Sair com os Amigos
O NÓS VIROU EU
A tempestade ficou sem chuva
meu copo acabou o vinho
eu devo sair hoje?
ou devo ficar?
... o que devo dizer
eu aprendi a ler
lendo sua mente silenciosa
eu aprendi a escrever
aprendendo você de cor
mas quem é você hoje?
meus olhos correram para fora da vista
minha rota ficou sem placas
hoje eu perco o seu caminho
para encontrar o meu caminho
Paulo H Salah din
Que não sejamos pessoas que atravessam décadas sem sair emocionalmente do mesmo lugar, transformando feridas em altares e culpando os outros pela coragem que nos faltou para confrontar a nós mesmos.
“Crônica do Inferninho”
Eu estava prestes a sair do trabalho quando decidi chamar um Uber para me levar para casa. Assim, poderia relaxar um pouco no caminho de volta, depois de um dia bastante cansativo.
Quando o Uber chegou, entrei no carro e disse:
Boa noite!
O motorista respondeu educadamente:
Boa noite, senhor!
Seguimos em direção à minha casa.
De repente, o motorista me fez uma pergunta:
O senhor não gostaria de passar pelo inferninho antes de chegar em casa?
Respondi imediatamente:
Não, obrigado!
Pouco depois, ele perguntou novamente:
Tem certeza de que não quer passar pelo inferninho antes de ir para casa, senhor?
Tenho! Quero chegar em casa o mais rápido possível!
Mais uma vez, o motorista insistiu:
Tem certeza mesmo de que não quer conhecer o inferninho, senhor?
Já com certa irritação, respondi:
Não! Quero ir para casa. Estou muito cansado e quero descansar.
Mas, novamente, o motorista tocou no assunto:
Tenho certeza de que o senhor vai gostar do inferninho.
Dessa vez, alguma coisa despertou minha curiosidade.
Afinal, o que é esse tal de inferninho?
O motorista respondeu com um sorriso nos lábios:
O senhor precisa ir até lá para conhecer.
E completou:
Quem vai ao inferninho gosta muito.
O senhor não quer ir lá conhecer?
Não! Quero ir para casa, por favor!
respondi, já bastante irritado.
Claro, senhor. Não vou mais falar do inferninho.
Fez-se um silêncio total dentro do carro…
Mas, de repente, fui eu quem ficou com vontade de perguntar:
Onde fica esse inferninho?
O motorista respondeu:
O senhor gostaria de ir até lá?
Mas me diga primeiro: que diabos é esse inferninho?
Ele respondeu:
O senhor precisa ir lá para descobrir.
Você não pode simplesmente me dizer o que é esse inferninho?!
Não. O senhor tem que ir até lá!
exclamou o motorista.
Sério?! Eu tenho mesmo que ir para descobrir o que é?
Com uma voz muito convincente, ele respondeu:
Tenho certeza de que o senhor nunca viu um lugar como o inferninho.
Aquilo aumentou ainda mais a minha curiosidade.
E o motorista completou:
Tenho certeza de que o senhor vai gostar!
Pronto. Minha curiosidade foi parar nas alturas.
Comecei a imaginar que devia ser um lugar cheio de mulheres, muita bebida, música alta… uma verdadeira zona!
Fiquei pensando naquele inferninho durante alguns minutos e, finalmente, perguntei:
Você pode pelo menos me dizer o que tem lá?
O motorista respondeu:
O senhor precisa ver com os próprios olhos. Não posso dizer nada.
Aquilo me deixou com a pulga atrás da orelha.
Que lugar seria aquele? Até o nome era uma tentação! Devia ser bom demais. De repente, até o meu cansaço havia desaparecido.
E agora? O que eu faço???
Minha mulher pensa que estou trabalhando…
Hum…
O que eu faço???
Uma coisa era certa: se eu não fosse conhecer aquele inferninho, aquilo ficaria martelando na minha cabeça pelo resto da vida. Afinal, a curiosidade de um homem que se preze pode ser maior do que qualquer outra coisa!
Mas não.
Não cometi esse erro.
E ponto final!
Está bem falei para o motorista.
Pode me deixar em casa.
E ele me levou.
