Rubem Alves Jardim
A beleza de uma mulher nem sempre é revelada aos olhos de um homem, mas você exala tanta beleza que seria impossível não nota - lá...
Minnie
Há tempos tive sonhos tão incríveis e tão idiotas ao mesmo tempo. Um deles era me casar em uma praia e ter 4 filhos, ou seja, quem hoje em dia teria um sonho estupido, tão bobo e fácil de se realizar? Quem suspira em pensar que pode existir alguém que possa passar o resto da sua vida fazendo cada momento ser melhor que os outros.
Pois então, hoje em dia as pessoas não pensam muito assim,entretanto, acostumava não ligar para isso, acostumava pensar e acreditar nos meus sonhos como uma criança de 5 anos acredita no papai noel.
Se um tempo atras você me dissesse que eu tomaria uma porrada e iria enxergar como o verdadeiro mundo é. Eu iria rir da sua cara!
Por que meu mundo sempre foi colorido e inacreditável. Mas ser colorida e sonhadora em meio a um mundo preto e branco onde as pessoas costumam destruir seus sonhos.
E inevitável não chorar.
A tristeza me acompanha e me consome com o passar dos dias, revela-se ágil todo o tempo, ó tristeza o que queres comigo, porque não deixas a alegria adentrar a casa?
Fracasso e sucesso e como uma semente, se planta
ela pode demorar germina, mas quando crescer dara,
bons frutos.
É muito fácil você dizer que "gosta" de alguém mas na verdade não ser bem assim.
É muito fácil você chamar alguém de "moh" mas aquela pessoa não ser o seu amor.
É muito fácil você dizer que esta com saudade , mas não fazer nada para reverter essa situação.
É muito fácil você dar um sorriso só porque aquela pessoa porque ela tá ali do seu lado , mas esse mesmo sorriso você dar para todas as outras.
O que é muito difícil hoje é você ser VERDADEIRO com -aquela- pessoa do mesmo jeito que ela é para você.
NÃO SEJA ESSA PESSOA "FÁCIL "DEMAIS PARA AS OUTRAS E DIFÍCIL DEMAIS PARA QUEM VOCÊ DEVE SER -INTEIRAMENTE-E -UNICAMENTE FÁCIL (PARA O SEU VERDADEIRO AMOR)....
SONETINHO
Sonhar
Viver
Querer
Amar
Mudar
Crescer
Colher
Podar
Enfim
Sentir
Amor
E assim
Sorrir
Na dor.
Existem pessoas que acham que a liberdade é algo individual..
Ser livre é um direito social e humano.. nao importa a cor da pele..genero,ou classe social..individual mesmo..são nossas vidas..cada um tem que viver a sua..e respeitar as diferenças..escolhas e definir liberdade..como um Direito de igualdade social!
Liberdade é um direito igual..sem classe,sem definaçao..ser livre.. é um direito de todos..sem excessao de pessoas..
sem definiçao de raça,genero ou cor..a verdadeira liberdade..é deixar que todos em nosso mundo possam ser livrer!
O NOME NÃO DIZ TUDO
Em um final de tarde, estando eu, a passear pelas rua do Recife, fui atraído por um vendedor de livros. O sujeito começou a me mostrar os livros mais antigo, percebendo o meu interesse, abriu um grande baú, de onde tirou vários títulos.
O titulo que me chamou a atenção foi “ESPALHA BRASAS”de um escritor Paraibano de nome José Cavalcante. Folhei-o lentamente, e dei de cara com os seguintes versos:
Eu sou José Cavalcante
Conhecido por Zé bala
Moço, fui bicho elegante
Velho, foi-se minha gala
Mulher a de pouco siso
Que me chamam de pidão
Eu peço por que preciso
E elas porque me dão.
Comprei, paguei cinco reais por uma obra tão rara, esse é o valor do escritor brasileiro.
Continuei meu caminho, vinte minutos depois, esteva na praça dois irmão, eis aqui um lugar que deveria ser cuidado pensei! Cuidam nada! esses caras querem, é só gastar o dinheiro do povo. Isso eu só pensei, quem repetiu meu pensamento, foi um jovem casal que passava ao meu lado. (até parecia que lia meus pensamentos).
poucos minutos depois, estava assentado em um antigo banco de metal, debaixo de uma grande arvore.
Em vão procurei algum fruto, afim de identificar a arvore, isso mesmo, frutos, só identifico a arvore pelo fruto, e isso não é um principio bíblico, é falta de conhecimento mesmo. Se tem manga, repito: essa é uma mangueira, se eu vejo goiaba, já a identifico imediatamente como sendo uma goiabeira, e da ir por diante.
Não vi fruto, valia a sombra.
