Rua
Ah, que saudade!
Saudade da época de brincar na rua de pique-esconde, pega-pega, elefante colorido, vendedor de fita, pega bandeira, três marinheiros, golzinho, três-corte, pula-elástico, capitão mandou, etc. Aaaaah era tantas brincadeiras que causava tanta euforia! A gente era feliz e não sabia. Na cabeça de criança o que mais desejávamos era ser adultos. QUANTA INOCÊNCIA! As vezes a gente se machucava, mas não era nada se comparado ao que nos machuca hoje em dia... Ralar joelhos e cotovelos, arrancar o tampão do dedo do pé, topar de cara no chão e crescer um galo doía, mas no outro dia a gente tava lá correndo e brincando de novo. Hoje as pessoas nos machucam de tal forma que causa uma ferida que nos tortura fazendo a gente se privar da felicidade! Amor ao próximo é um ato praticamente extinto. Pessoas só querem status e dinheiro, esquecem que ser feliz e fazerem os outros felizes é o que vale a pena!
O amor precisa da sorte, compreensão, uma praça, um banco. Precisa de chuva, sol, rua, casa, cama. O amor precisa de janela, porta e cômodos, precisa também de abraços, cafunés, carinhos e sorrisos. O amor precisa ser quente, e poucas, pouquissimas vezes, quase nunca, frio. O amor precisa de maquiagem, um almoço ou jantar à luz de velas. O amor precisa de você e dele, o amor apenas precisa de amor, e nada mais.
Se eu tô na rua... Minha mãe me liga trinta vezes.
Se eu tô em casa e ela na rua... Ela me liga trinta vezes também! É muito amor!!!!
Hoje chorei de saudade. Chorei quando te vi passeando pela rua desta vez sem mim… Desta vez seguravas a mão de outra que nem fiz questão de ver quem era… Chorei quando senti teu cheiro. Aquele de sempre, que ficava na minha blusa, no meu travesseiro, na minha mente… Aquele que nunca esqueci, nem quando eu quis esquecer. Já tentei encontrar ele em outros, mas esse cheiro só a ti pertence, não é mesmo? Já o procurei em tantos lugares, em cada esquina, em cada bar, em qualquer boate que eu frequentava por aí, mas não o encontrei. Pelo contrário, percebi que ele esta a milhas distantes de mim. Percebi que a cada dia que passa o cheiro vai se perdendo no ar, mas só cheiro, pois o meu amor por ti não se perde, pelo contrário eu o encontro todos os dias. O encontro em cada sorriso e cada choro. O encontro no cinema ou em uma mesa de bar. O encontro nos livros, nos versos, nas flores ou nas nuvens. O encontro no sereno da noite, quanto ele molha o vidro dos carros e eu rabisco a minha inicial e a sua na esperança de que volte para mim.
Da brecha da minha cortina costumava observar seu quarto do outro lado da rua. Daqui via sua parede com aquele mural de fotos onde você pendurava coisas boas de nós. Todos os dias aquela ansiedade de ver se ainda existia rastro das nossas lembranças grudadas lá,e aquele frio na barriga de não encontrar vestígios de como erámos felizes.
Profunda indignação com seu próprio ser. Esperando encontrar tal pessoa no final da rua. Desfilando entre uma curva e outra, afundando sua mágoas em um balde de lixo. Como deixar o passado de lado, e convidar o futuro para entrar? A sua vida tumultuada pela sociedade hipócrita, que julga sua imagem alternativa. Mas todos são crianças, sem inocência, completamente perdidos no tempo, sem conhecimento, propriamente ignorantes. Particularmente, sua casa bagunçada, livros de sua cabeceira baixa, cigarros amassados pela metade em todo canto da casa. Tinha discos aranhados… e seu tapete da sala, manchado pelo vinho tinto caído da noite anterior. Com outra imagem agora, perceba quê não há palavras para definir, usaria várias páginas para descrever suas expressões tímidas, seu sorriso de canto de boca alerto. Entre em contato com a moça que ninguém conhece. Tal moça que um dia roubou minha máscara de gente forte e bem vinda, agora vou assim, estranha, esperando reciprocidade da vida em geral.
No msn eu sou o mesmo quando estou andando na rua. Só digo oi ou puxo conversa com quem faz o mesmo comigo.
"O verdadeiro mundo ou estou enganada?
Eu vejo na rua pessoas que se cegam diante da miséria,
pessoas que se fazem indiferentes a sujeira, o lixo e a fome...
Eu escuto pessoas dizendo que o Brasil esta crescendo, aquecimento global, amor.
Amor? que amor é esse?
Que se cala diante do inocente injustiçado?
Que vira o rosto pra não ver a criança faminta?
O Brasil esta crescendo? Ou os ricos estão ficando mais ricos?
O Brasil cresceu nesses ultimos anos?
É só ligar a teve, cresceu mesmo!
o indice de mortes, as favelas, os desastres...ah como cresceu o nosso país!
Sustentabilidade? palavra bonita que nunca saiu do papel...
Aquecimento global? Oque se faz pra combater isso?
Liga a tv no canal 6 e assiste o Fantastico ? ou no canal 8 e assiste o se ela dança eu danço?
O povo é otimista, conformado!
Invés de buscar soluçoes pra isso tudo prefere ficar calado!
Se acha
Se acha
pensando que é o último biscoito
Mas é só bulachaa
Quando sai na rua
Quer pisar nos outros
E o povo logo esculacha
Pois ela é metida
Todo mundo rir quando ela passa
Com cheiro de formicida
E o cabelo só a fumaça
Tudo que é creme
Ela ver e passa
Com a roupa emprestada
Ainda faz pirraça
Vai pra feira toda arrumada
Achando que tá na praça
Se acha...
Menino de rua
Seu futuro é incerto e precário
Vivendo na rua onde mora o terror
Tatua no corpo heranças do abandono
Traz nos olhos lembranças da dor
Dias e noites na esperança do melhor
Mas nunca desprezando o que a vida lhe dá
Moedas na mão, um trocadinho só
Foi tudo o que conseguiu ganhar
Insatisfação do hoje
Incertezas do amanhã
Se o passado lhe trouxe o pecado
Que o futuro lhe traga a maçã.
Então eu te pergunto, porque aquela pessoa que limpa a sua rua não é alguém importante? Ou ainda porque o diretor de uma empresa é melhor do que o rapaz que recolhe papelão para reciclar?
Em um labirinto de desejos
Naquela rua escura,
Sem saida!
Onde estamos?
No nada,
Onde só existe expectativa
Em tudo, isso não importa
Pra quem quer se perder!
Antes de ti eu juro , não usava drogas , não saia na rua e nem pedia esmola.Depois de ti?
Já não se sabe a magoa da perda.
Parceiro feio é que nem pantufa: dentro de casa pode até ser confortável, mas na rua dá uma vergonha!!!
A noite é como uma festa pagã que você não é cobrada pelo ingresso, e a rua é a festa popular a que você é chamada de "Vaca".
Quem fica pegando tranqueira na rua é lixeiro,
um verdadeiro homem conquista a sua amada,
varias veses por dia o tempo inteiro.
O dia era cinzento
Por trás das árvores passava o vento
Pela rua ela caminhava
Em um leve movimento
Enquanto o mundo parava no tempo
