Rubem Alves Saudades
O NOME NÃO DIZ TUDO
Em um final de tarde, estando eu, a passear pelas rua do Recife, fui atraído por um vendedor de livros. O sujeito começou a me mostrar os livros mais antigo, percebendo o meu interesse, abriu um grande baú, de onde tirou vários títulos.
O titulo que me chamou a atenção foi “ESPALHA BRASAS”de um escritor Paraibano de nome José Cavalcante. Folhei-o lentamente, e dei de cara com os seguintes versos:
Eu sou José Cavalcante
Conhecido por Zé bala
Moço, fui bicho elegante
Velho, foi-se minha gala
Mulher a de pouco siso
Que me chamam de pidão
Eu peço por que preciso
E elas porque me dão.
Comprei, paguei cinco reais por uma obra tão rara, esse é o valor do escritor brasileiro.
Continuei meu caminho, vinte minutos depois, esteva na praça dois irmão, eis aqui um lugar que deveria ser cuidado pensei! Cuidam nada! esses caras querem, é só gastar o dinheiro do povo. Isso eu só pensei, quem repetiu meu pensamento, foi um jovem casal que passava ao meu lado. (até parecia que lia meus pensamentos).
poucos minutos depois, estava assentado em um antigo banco de metal, debaixo de uma grande arvore.
Em vão procurei algum fruto, afim de identificar a arvore, isso mesmo, frutos, só identifico a arvore pelo fruto, e isso não é um principio bíblico, é falta de conhecimento mesmo. Se tem manga, repito: essa é uma mangueira, se eu vejo goiaba, já a identifico imediatamente como sendo uma goiabeira, e da ir por diante.
Não vi fruto, valia a sombra.
Fui a leitura, agora com mais calma, sendo interropindo as vezes, por uma mãe raivosa.
-sai daí menino, deixa o animal quieto!
-mãe, ele quer me morder!
Lia, e absorvia cada pagina!
Eu sou um tipo de animal que não morde crianças. Ou mordo?
Cinco minutos de pleno silêncio. É nesses momentos que me transporto de um lugar a outro com facilidade.
O pensamento cria asas.
Passaria o resto da minha vida ali. Aquele banco de ferro, ou era de bronze? Não sei. Só sei que faria dele o meu mausoléu, tal qual Manoel Bandeira. Percorreria as mesmas ruas. Visitaria aquela criança doente. "Em uma casa, a mãe embala uma criança doente".
Faria uma reforma na "Ponte Buarque de macedo, indo em direção a casa agra" E como Augusto dos Anjos, "Assombrado com minha sombra magra"
Construiria a minha tese em cima dos versos de Mario Quitana.
Todos aqueles que atravessa meu caminho
Eles passarão
Eu, passarinho.
Ou simplesmente releria as ultimas estrofes de Zé Cavalcante:
Eu peço por que preciso
E elas por que me dão.
Tudo seria possível, se não fosse aquele grito, que parecia vir do além.
Cruel, ou Cruel! Vem aqui por favor!
Fui tentado a sair do meu transe momentâneo, e me transporta a vida real.
O grito de alguém, chamando outro alguém, eram insistente, Cruel, ou Cruel.
Fui forçado a me virar. Mais não fiz isso de forma brusca, agi como que estar em câmara lenta, estava mas curioso em saber quem era Cruel, do que, em quem chamava.
Seria algum animal? se fosse, o animal, seria da raça Pit-Bul, sendo assim, seria melhor eu ser cauteloso em meus movimentos.
De repente, passa por me um jovem, não era do tipo negrão, Galegão, ricardão. Era apenas um jovem.
Era magro, muito magro.
fixei meu olhar naquela figura. Seus traços finos, voz suave. No seu andar, tinha a leveza da brisa. Mãos na cintura. Caminhava devagar. Quase parando.
Chega até sei interlocutor, poe-lhe a palma da mão no ombro, sacode a cabeça e pergunta:
-Que queres?
Passavam das seis horas.
Levantei. Sair caminhando lentamente, enquarto pensava:
O nome não diz tudo.
