Rotina
Quando fores reclamar da rotina laboratorial, lembra-te que no início sonhavas com a rotina que tens hoje.
"Na dança cíclica dos exames, onde a rotina tece fios repetidos e o cansaço, por vezes, ensombra a alma, florescem os frutos de um cuidado zeloso. Para nós, jardineiros da saúde, e para aqueles que em nós depositam a esperança, a recompensa pulsa em cada vida tocada, em cada sorriso que a cura desabrocha."
Quebrar a rotina é a chave para a mudança: Pequenas alterações na rotina podem ter um grande impacto no futuro.
#ROTINA
Não sei ao certo se é sede pelas letras, ou pela vida...
Quiçá, sarar alguma ferida...
Que a alma entristecida...
Quer apagar...
Os sonhos pressentem quando vão morrendo aos poucos por dentro...
Feito a terra que rejeita a semente que nunca irá vingar...
Tal qual um quadro torto...
Carrego uma pedra dentro do peito...
Que reflete no espelho
Sem mais jeito...
Atravesso as portas e percorro as ruas...
Sem nunca me encontrar...
Pois nesse labirinto, existe um destino certo...
Ando pela rua e não consigo ouvir nada...
As pessoas estão tão iguais...
Vejo-as discutindo...
Julgando sem nenhum sentido...
As vejo sorrindo e não pedem perdão...
Amores trocados, esquecidos...lembrados...
Versos em cada esquina componho...
São jogos perdidos, vencidos...
Histórias iguais...
Um tropeço, uma queda...
Cair é preciso para levantar...
Nesse sobe e desce...
Tudo se vive...
Tudo acontece...
Estar só é a melhor maneira de estar comigo...
Continuarei meu caminho...
De certo viver é passear no paraíso...
Sandro Paschoal Nogueira
Entram noites...
Entram dias...
O pó e a rotina...
As coisas repetidas...
O café requentado...
O pão amassado...
O dia que começa...
O galo cacareja...
Varrer o quintal...
Tirar as folhas mortas...
A justiça no fio da espada...
Pátria mal-amada...
Com a corrupção amasiada...
Ah essas ruas...
De pedras mudas...
Cães velhos e doentes...
As mesmas pessoas...
Dia a pós dia...
Um desejo de não sei o quê...
Quando a lua toca-me o rosto...
Na noite escura e fria...
Lembrando de um dia ter sido amado...
Tão distante o passado...
Os amores foram poucos...
Morreram sem cuidados...
O tempo apagando...
A marca dos meus passos...
Os dias embraquecendo meus cabelos...
Agora já tão escassos...
Não passa o tempo da saudade...
Passa um nada meio acontecido...
Vivemos e morremos feridos de silêncio duro e violento...
Insistindo em dizer...
Que tudo é belo...
O ano passa, e breves são os anos...
Poucos a vida dura...
Dar sem ter...
E ter sem tirar...
Fazer por merecer já que a ruína compreende tudo...
E eu conheço bem pouco desse mundo...
Demoro demais...
Ao óbvio perceber...
Vês aqui alguma figura? Ninguém vê...
Minhas tardes envenenadas...
De um vazio por dentro...
Único a me encher o tédio...
O meu cão...
Abanando o rabo...
Construí um labirinto...
E nele me perdi...
E também nem sei...
Se dele quero sair...
Ontem eu era o mesmo...
Amanhã também serei...
Não mudo...
E nada mudarei...
Meto-me para dentro...
Fecho a janela...
Apago as luzes...
Ascendo uma vela...
Rezo pedindo uma graça...
Que amanhã seja melhor e diferente...
Mas se não for...
Saúde já me basta...
E sem pensar em mais nada...
Como e vou dormir...
Minha alma...
De tudo está cansada...
Entram noites...
Entram dias...
O pó e a rotina...
As coisas repetidas...
Sandro Paschoal Nogueira
''A Rotina Intempestiva''
Ao acordar, coloco a farda,
Me ajeito e vou para a escola,
Espero iniciar a aula.
Ao iniciar a aula, a voz do professor ecoa em minha mente,
Ao passar das aulas, as horas não dormidas me pesam rapidamente.
Ao chegar em casa, faço minhas tarefas, e depois durmo.
Quando chega o final de semana,
Minha sanidade começa a ficar em apuros,
Quando tiro meus óculos, me vejo em um mar oco,
Com apenas um relógio de ponteiro torto,
Enquanto as horas passam, minha sanidade fica cada vez mais incoerente.
E quando mais perto chega o anoitecer,
Vejo que há algo de errado com a minha mente,
E como sempre, observo a chuva cair sobre aquele mar estridente.
E de repente meu olhar está paralisado sobre o reflexo da chuva que está sobre aquele mar inconsistente,
E minha consciência que me guiava, que já estava quase desmaiada, ainda tentava me guiar,
Porém não havia mais tempo para que eu conseguisse utilizar isso, o reflexo toma vida
me olha de baixo a cima, e me pergunta "de novo isso?"
E sem esperar eu responder, dá um grito "engula seu choro, menino ridículo''
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Como um mendigo que lamenta e chora.
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Não há decreto que o faça mais doce.
Se o bem-querer não nasce por vontade,
Qualquer esforço é pura falsidade.
Rasgo, portanto, as folhas da ilusão,
Não sou o banco de outro coração!
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando afeto como vulgaridade. "Dai-me atenção", o peito assim implora,
Lembrando ao outro que ainda estamos vivos.
Mas tal súplica torna os amantes cativos,
Rogando carinho, suplicando clemência —
É o triste fim de toda a inocência. Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
O tempo e a rotina
Que o dia não corrói
O homem e a raça
A parede e a traça
O vinho e a taça
O bairro e o mundo
O universo e o infinito
Tudo parece mais bonito
Quando as coisas dão certo .
Por certo; tens de crer
Ores querido!
Para que, ao ouvir o bramido
Não seja o teu gemido de infelicidade.
O bairro venceu.
Lástima! lástima, lástima.
Mágoas a lamentar
A plateia não era...
não era definitivamente
minha!!!
050424
A rotina de quem aprende a perceber e explorar novos ângulos é próspera em possibilidades e repleta de descobertas.
Rotina?
Reflexos, reflexão... emoção.
Preencha sua rotina de felicidade e boas energias.
Dessa forma perceberemos que ser feliz é um estado de espírito e que a rotina se transformará em uma deliciosa experiência diária.
E isso se chama vida.
Sejamos movidos a descobertas
Buscando
ângulos diferentes
Transformando a rotina
Em dias surpreendentes
À procura do novo
Valorizando o passado
Respeitando a história
Agradecendo o presente
Que a rotina seja produtiva
Que mais pontes sejam construídas
Percorridas
Experiências e ideias transmitidas
Ida e volta
Volta e ida
Para amor e paz
Transitarem cada vez mais
A liberdade de fazer da rotina um agradável imprevisto
A felicidade de ser para si uma ótima companhia
A cada amanhecer um caminho a percorrer
Um novo dia, não de rotina, mas de inúmeras possibilidades a quem se dispõe a apreciar e explorar a vida
A rotina se torna interessante para quem
aprende a estar sempre atento
e se desafia
Transforma o dia a dia em mais uma forma de alegria
O prazer de viver
E agradecer
