos do que fui
e do que ainda serei...
quando me recolho às margens da tarde
e o céu se tinge de tons que só tu sabes dar.


Oh, Itaipu!
tu és poema que me atravessa em ondas
e em cada revoada de gaivotas que ronda
eu me reencontro inteira,
feito concha que escuta a si mesma.
✍©️ @MiriamDaCosta

A humanidade sucumbe à si mesma
Gritam o amor
Proclamam Deus
Mas se sangra um dos seus
jogam sal no corte
e chupam a ferida.
Hipócritas
Doentios
Pior que os gentios
Não sejam fingidos
Abafem seus gemidos poéticos
Cadáveres fétidos!
... Fingir poesia
Vós não fingis!
Vós a mentem!

SAL DA TERRA: A DIGNIDADE INVISÍVEL QUE SUSTENTA O MUNDO.
" Mateus 5:13. “Vós sois o sal da terra. ”
A comparação não é apenas poética. É uma advertência moral de densidade elevada e um chamado à responsabilidade espiritual.
Convém começar pelo eixo proposto. Em Evangelho de Mateus 11:28, quando Jesus declara “Vinde a mim todos vós que estais em aflição e eu vos aliviarei”, estabelece o primeiro movimento da alma humana. Trata-se do convite ao alívio, à regeneração íntima, ao reequilíbrio das forças morais. O discípulo, antes de agir no mundo, precisa ser curado em sua interioridade.
Após esse acolhimento, segue-se um segundo momento. O ensino, a disciplina e a autoridade espiritual. Ao longo do mesmo Evangelho de Mateus, especialmente nos capítulos 5 a 7, conhecidos como Sermão do Monte, Jesus não apenas consola, mas forma consciências. Ele redefine valores, eleva o padrão ético e desloca o foco da exterioridade para a essência moral.
É exatamente nesse contexto que surge a afirmação decisiva em Evangelho de Mateus 5:13. “Vós sois o sal da terra.” Não é uma sugestão. É uma atribuição de identidade.
O sal, no mundo antigo, possuía três funções fundamentais.
Primeiro, preservar. Num tempo sem refrigeração, o sal impedia a decomposição. Espiritualmente, o discípulo é chamado a conter a degradação moral, não por imposição, mas por influência silenciosa.
Segundo, dar sabor. O sal não altera a natureza do alimento, mas revela seu gosto. Assim, o verdadeiro seguidor não cria uma realidade artificial, mas evidencia a verdade e a beleza já inscritas na criação divina.
Terceiro, purificar. Em diversas tradições antigas, o sal era associado à pureza e à aliança. Ele simboliza fidelidade e integridade.
Entretanto, há um quarto aspecto, frequentemente negligenciado, mas de capital importância. O sal conserva não apenas matérias, mas significados. Ele impede que aquilo que é essencial se deteriore com o tempo. Sob essa perspectiva, os discípulos são incumbidos de uma missão mais elevada. Conservar a mensagem de Jesus em sua integridade moral, protegendo-a das distorções, dos acréscimos indevidos e das diluições que o espírito do mundo tenta impor.
A mensagem do Cristo, se não for guardada na pureza de sua essência, corre o risco de tornar-se mera tradição esvaziada. Por isso, o discípulo não é apenas propagador. É guardião. Ele preserva o conteúdo e, ao mesmo tempo, o testemunha com a própria vida, impedindo que o ensino se corrompa no tempo.
Quando Jesus fala do sal que se torna insípido, introduz um conceito severo. Não se trata de perda parcial. Trata-se de inutilidade total. Historicamente, o sal extraído de regiões como o Mar Morto podia conter impurezas. Uma vez dissolvido o componente salino, restava apenas resíduo sem valor.
Daí a imagem de ser “pisado pelos homens”. Não é um castigo arbitrário. É a consequência natural da perda de essência. Aquilo que não cumpre sua finalidade perde sua dignidade funcional.
Se o discípulo deixa de conservar a mensagem, adaptando-a aos interesses, suavizando suas exigências ou corrompendo seu conteúdo, ele não apenas perde sua própria identidade. Ele contribui para a deterioração daquilo que deveria proteger.
A ligação com a missão torna-se então ainda mais profunda. Após serem instruídos e transformados, os discípulos não permanecem em recolhimento. Em Evangelho de Marcos 16:15, Jesus ordena. “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.”
Há uma progressão lógica. Primeiro, o chamado ao alívio. Depois, a formação moral. Em seguida, a definição de identidade. E então, duas responsabilidades inseparáveis. Conservar e anunciar.
Não se pode anunciar com fidelidade aquilo que não se preserva com rigor. Nem se pode preservar com verdade aquilo que não se vive.
Ser “sal da terra” é, portanto, uma condição para a missão. Sem essa qualidade interior, a pregação torna-se vazia, meramente retórica, e a mensagem, deformada pelo tempo e pelas conveniências humanas.
O ensinamento central é rigoroso. O discípulo não é avaliado pelo discurso, mas pela capacidade de influenciar sem corromper-se, de preservar sem endurecer-se, de dar sentido sem perder a própria essência, e de guardar intacta a mensagem que lhe foi confiada.
Se essa essência se dissolve, resta apenas a aparência religiosa, que, como o sal impuro, não serve nem para nutrir nem para conservar.
E é nesse ponto que a advertência de Jesus alcança sua profundidade mais inquietante. Não basta aproximar-se dEle. É necessário assimilar Sua natureza moral a tal ponto que a própria presença do discípulo se torne fator de elevação no mundo e salvaguarda viva da verdade.
Caso contrário, a fé reduz-se a forma sem substância, a mensagem perde sua força originária, e a missão degenera em gesto sem eficácia.
E assim permanece o imperativo silencioso que atravessa os séculos. Não apenas ouvir o chamado, mas tornar-se guardião fiel daquilo que se recebeu, para que a verdade não se perca, e para que o mundo, ainda em processo de transformação, encontre na vida do discípulo o sabor incorruptível daquilo que não se deixa corromper.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

