Saber Cuidar - Leonardo Boff
A Busca Pela Visão Espiritual
"Muitas vezes, senti-me como um cego, sem saber para onde ir. Naquele tempo, eu olhava para a Bíblia, mas não entendia nada. A oração parecia funcionar apenas para sobreviver, e muitas vezes tive que confiar em pessoas que acabavam gerando desconfiança. Minha leitura e meu entendimento eram limitados.
Hoje, graças a Deus, consegui abrir mais os meus olhos. No entanto, ainda me sinto cego -- não uma cegueira física, mas uma cegueira espiritual. Eu anseio poder abrir meus olhos e que essas escamas caiam, para que eu possa ouvir a voz de Deus, vê-Lo, falar com Ele e escutar Sua voz com clareza.
Minha maior vontade é fazer a vontade do Pai, crescer espiritualmente, e parar de olhar para trás. Quero apenas olhar para ver onde estive e onde estou agora. Sei que, mesmo dizendo que não vou cair, ainda tenho a tendência de ceder ao pecado. Não quero ser um pecador que se compraz no erro, mas sim um pecador arrependido, que, mesmo que peque mais uma vez, se arrependa sinceramente de seus pecados e busque a face de Deus.
Minha alma clama por essa transformação e por uma visão espiritual que me guie verdadeiramente."
Paciência é o tempo vestido de esperança,
É flor que desabrocha na calma da confiança.
É saber que o fruto não nasce ao gritar,
Mas no silêncio de quem escolhe esperar.
É arte de ouvir o relógio do universo,
Mesmo quando o coração grita em verso.
Paciência é ponte entre o querer e o chegar,
É saber que o caminho também faz o caminhar.
Ela não para, apenas desacelera,
Dá espaço para a vida, sem pressa ou espera.
É atitude nobre de alma madura,
Que entende: o processo também é a cura.
Liderar deixou de ser apenas sobre saber fazer. É sobre compreender, conectar, servir e transformar. E CHARA traduz essa jornada com alma.
- Conhecimento
- Habilidade
- Atitude
- Resultado
- Amor
A teologia de Cristo não é sobre saber quem Ele é intelectualmente. É sobre amá-Lo a ponto de buscá-Lo no secreto, na intimidade, onde o coração fala mais que a mente.
Sem dúvida, garanto-vos que saber demais
É como tapar os ouvidos, e não saber nada.
Se eu adoecesse, reconheceria isso:
Quem realmente deseja entender também escolhe sofrer.
O que sei sobre os conceitos e as ideias?
De que vale o conhecimento que nasce do fenômeno,
E de que serve a intuição sensível
Em relação ao conceito do intelecto?
É uma razão incondicionada das coisas,
Mas que razão há nos animais e nos homens (que também são animais)?
Não podemos conhecer ou experimentar o mundo todo,
Mas ele é real e existe, como uma totalidade metafísica.
Entre todos os filósofos, creio que tudo isso é falso,
E há razão suficiente no não saber.
“Eu amo tanto a forma como Deus me ama… as coisas que Ele faz só pra eu saber que Ele me ouve e se importa comigo.”
Há mentes que florescem em silêncio, colhendo saber como quem respira. E é dessas que brotam palavras que curam, porque quem vive a aprender, transborda ao ensinar.
Quem tudo quer, nada tem. É importante saber o que se quer, focar nisso, concentrar todas as energias nesse propósito, para quando o alvo da oportunidade estiver na mira a flecha ser exata e certeira.
Eu a amei muito antes de ter consciência do que era o amor. Eu a quis muito antes de saber o que era querer. Eu a admirei ainda infante. Na minha ingenuidade infantil talvez eu já tivesse reconhecido nela o meu grande amor, a minha mestra, a minha amiga, a minha doce companhia, a minha musa, a minha obra de arte favorita.
O livro As Misérias do Processo Penal é fundamental para compreender o Direito Penal — saber como se constrói a punição do crime. Fala da toga, seu primeiro capítulo, e o último, Além do Direito.
É uma explicação do sistema judiciário — nos ensina que o magistrado deve ser um historiador, para analisar todo o processo. Os advogados de defesa e acusação devem produzir suas histórias, para saber quem ganhará ou perderá. A miséria do processo começa nesses atos, que condenarão ou não um homem. Esse homem pode ser inocente ou culpado. A miséria se dá desde o início do processo, ao tentar culpar o inocente. Quando é o culpado, ele só tem a perder — tiram sua humanização, o deixam moribundo. Mesmo após pagar pelos seus crimes, a sociedade é racional, e nunca o aceitará de volta.
Quando é condenado, há três formas de punição: a liberdade é o fim do processo; a morte, a incompetência do processo; e a pena capital, que mostra o problema que os legisladores criam — por não elaborarem projetos que transformem a sociedade por meios que a tornem mais amorosa. O crime, ou a delinquência, é a falta de amor social e próprio.
A prisão é o início do fim da dignidade do homem. Ela encerra o processo penal, mas tira a dignidade de viver em sociedade.
Isso pode acontecer. É possível. Como diz um provérbio russo: “Quando acontecer com você, você saberá que é verdade”. Mas será que realmente temos que esperar pelo momento em que a faca estiver em nossa garganta? Não seria possível, com antecedência, avaliar com serenidade a ameaça mundial que ameaça engolir o mundo inteiro? Eu mesmo fui engolido. Estive na barriga do dragão, em suas entranhas incandescentes. Ele não conseguiu me digerir e me vomitou. Vim até vocês como testemunha de como é lá, na barriga do dragão.
Numa noite silenciosa ou numa tarde de céu cinzento, o coração de quem ama gatos sangra ao saber que existem inocentes sofrendo nas sombras. É então que desejamos um mundo onde a compaixão seja a regra, onde a bondade seja o caminho. Se as pessoas ruins se tornassem boas, talvez não houvesse mais lágrimas de dor. Essas imagens nos mostram o quão belo seria um mundo sem crueldade, onde os animais pudessem viver em paz, sem o peso da maldade humana.
