Sair da Casa da Mae

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O vento traz nomes que o mundo esqueceu. Eles pousam na janela e demoram a sair. Eu os recolho como se fossem folhas importantes. Coloco-os no bolso e sigo caminho mais leve. Carregar nomes é forma de resistir ao esquecimento.

Escrever é o meu método de hemorragia controlada: deixo sair a dor para que ela não me mate por dentro.

“Ao chegar traga sementes. Ao sair leve alguns frutos."


—By Coelhinha

Nunca volte em um lugar que você lutou muito para sair.

A luz da lua reflete sua paixão, por isso, vamos sair hoje à noite?

Me faz de lagartixa na tua parede,
colada em você, sem querer sair,
sentindo o calor do teu corpo
e o arrepio bom de te sentir.
Helaine Machado

⁠Mar calmo não faz bons marinheiros!
Precisamos do caos para sair da nossa zona de conforto. É natural passarmos por vários ciclos. Não fazemos parte da natureza, nós somos a Natureza!

@JaneFernandaN

Você se atreve a sair? Você se atreve a entrar?
Quanto pode perder? Quanto pode ganhar?

Se você entrar, vai para a esquerda ou direita?
Vai até a metade ou nem isso tenta? (...)

Você ficou tão confusa que começa devagar.
Pistas longas e com curvas
E você tem que acelerar.
E anda muitos quilômetros em todo tipo de lugar fútil.
Até que chega com temor a um local ainda mais inútil.
O lugar de espera...

... pra gente apenas esperar.

Por um trem que vai partir ou um ônibus que vai chegar.
Ou o avião decolar ou a correspondência chegar.
Ou a chuva passar ou o telefone tocar.
Ou a neve tocar o chão ou esperar pelo sim ou um não. (...)
Ou um colar de pérolas ou um olhar de relance.
Ou uma peruca com cachos ou uma outra chance.

Dr. Seuss
Ah, os lugares aonde você irá! (1990).

Você pode sair por aí, ficar à toa, fazer o que sente vontade, conversar com quem quiser, conhecer tudo e todos, viajar, viver na cidade ou no mato. Pode sentir cheiros novos, ouvir sons diferentes, experimentar outros gostos. Pode viver outras realidades, outros mundos, conhecer outros tipos de pessoas, dançar outros ritmos, conhecer outras culturas. Pode sentir, andar, sair, explorar, amar. Pode viver.

Sem apego a ideias, pensamentos, conhecimentos ou atitudes, o que está dentro deve sair para fora, para aliviar-me. Assim como respiramos e compartilhamos o ar, devemos compartilhar o que está em nossa mente e coração.

Você nunca vai sair da rotina que te incomoda, estando dentro da rotina que te incomoda de segunda a sexta.

Quer ajudar uma pessoa de verdade mesmo? Entre na mesma situação que ela e mostre como sair; se você não sair, é porque precisa de ajuda também.
E quem precisa de ajuda não pode ajudar quem precisa.

Não é esforço nenhum me retirar.
Já me levantei de lugares que nunca imaginei sair sem olhar pra trás.
Quem dirá de onde nem me conhece.


Sabem mais de mim do que eu mesma jamais contei.
Incrível como as pessoas sabem destruir mais do que levantar.
Acham que eu sou idiota.
Só a cara.


Segredo é segredo.
Não se revela.
Se guarda.
Isso é respeito.

Adoro as viagens da minha mente, sem sair do lugar viajo entre os tempos para trás e para frente.

Sair da escuridão não implica andar em direção da luz.

Texto: Voz ao fundo
Autor: Levy Cosmo Silva


Tenho que sair disso tudo
De tudo o que é negativo
Ainda que pareça absurdo
Cuidado com seus ditos amigos.


Clamo a pedir sabedoria
Para encarar qualquer dilema
Sempre a desafiar nosso dia
Nos livrando do mau esquema


O que me lembra o sistema?
Injustiça, corrupção, violência
Todos sabem a raiz do problema
E se acomodam com a indecência


Repare no hospital e vai ver
O mesmo está nas escolas
Toda estrutura a perecer
A culpa é dos pedintes de esmolas?


A sociedade alimenta o mal
Em busca de maior lucro
Pensando ser isso normal
Assim vão acabando o mundo


Nada de se conformar
Resista de servir a elite
Temos o poder de fiscalizar
Lutemos contra o mal que persiste.


(Levy Cosmo Silva)

Peça ao sair, agradeça ao voltar!