Minha raiva tem o tempero das pequenas humilhações: sal e silêncio. Ela cresce na cozinha, no caminho do trabalho, na janela onde ninguém olha. Quando explode, não pede licença, derruba vasos, palavras, hábitos, e depois deixa um rastro de verdade crua que, estranhamente, cura.

Eu não continuo por acreditar, convicções se dissolveram cedo, como sal na água e o que restou foi um silêncio espesso, difícil de atravessar, ainda assim, algo em mim não cedeu, não por força, por teimosia quase invisível. É uma fidelidade estranha, não a um futuro, nem a um sentido claro, mas a esse resíduo que insiste, um pulso baixo, constante, como a luz que entra pela fresta e não ilumina o quarto, apenas impede que ele desapareça por completo, carrego isso no corpo, nos dias em que levantar parece uma forma de contradição, nos instantes em que existir soa como excesso, mesmo assim, fico, Por lealdade ao que ainda não morreu.


- Tiago Scheimann

Às vezes, o valor só é percebido na ausência.

O sal quase nunca recebe elogios por estar à mesa, mas basta faltar para que todos percebam a diferença.

Por isso, seja bom naquilo que faz, mesmo quando ninguém aplaudir.
Faça o seu melhor sem depender de reconhecimento.

Porque algumas presenças só são verdadeiramente valorizadas quando deixam de estar presentes.

Sem sal, sobra apenas o que não convém.

Domingo e os seus rituais.
Vassoura de ponta cabeça atrás da porta,
sal no fogo.
Convidando visitas de prosa ruim se retirarem.

Se a sua presença não for perceptível,
Ofereça ausência.
O sal nunca tá no cardápio,
mas se falta,
sentem.

2068 📜 "Minha vizinha (de baixo) veio perguntar se tenho sal grosso. 'Claro que tenho', respondi. 'Afinal, estou, neste momento, fazendo churrasco, oxente'. E ela: 'Ah, então está me convidando?' E entrou. AhAhAh, Adoro essa Minha vizinha (de baixo)!"

Coloca sal grosso e manda vê.
Tempera churrasco e tira olho gordo, muito bom

O Diferencial da Sua Essência, O Sal da Simplicidade

Não importa o quanto o céu esteja cinza e que o ambiente esteja tomado pelo frio, formando um cenário aparentemente sem vida; ainda assim, a sua presença consegue sobressair, capaz de colorir o dia, de avivar determinados momentos, de ser motivo de muita alegria e de gerar nos outros, bons sentimentos, à semelhança de uma bela melodia.

Ela é a resiliência de um raio de sol entre as nuvens acinzentadas; bênção charmosa feita de amor; poesia de versos e alma; uma flor que se destaca mesmo quando não é primavera; um olhar profundo que fala em silêncio; É, portanto, uma luz de senso que faz enxergar alguns belos detalhes e outras cores presentes como o verde das árvores.

Assim, chega a ser imprudente dizer que ela não faz diferença. Traz, na sua resistência, o sal da simplicidade que aguça o sabor de certas vivências, as quais são facilmente memoráveis, contrariando aquelas fases de tristeza ou, no mínimo, desconfortáveis — peculiaridade que supera a sua beleza demasiadamente; logo, atraente desde a sua essência.

Uma vez ia passando na avenida aqui, peguei uma manga verde pra comer com sal, o pé carregado! Lá se vem uma criatura de uns 50 anos, do outro lado da rua gritando, não é pra pegar... Eu disse, mas, não é público? Ele disse que não, que ele quem plantou, aí eu quis devolver a manga, aí ele disse que eu podia pegar mais uma...


Cada coisa!! Kkkkk

⁠Uma certa ignorância é o sal da bondade, ajuda a não levar a própria impotência a sério demais.

Carla Madeira
Tudo é rio. Rio de Janeiro: Record, 2021.

Ambição é querer um pouco mais de sal para temperar sua comida; ganância é querer ter todo o sal, mesmo com a comida temperada.

A confiança é o sal do sucesso. No excesso, ilude os fracos; na falta, derruba até os mais fortes.

Será que daqui em diante todos os amores hão de ser insosos? Sem sal nem açúcar , sem pimenta nem limão ? Porque nenhum deles tem seu encanto , seu gosto , seu cheiro...

Caixa de som. Sal. Velocidade. Aurora no som. E na minha apenas o espelho dos sentimentos(s), vendo a neve pela primeira quase vez;
Ela está nos pés mas o sentido é o calor que eu busco quando está frio, e o frio quando estou com ela calorento.


A todos;


Todos os direitos.


eAhhhh e só vc repare.
Jnri
B - A runa do Bluetooth
O Judeu que ama a snowboardista sem entusiamo exagerado..

"Eu pareço normal,
mas tomo leite com sal
e pimenta do reino."
Haredita Angel
12.11.25