Cinco minutos de pleno silêncio. É nesses momentos que me transporto de um lugar a outro com facilidade.
O pensamento cria asas.
É tão bom saber que em algum lugar há um tesouro muito precioso, muito mais que todas as riquezas da terra, são os tesouros que se fazem humanos. E quando os encontramos, temos a sensação que já valeu muito a pena ter vindo até aqui. A vida já valeu a pena, pois fomos tocados da forma mais pura: com a ALMA.
Algumas vezes é necessário colocar o próprio coração sob um redoma.
Não por medo ou egoísmo, e sim para recolhermos os espinhos alheios deixados pelo caminho. Quando estamos desatentos ou desavisados, muito mais que o coração, os espinhos costumam ferir nossa alma.
Quem me dera por um só momento fazer morada em teu abraço
Sentir teu coração juntinho ao meu
Compasso perfeito
Dois corpos em um laço.
Yara Alves
Impactante. Momentos em que te encontras sozinha, no meio de uma multidão, dando voltas em seu próprio eixo, entre as luzes, ruídos grosseiros e o silêncio dos teus pensamentos. Você está lá, e ainda assim, pergunta e quer saber o que estás fazendo ali, sozinha, dando-te o tempo para pensar quando não deverias estar fazendo isso, porque é sexta-feira, estás embriagada e alguns segundos atrás tudo era risos, sem sentido e agora estás séria como uma planta sem vida. Falta raízes no solo, mesmo que no fundo mantenha o insaciável desejo de querer lutar pela sua vida, para escapar da loucura, de todas essas pessoas que gastam o oxigênio e aqueles preciosos minutos falando sobre nada, de todos os amigos que te deixaram sozinha onde estás – perdida – de todos aqueles amigos que não são realmente amigos, mas sim companhias, de você mesma, que te fechas em lugares como este, com pessoas deste tipo. Tão masoquista, observadora e provadora de sua própria dor, do sangue que flui em suas feridas. Ali estou, impactada, compreendendo que este século, as traições superam desejos pessoais e a solidão se tornou algo tão normal. Ali estamos todos nós, tentando sobreviver em uma selva, onde tudo que se diz é feito de letras negras, em telas que brilham pelo seu vazio emocional, repletas de palavras que nunca, ninguém vai recordar.
Onecina Alves
O nosso amor é a canção perfeita que embala os meus sonhos.
Em teu abraço encontrei o meu lugar.
Yara Alves
Navegando em um mar de escuridao homde ja nao avia mais esperança honde tudo pareçia impoçiveu naveguei em mares de temtaçoe mares de luxuria ja istava sem forças para remar comtra a mare quando olho em meio a uma tempestade uma criança sorindo e me estendedo as mao e miguiando e mar aberto homde so tem espasso para felicidade alegria amor um mar que quero navegar eternamente.
Moraral da historia numca deixe niguem fala que vc nao consegue sempre tem alguem como essa criança sorrindo pra lhe estemder as mao.
TODA DOR É UM RECOMEÇO
Noite vaga como a lua
Confissões sobre a mesa
Opressivamente paira o silêncio
Deito-me sobre as farpas
Pouca comoção contida no olhar
Confessou não mais me amar.
A lua refugiou-se de desgosto
Deito-me em um quarto escuro
Refulgente mente a chorar
A dor era minha lei súbita desespero
De morrer trucidada por sentimentos
Penso viajar para bem longe
A onde a dor e a saudade não me encontre
Entro em uma desorganização profunda
Ouço sua voz sinto sua respiração
Tudo reflexos de lembranças vividas
O tempo passa e já é verão
Mais em meu coração é inverno
Um inferno infinito aqui dentro
Eu quero sair daqui não me deixem
Morrer dentro de mim mesma
Um corpo jogado no chão em suspiros
Arrastado pela solidão de amar
Esperança chega com outono
Onde suas folhas caem em plena renovação
Emanando uma beleza sem igual
Tudo de renova pois toda dor é um recomeço
Porque a dor é uma porcaria, mas é a única coisa que lhe mostra quão valioso é o momento de felicidade.