⁠O NÓS VIROU EU

A tempestade ficou sem chuva
meu copo acabou o vinho
eu devo sair hoje?
ou devo ficar?
... o que devo dizer
eu aprendi a ler
lendo sua mente silenciosa
eu aprendi a escrever
aprendendo você de cor
mas quem é você hoje?
meus olhos correram para fora da vista
minha rota ficou sem placas
hoje eu perco o seu caminho
para encontrar o meu caminho

Paulo H Salah din

Que não sejamos pessoas que atravessam décadas sem sair emocionalmente do mesmo lugar, transformando feridas em altares e culpando os outros pela coragem que nos faltou para confrontar a nós mesmos.

“Crônica do Inferninho”

Eu estava prestes a sair do trabalho quando decidi chamar um Uber para me levar para casa. Assim, poderia relaxar um pouco no caminho de volta, depois de um dia bastante cansativo.

Quando o Uber chegou, entrei no carro e disse:
Boa noite!
O motorista respondeu educadamente:
Boa noite, senhor!

Seguimos em direção à minha casa.

De repente, o motorista me fez uma pergunta:
O senhor não gostaria de passar pelo inferninho antes de chegar em casa?

Respondi imediatamente:
Não, obrigado!

Pouco depois, ele perguntou novamente:
Tem certeza de que não quer passar pelo inferninho antes de ir para casa, senhor?

Tenho! Quero chegar em casa o mais rápido possível!

Mais uma vez, o motorista insistiu:
Tem certeza mesmo de que não quer conhecer o inferninho, senhor?

Já com certa irritação, respondi:
Não! Quero ir para casa. Estou muito cansado e quero descansar.

Mas, novamente, o motorista tocou no assunto:
Tenho certeza de que o senhor vai gostar do inferninho.

Dessa vez, alguma coisa despertou minha curiosidade.
Afinal, o que é esse tal de inferninho?

O motorista respondeu com um sorriso nos lábios:
O senhor precisa ir até lá para conhecer.

E completou:
Quem vai ao inferninho gosta muito.

O senhor não quer ir lá conhecer?

Não! Quero ir para casa, por favor!
respondi, já bastante irritado.

Claro, senhor. Não vou mais falar do inferninho.

Fez-se um silêncio total dentro do carro…

Mas, de repente, fui eu quem ficou com vontade de perguntar:
Onde fica esse inferninho?

O motorista respondeu:
O senhor gostaria de ir até lá?

Mas me diga primeiro: que diabos é esse inferninho?

Ele respondeu:
O senhor precisa ir lá para descobrir.

Você não pode simplesmente me dizer o que é esse inferninho?!

Não. O senhor tem que ir até lá!
exclamou o motorista.

Sério?! Eu tenho mesmo que ir para descobrir o que é?

Com uma voz muito convincente, ele respondeu:
Tenho certeza de que o senhor nunca viu um lugar como o inferninho.

Aquilo aumentou ainda mais a minha curiosidade.

E o motorista completou:
Tenho certeza de que o senhor vai gostar!

Pronto. Minha curiosidade foi parar nas alturas.

Comecei a imaginar que devia ser um lugar cheio de mulheres, muita bebida, música alta… uma verdadeira zona!

Fiquei pensando naquele inferninho durante alguns minutos e, finalmente, perguntei:
Você pode pelo menos me dizer o que tem lá?

O motorista respondeu:
O senhor precisa ver com os próprios olhos. Não posso dizer nada.

Aquilo me deixou com a pulga atrás da orelha.

Que lugar seria aquele? Até o nome era uma tentação! Devia ser bom demais. De repente, até o meu cansaço havia desaparecido.

E agora? O que eu faço???

Minha mulher pensa que estou trabalhando…

Hum…

O que eu faço???

Uma coisa era certa: se eu não fosse conhecer aquele inferninho, aquilo ficaria martelando na minha cabeça pelo resto da vida. Afinal, a curiosidade de um homem que se preze pode ser maior do que qualquer outra coisa!

Mas não.

Não cometi esse erro.

E ponto final!

Está bem falei para o motorista.
Pode me deixar em casa.

E ele me levou.

Mas aquele inferninho ficou na minha cabeça, me perturbando…

E tenho certeza de que ainda vai me perturbar por muito tempo.

Afinal…

Que diabos é esse inferninho???

E você?

Teria ido para casa… ou teria pedido ao motorista para levá-lo ao inferninho?