Poema de sábado: inspirações em versos
“Sábado me deu uma típica saudade sua. Me deu vontade de te ver sorrir.”
Pensou ele assim que a vira na mesma praça florida, no mesmo banco de sempre.
Logo ele que estava procurando sentido na vida só não podia imaginar que o encontraria naqueles olhos. Ah, que olhos. Estes que demonstram a reciprocidade pura, sem cobranças. Infinitos.
Infinito era quando ela o abraçava, como um pequeno segundo de num rápido instante. Em um campo imenso ladeado de amores perfeitos e multicores. Colheram flores, aspiraram seu perfume. Abraçaram o ar, a sinfonia. A sorte. Como não chamar aquilo de sonho? É algo novo que transporta, que eleva, que transcende a realidade, ultrapassando qualquer limite impessoal. É como querer alcançar as nuvens, subindo somente em um tijolo, desdenhando as escadas e o avião. Ela conseguiu atravessar o deserto gelado dele com a mesma facilidade o qual se fez de luz e coloriu os dias dela. Assentiram que existe um amanhã feito de incógnitas. E se estavam juntos no agora, por que não pensar nele como sendo algo bom e subjetivo? O presente tornara-se realmente um presente e o futuro uma dádiva de premissas incertas e reviravoltas. Ele culpava sempre o sorriso dela, assemelhava a primeira vez que a vira com um dia ensolarado de verão. Como o tempo transformou-a em seu melhor feriado, melhor dia de chuva, melhor ida aos sonhos, caminho mais curto aos céus. Ela era aquele cobertor quente que, ao enrolar-se por seu corpo, fazia-o esquecer seus problemas e aquecia o coração. Como se não bastasse nesses encontros, o céu tinha que sorrir também. O pôr do sol era um aviso de que a mais bela luminescência, aquela que não se finda, estava dentro de cada um, e que ambas em sintonia recriariam constelações. A sinfonia continuava e eles saíram por caminhos distintos rumo à realidade. Mas não importa, ainda há muito tempo pela frente. O banco fica na mesma praça. Que por sua vez fica na mesma rua. Rua esta onde ela mora.
“Namora comigo no portão da minha casa, fica e não vai embora nunca.”, pensou ela enquanto o via sumindo ao horizonte da rua 7.
Chega uma época que você encara a realidade dessa vida de festas, se perder de sexta a sábado, cruzando todas as noites com corpos vazios, com copos vazios e mentes vazias.
Tornando seu Domingo um caos, e sufocante. Por que você acorda e sente a voracidade e o estrago que faz em todo o seu espirito, quando você mente estar bem, e quando você mente gostar de alguém. Cheguei no momento que prefiro me aprisionar em casa, ou beirar um rio no fim de tarde, nada que te faça enganar a sí mesmo.
Por que lá tem muita gente que sorri, muita gente que ama, e muita gente que tem tudo, mas não tem nada. O lado do bom das pessoas eu encaro no dia a dia, há quem tenha algo, há quem seja abismo, sólido. E veja bem amigo, ninguém suporta a frieza alheia, antes afasta-lós do que deixar com que engulam o pouco que resta da sua simplicidade. Já passou tanto tempo, e tempo não se concerta.
Onde quer que você esteja que seu sábado seja simplesmente abençoado e cheio da presença de Deus, porque quando você tem Ele não precisa de mais nada! (Priscilla Rodighiero)
Abençoado Sábado pra Você!
Onde quer que você esteja, que a paz seja sua companhia, que a Fé e a Esperança transbordem seu dia e que tudo seja exatamente do jeitinho que você idealizou. (Priscilla Rodighiero)
Guitarras cacarejantes abrem o sábado
no Cazuza's bar.
E segue a noite
fatiada por relâmpagos de fogo
Poema num sábado de aleluia
No apagar da quaresma
Qual cinza restou
Ou será a mesma
Se fica ou se vou
Os sinos tocam, sábado de Aleluia
Anuncia a reflexão da traição
Retire suas culpas da cuia
Da omissão. Seja oração...
Perdão
Vamos nos aconchegar
Na misericórdia
E ter braços para ofertar
De que vale negar, ter discórdia
Se somos filhos, iguais, no altar
Da criação Divina. Livres na história
Livres para sonhar
Na fé vitória
Sábios para perdoar
Ao nosso "Judas", executória
A solidariedade atar
A paz e bem, gloria!
É vigília pascal
Trajetória
No amor, o amor incondicional
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26/03/2016, 06'10" – Cerrado goiano
Sábado de Aleluia
Sábado, 21 de março de 2020. Estamos de quarentena. Um vírus que apareceu na China se espalhou rapidamente por todo o mundo. Milhares já morreram e outras centenas de milhares estão infectadas.
Estou na América do Sul, onde o vírus chegou há menos de um mês. No Py , país que eu estudo e moro, já são mais de 22 pessoas infectadas e, infelizmente, 1 morte já perderam a vida. Hj é mas um dia.
