Sacrifícios de Amor
O que me cativa é viver em paz... faço qualquer coisa para estar em paz. As vezes me sacrifico, me esfolo, e dói, mas é que algo maior me move.
Última chance
Nem pensar em sorte
há morte em todos os lugares
Altares, sacrifícios
nem precisa aprender
já nasce pronto
meio tonto
É fácil ser louco com loucura moderada
deixá-la em casa
Repensar
Nem ousar atirar pra todo lado
Pode acertar o inocente
nem ver o dia
se é da noite que o breu precisa
Nem dá para continuar
a ser esmo
Diante do veneno clássico
que é a solidão...
"" Diziam que eu não daria em nada
mas não sabiam enfim
mal informados sacrificavam meu ser
bullying, talvez
mas o fato certeiro
veio de uma sombra de guerreiro
que vi o futuro moldar
era eu solitário e destemido
contente por haver suprido
minha alma somente de mim...""
"" Tive a ousadia de sorrir, chorando
a alma percebeu a distância e renunciou
lavou-se, pediu liberdade
mas o coração maquiado, pronto para a festa, sucumbiu
e a face perfeita,modelada pela pintura da felicidade, borrou
como maquilagem que sai levada pela água,
foi-se o sonho, ficou a certeza
irei sorrir, chorar borra a maquiagem..
Cada pai, cada mãe sabe das dificuldades e sacrifícios que tiveram para criar seus filhos, situações que os filhos só saberão se um dia também forem pais...
Vale a pena se sacrificar tanto por um paraíso eterno? A eternidade pode ser um peso maior que a morte, o descanso no vazio pode ser um conforto. Para sempre.
Meu Oceano
Atualmente eu valorizo cada renuncia e entendo o peso de cada vitória,
A crença do fim das loucuras me enchem de orgulho próprio,
O céu noturno é o meu confidente, sabedor das minhas verdades,
Mudar, enxergar novos objetivos e realçar os valores da alma, tem sido o meu maior crescimento na sua direção,
Antes da tua chegada, o meu mundo era nu e cru, eu andava despido de amor por aí,
Hoje, o meu coração é uma ilha e você é o meu oceano.
O Perfume da Renúncia.
Há gestos que se dissolvem no ar como perfumes invisíveis fragrâncias da alma que ninguém vê, mas que perfumam silenciosamente a atmosfera onde passam. São as oferendas sutis dos que aprenderam a servir em silêncio, flores humanas que, em vez de buscar aplausos, se abrem ao sol do dever e ao orvalho da dor. Assim é a dedicação em renúncia: um cântico mudo da consciência desperta, um perfume espiritual que não exige olfato para ser sentido.
A flor que se doa não questiona a quem se destina o seu aroma. Ela apenas floresce. Assim também o ser que alcançou o verdadeiro autoconhecimento já não indaga sobre o retorno de suas ações, pois compreendeu que servir é o mais puro estado do amor. Sua existência se faz como uma lâmpada acesa em um aposento onde ninguém entra e, mesmo assim, continua a iluminar.
Quantos caminham entre nós nessa silenciosa via-sacra da bondade anônima? São almas que vivem a felicidade não em palavras, mas em gestos; que suportam o esquecimento com serenidade e transformam a própria dor em brisa consoladora. São aquelas criaturas cuja presença acalma, mesmo quando os lábios emudecem; cuja ausência, paradoxalmente, se faz presença no coração dos que aprenderam a sentir com o espírito.
A renúncia verdadeira não é grito, é eco. Não é ausência, é transfiguração. É o ponto onde o ser humano se despede de si mesmo para encontrar-se em sua essência. Nesse instante de lucidez interior, o coração entende que a vida não é palco, mas altar. E que cada ato de humildade é uma prece sem palavras, uma oferenda sem testemunhas, um perfume que sobe, discreto, à eternidade.
Há uma melancolia suave nessa entrega, porque o renunciante contempla a beleza e sabe que dela não fará uso. Ele toca o sublime e, em vez de retê-lo, o devolve à vida. Essa tristeza, porém, não é desespero é maturidade espiritual. É a nostalgia do Espírito que recorda, no silêncio do dever cumprido, o perfume do lar divino de onde partiu.
Quando a flor murcha, não deixa de ter sido flor; quando o perfume se dispersa, não deixa de ter existido. Assim também o amor que se doa em renúncia jamais se perde: ele permanece, invisível, sustentando o mundo em suas raízes mais secretas.
A servidão, quando nasce da consciência iluminada, não é submissão, mas liberdade. É o ato supremo de quem já não precisa ser visto, porque aprendeu a ver. O autoconhecimento, então, torna-se um espelho onde a alma se reflete e reconhece o rosto sereno da paz dentro de si.
E, nesse ponto, o perfume da flor silenciosa se confunde com o hálito da eternidade.
Viver não é sacrificar sem medida os teus próximos ou limitar-se em demasia. Viva intensamente, mas dentro dos teus limites.
"Quando amamos de verdade, somos capazes até de renunciar em nome da felicidade do outro...
se assim não for, pode ser apenas egoísmo!"
Despejo a água do cântaro
Sem nenhum subterfúgio
Esfrego o sabor na face
Sem nenhum sacrifício
Assim como um láparo
Vou rumo ao destino
Nos teus braços vadios
Suspirar de regozijo.
Segredo que a nós derrete
Com o maior dos sigilos,
Segredo que a nós compete
Cheio de [desvios]...
Segredo que nos seduz
Com audácia e sedução,
Segredo pequeno e sujo:
- Ardente de paixão! -
Um louvor aos céus,
Um clamor incompreensível.
Das formidáveis forças de criar,
Apenas o EU, continua a encantar.
Louvores, cantos, sacrifícios
Quanto mais do meu sangue terei que derramar?
Por algo que não me compreende,
E que na verdade nunca soube amar.
O segredo é entender que melhor que dividir é compartilhar mas para isso se desprender do ego é imprescindível.
(Caio Camara Cesar).