Fui a leitura, agora com mais calma, sendo interropindo as vezes, por uma mãe raivosa.
-sai daí menino, deixa o animal quieto!
-mãe, ele quer me morder!
Lia, e absorvia cada pagina!
Eu sou um tipo de animal que não morde crianças. Ou mordo?
Cinco minutos de pleno silêncio. É nesses momentos que me transporto de um lugar a outro com facilidade.
O pensamento cria asas.
Passaria o resto da minha vida ali. Aquele banco de ferro, ou era de bronze? Não sei. Só sei que faria dele o meu mausoléu, tal qual Manoel Bandeira. Percorreria as mesmas ruas. Visitaria aquela criança doente. "Em uma casa, a mãe embala uma criança doente".
Faria uma reforma na "Ponte Buarque de macedo, indo em direção a casa agra" E como Augusto dos Anjos, "Assombrado com minha sombra magra"
Construiria a minha tese em cima dos versos de Mario Quitana.
Todos aqueles que atravessa meu caminho
Eles passarão
Eu, passarinho.
Ou simplesmente releria as ultimas estrofes de Zé Cavalcante:
Eu peço por que preciso
E elas por que me dão.
Tudo seria possível, se não fosse aquele grito, que parecia vir do além.
Cruel, ou Cruel! Vem aqui por favor!
Fui tentado a sair do meu transe momentâneo, e me transporta a vida real.
O grito de alguém, chamando outro alguém, eram insistente, Cruel, ou Cruel.
Fui forçado a me virar. Mais não fiz isso de forma brusca, agi como que estar em câmara lenta, estava mas curioso em saber quem era Cruel, do que, em quem chamava.
Seria algum animal? se fosse, o animal, seria da raça Pit-Bul, sendo assim, seria melhor eu ser cauteloso em meus movimentos.
De repente, passa por me um jovem, não era do tipo negrão, Galegão, ricardão. Era apenas um jovem.
Era magro, muito magro.
fixei meu olhar naquela figura. Seus traços finos, voz suave. No seu andar, tinha a leveza da brisa. Mãos na cintura. Caminhava devagar. Quase parando.
Chega até sei interlocutor, poe-lhe a palma da mão no ombro, sacode a cabeça e pergunta:
-Que queres?
Passavam das seis horas.
Levantei. Sair caminhando lentamente, enquarto pensava:
O nome não diz tudo.
Cinco minutos de pleno silêncio. É nesses momentos que me transporto de um lugar a outro com facilidade.
O pensamento cria asas.
É tão bom saber que em algum lugar há um tesouro muito precioso, muito mais que todas as riquezas da terra, são os tesouros que se fazem humanos. E quando os encontramos, temos a sensação que já valeu muito a pena ter vindo até aqui. A vida já valeu a pena, pois fomos tocados da forma mais pura: com a ALMA.
Algumas vezes é necessário colocar o próprio coração sob um redoma.
Não por medo ou egoísmo, e sim para recolhermos os espinhos alheios deixados pelo caminho. Quando estamos desatentos ou desavisados, muito mais que o coração, os espinhos costumam ferir nossa alma.
Quem me dera por um só momento fazer morada em teu abraço
Sentir teu coração juntinho ao meu
Compasso perfeito
Dois corpos em um laço.
Yara Alves
Impactante. Momentos em que te encontras sozinha, no meio de uma multidão, dando voltas em seu próprio eixo, entre as luzes, ruídos grosseiros e o silêncio dos teus pensamentos. Você está lá, e ainda assim, pergunta e quer saber o que estás fazendo ali, sozinha, dando-te o tempo para pensar quando não deverias estar fazendo isso, porque é sexta-feira, estás embriagada e alguns segundos atrás tudo era risos, sem sentido e agora estás séria como uma planta sem vida. Falta raízes no solo, mesmo que no fundo mantenha o insaciável desejo de querer lutar pela sua vida, para escapar da loucura, de todas essas pessoas que gastam o oxigênio e aqueles preciosos minutos falando sobre nada, de todos os amigos que te deixaram sozinha onde estás – perdida – de todos aqueles amigos que não são realmente amigos, mas sim companhias, de você mesma, que te fechas em lugares como este, com pessoas deste tipo. Tão masoquista, observadora e provadora de sua própria dor, do sangue que flui em suas feridas. Ali estou, impactada, compreendendo que este século, as traições superam desejos pessoais e a solidão se tornou algo tão normal. Ali estamos todos nós, tentando sobreviver em uma selva, onde tudo que se diz é feito de letras negras, em telas que brilham pelo seu vazio emocional, repletas de palavras que nunca, ninguém vai recordar.
Onecina Alves