Estamos trancados em nossas casas. A capital do Py-assunção cidade está deserta. Parece filme de terror, mas é real. Estamos com medo do vírus que só ouvíamos falar pela tv. Ele está perto!
. A música silenciou nos bares da cidade. As ruas desertas denunciam o medo dos inocentes que estão presos sem nada dever.
O noticiário só informa o aumento de casos. Mais gente infectada. Mais mortes. Mais medo!
Ficar trancado em casa já não é seguro. Dr. vamos pra colônia!
As autoridades apenas recomendam ficar em casa e lavar bem as mãos.
Nas farmácias não tem álcool em gel. As últimas unidades foram vendidas pelo triplo do preço normal. É o capitalismo aproveitando a ocasião.
Se alguma coisa boa trouxe o vírus? Ora, as famílias estão mais unidades, o povo tá orando e acreditando mais em Deus; tem gente lendo mais, falando menos, ouvindo e refletindo o quão frágil é a raça humana.
O silêncio é quebrado pelo barulho da chuva. As estrelas não quiseram aparecer essa noite. A cidade já dorme, sonhando acordar com boas notícias.
Deus, estamos em tuas mãos. Nos guarde!
Assunção Py/ 20/03/2020.
Israel Colim
Tu que nunca serás
Sábado foi caprichoso o beijo dado,
Capricho de varão, audaz e fino
Mas foi doce o capricho masculino
A este meu coração, lobinho alado.
Não é que creia, não creio, se inclinado
sobre minhas mãos te senti divino
E me embriaguei, compreendo que este vinho
Não é para mim, mas jogo e roda o dado...
Eu sou a mulher que vive alerta,
Tu o tremendo varão que se desperta
E é uma torrente que se desvanece no rio
E mais se encrespa enquanto corre e poda.
Ah, resisto, mas me tens toda,
Tu, que nunca serás de todo meu.
Ao seu lado, todo dia é Natal, toda refeição é almoço de domingo, toda segunda é sábado e toda a vida é sem igual.
CORPORE
Tudo começou numa tarde de sábado.
Tinha agendado um atendimento no seu espaço.
Ainda me lembro de cada movimento e palavras trocadas.
A energia que circulava no ambiente e aquela luz, que parecia uma sessão de cromoterapia.
Muitas coisa foram ditas que alcançou uma profundidade na qual eu não sabia que era possível.
Solidão, bem, oportunidade, rasteira, oportunismo, família e outras coisa que não podem ser ditas.
Acabei no meio do caminho desejando um relacionamento que talvez nesta vida não se concretize, mas na próxima quem sabe.
Não pude me despedir de uma maneira adequada, mas logo te encontrarei no caminhar da minha estrada.
THIAGO RIBEIRO DOS SANTOS
02/08/2020
Sábado, início de uma noite maravilhosa em plena primavera quando me preparava para o mesmo ritual de dantes senti uma certa preguiça e acreditei que um dia sem aquela monótona rotina não faria diferença, dentro do casebre um silêncio ouvia barulho de grilo e coruja , sempre fui compenetrado em tudo que faço mais para minha surpresa este dia quebrei o protocolo e a exaustão falou mais alto estava estampada em meu corpo, nós animais racionais sempre somos assim "valentões" kkkk não tememos o breu da noite, uma barata voadora, uma noite chuvosa com raios e trovões, vultos na rua receio de encontrar uma alma penada, se é que existe espírito ruim RS RS , na madrugada a minha imprudência trouxe uma certa surpresa por volta das 04:55 ouvi passos pela escada, lembrei que não era mais criança e reprimi o meu sexto sentido o barulho nos degraus persistiu pensei em abrir um olho mais me contentei que era apenas um sonho na casa só ouvia som de respirações anunciando um boa noite de sono por outro lado eu estava inquieto o meu espírito me alertava não podemos ignorar esses sinais comecei ficar impaciente na cama quando ouvi gritos na cozinha mais que depressa corri em direção ao sinistro para minha surpresa a porta que da acesso a escada estava aberta vi um vulto no último degrau peguei minha arma e subi correndo igual um louco quando o indivíduo subiu o telhado da residência vizinha carregando algo pensei em atirar mais não tinha certeza se ele estava armado e não queria acordar a vizinhança pensei subir no telhado também mais com estou acima do peso kkk voltei para sala abri a porta e portão eletrônico sai como um luz corri meio quarteirão descalço e o meliante correndo sobre os telhados no meio da quadra ele foi inteligente pulou de um telhado para o outro tive que dar a volta na quadra corri 100 metros em 7 segundos quebrei Record mundial que era do Bolt já ofegante e com alguma esperança de encontrar o meliante fiz um adentramento tático em três casas em construção procurei em alguns terrenos vazio e para minha tristeza um gato viralata cassador covarde kkkkk fez sua refeição comeu minha calopsita
Ass. Gilson de faria
Sábado assistirá discursos de incentivo e edificação ao próximo.
Segunda - Feira fará piadas pejorativas sobre a sua vida pessoal ou a vida pessoal de terceiros.
Na fartura, é sempre Sábado.
Na escassez, é sempre Segunda - Feira.
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