Sair com os Amigos
O passado não é um lugar para morar.É um lago onde você pode se banhar e sair mais lúcido.
Debbie Villela
Quando a inveja resolve sair de casa, destila toda a sua ira; porém, a fé, quando constante, suplanta todo o mal produzido.
"O abalo é o preço que se paga pela coragem de sair do óbvio. Quem não tenta nada, não corre o risco de se abalar; mas também não colhe a vitória de quem arrisca."
Quem passa o tempo julgando quem estende a mão para ajudar a sair da dificuldade está, na verdade, cavando o próprio caos sem perceber a destruição que causa.
"Sair da estagnação e vencer a preguiça é o primeiro passo para resgatar o respeito por si mesmo e ver portas que pareciam fechadas se abrirem."
A superação vem no momento em que decidimos sair da zona de conforto, vai além de furar a bolha, é realmente sair da bolha, quebrar seus limites, e perceber que você é capaz de chegar a lugares inimagináveis.
O DIA EM QUE A MARGEM SE MOVEU
Naquela manhã, minha camisa se recusou a sair do armário. Disse que conhecia meu corpo havia vinte anos e não aceitaria vestir alguém que começava a pensar diferente. Achei razoável: até os tecidos se acostumam a mandar na gente.
Fui à cozinha. O café esfriava desde a minha infância. À mesa, os hábitos ocupavam todas as cadeiras; um deles lia o jornal de amanhã e garantia que nada aconteceria. Quando anunciei que sairia, pediram que deixasse por escrito quem cuidaria das minhas desculpas.
Abri a porta. A rua estava enrolada sobre si mesma. Caminhei por meia hora e cheguei à minha própria nuca. Havia ali uma pequena placa: “Retorno obrigatório”. Reconheci a letra. Era minha.
Sentei na calçada, constrangido com aquela obra de engenharia que eu havia construído para nunca me surpreender.
Foi então que ouvi água dentro do peito.
Um rio atravessava minhas costelas. Na outra margem, alguém estendia roupas que eu ainda não tinha usado. Não consegui distinguir seu rosto, mas reconheci um gesto meu que julgava perdido.
Procurei uma ponte. Encontrei um funcionário sentado diante de uma prancheta.
Só autorizamos a passagem depois que o senhor tiver certeza.
Certeza de quê?
Ele consultou o regulamento. Todas as páginas estavam em branco.
Atrás de mim, a casa começou a chamar pelo meu nome. Chamava com a voz confortável de quem sabe exatamente onde nos dói.
Entrei na água com medo. A corrente levou algumas certezas; agarrei uma delas, mas estava oca e se desfez entre os dedos.
Quando alcancei o outro lado, não havia ninguém esperando. Apenas um varal e espaço para construir.
Olhei para trás. Minha antiga camisa acenava da janela, ainda vestida de mim.
Pela primeira vez, deixei que ela ficasse sem resposta.
Descrição:
Essa crônica fala sobre a dificuldade de mudar quando nos acostumamos tanto com uma forma de viver que ela começa a decidir por nós.
O surrealismo transforma esse conflito interior em acontecimentos impossíveis: a camisa protesta, os hábitos sentam à mesa e a rua conduz o personagem à própria nuca.
A camisa representa uma identidade antiga: aquilo que fomos durante tanto tempo e que já parece inseparável de nós. Sua resistência mostra como uma mudança pode provocar estranhamento até na maneira como nos reconhecemos. Os hábitos ocupando todas as cadeiras sugerem uma vida em que quase não sobra lugar para uma experiência nova.
A rua enrolada sobre si mesma representa a repetição. O personagem caminha, mas retorna a si mesmo sem descobrir nada. Quando reconhece sua letra na placa “Retorno obrigatório”, percebe sua participação nessa prisão: algumas limitações foram construídas por ele, talvez para se proteger do desconhecido.
O rio dentro do peito é o desejo de transformação. A travessia acontece no interior do personagem. Do outro lado, o gesto que ele julgava perdido sugere uma possibilidade de recuperar algo de si que a rotina havia sufocado.
O funcionário que exige certeza representa a tentativa de controlar o futuro antes de agir. Seu regulamento vazio revela que essa exigência não oferece orientação alguma. Já a casa chamando com uma voz familiar mostra a força do conforto: conhecemos nossas dores antigas e, por isso, podemos hesitar diante de uma vida diferente.
Ao entrar na água, o personagem continua com medo. Algumas certezas se desfazem porque não tinham a consistência que ele imaginava. E a outra margem está vazia: mudar não entrega uma vida pronta; abre espaço para construí-la.
A imagem final a camisa ainda “vestida de mim” mostra a antiga identidade sobrevivendo sem comandar seus passos. Deixá-la sem resposta é aceitar que o passado pode permanecer na memória enquanto a vida segue adiante.
Êxodo 33:15
Então, Moisés lhe declarou: — Se não fores conosco, não nos faças sair daqui.
Moisés não pediu uma terra primeiro; pediu a presença. Quem tem Deus já possui o essencial
Há um amor
Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer
As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.
Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.
A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.
Sair do convencional, com propostas inovadoras é que implica positivamente o mercado, a aceitação é atrativa no novo.
A morte da tolerância é se valorizar e sair quando o respeito não está sendo ofertado.
Não existe presença de Deus em opções.
O medo de sair da própria zona de conforto impede muitas pessoas de dedicarem tempo a causas nobres.
"Sair da caverna física é só o começo; a verdadeira emancipação acontece quando libertamos a nossa mente. O Criador Celestial nos fez para enxergar a luz do alto, mas também nos fez para enxergarmos as coisas físicas ao nosso redor, para compreendermos tudo o que nos acontece e enxergarmos as coisas espirituais que estão além do nosso alcance. A evolução exige coragem para quebrar dogmas e encarar o desconhecido. Aumentar o ganho da percepção, mantendo a nossa fúria interior contra a ignorância e stay heavy na busca pela verdade e sem alienação!"
John Rabello de Carvalho
#jrabellodecarvalho
"Completamente sem saida, e sem querer sair, muito carente de um amor, do teu amor se possivel, caso contrario jamais te esquecerei."
(Mario Valen - Saul Beleza)
9 de junho de 2024... 21:02
"Sonhei que estava em uma escola e ao querer sair, uma menina negra, de cabelos bem curtos, alta e magra, ela me segurou forte e ela fedia muito, suas axilas exalavam um odor muito forte. Eu tentava fugir dela, mas ela não deixava, e me puxava, próximo às suas axilas, eu estava com medo dela, e passando mal.
Foi quando chegou o TJ, um amigo meu dos tempos da adolescência, me resgatou dela e saiu me levando.
Ele era advogado nesse sonho e dizia enquanto me levava, que processaria a escola, por esse acontecido.
Fiquei surpresa ao ser resgatada por ele e então acordei."
Vida adulta: "vamos marcar". Na maioria das vezes é falta de dinheiro para sair, se tem amizade mesmo combina de ir na casa da pessoa.
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