Mas aquele inferninho ficou na minha cabeça, me perturbando…
E tenho certeza de que ainda vai me perturbar por muito tempo.
Afinal…
Que diabos é esse inferninho???
E você?
Teria ido para casa… ou teria pedido ao motorista para levá-lo ao inferninho?
Não adianta sair de Sodoma se Sodoma ainda vive dentro de você.
Deus tira você do lugar errado, mas você precisa tirar o lugar errado do seu coração.
Não me assusta mais permanecer no deserto. O que me assustaria seria sair dele sem ter aprendido o que Deus queria me ensinar.
Depois de uma queda tão grande, é impossível sair inteiro.
Algumas marcas vão permanecer para sempre.
Algumas cicatrizes nunca deixarão de te lembrar o que aconteceu.
E há partes suas que ficarão pelo caminho, arrancadas pela violência da queda, sem chance de retorno.
Talvez você passe a vida sentindo falta do que perdeu.
Talvez existam vazios que jamais serão preenchidos.
Talvez, em algumas noites, a dor dos ferimentos sejam mais fortes que a força da recuperação.
Mas você vai viver.
E essa talvez seja a parte mais difícil.
Viver quando nada voltou a ser como antes.
Viver carregando lembranças do que foi destruído.
Viver sabendo que algumas perdas são definitivas.
Porque sobreviver nem sempre significa sair ileso.
Às vezes, significa apenas encontrar forças para continuar respirando quando uma parte de você morreu.
E mesmo quebrado, marcado e incompleto, seguirá em frente.
Não porque superou a dor.
Mas porque, apesar dela, escolheu continuar vivendo.
Sair e chegar. Ir onde der vontade. Não ter que dar satisfação a "seu" ninguém. Chamava isso de liberdade.
Essa criançada só vai aprender quando sair de casa SIX da manhã para trabalhar e chegar SEVEN da noite!
"Sair da caverna física é só o começo; a verdadeira emancipação acontece quando libertamos a nossa mente. O Criador Celestial nos fez para enxergar a luz do alto, mas também nos fez para enxergarmos as coisas físicas ao nosso redor, para compreendermos tudo o que nos acontece e enxergarmos as coisas espirituais que estão além do nosso alcance. A evolução exige coragem para quebrar dogmas e encarar o desconhecido. Aumentar o ganho da percepção, mantendo a nossa fúria interior contra a ignorância e stay heavy na busca pela verdade e sem alienação!"
John Rabello de Carvalho
#jrabellodecarvalho
"O abalo é o preço que se paga pela coragem de sair do óbvio. Quem não tenta nada, não corre o risco de se abalar; mas também não colhe a vitória de quem arrisca."
Minha filosofia é um chamado ao despertar: sair da vida automática, abandonar as verdades herdadas sem reflexão e recuperar a coragem perdida de pensar, questionar e transformar a própria existência; porque o maior cárcere humano não é uma prisão sem grades, é uma consciência que nunca aprendeu a ser livre.
Meninas,
Empoderamento e feminismo não significa sair com todo mundo...Sim, mulher pode TUDO, mas temos que saber se esse TUDO irá nos "doer" depois, se esse TUDO é bom para nós, se esse TUDO nos acrescenta e não nos causa sofrimento.
Se as consequências valem a pena, ouço diariamente mulheres que batem no peito dizendo que vivem como os homens, mas confessam que sentem dores por assim fazer.
Não sejamos "empoderadas", "descoladas" e "liberais" da boca para fora, porque nossas dores são internas e para dar conta delas não contaremos com a opinião alheia.
Sejamos mulheres livres, mas antes de tudo respeitemos nossas limitações, sejamos descoladas para viver o que não nos machuca, sejamos empoderadas também para dizer NÃO, Não eu não faço , Não eu não quero e não isso não é para mim porque eu me conheço e me respeito !!! Sou tão livre que escolhi não viver o que pode doer em mim!!
Se eu fosse um passarinho,
Com duas asas para voar,
Eu ia sair do meu ninho,
E voar no seu caminho,
Batendo asas sem cansar,
Até um dia te encontrar,
Bicar seu lindo rostinho,
Fazendo carinho sem parar.
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