Rotina
Ah! Onde aquele amor se perdeu?
Perdeu-se na rotina, nas pequenas indiferenças?
Na admiração que deixou de ser expressada,
no tempo implacável que acomoda os desejos?
Nos nãos, ditos sem cerimônia?
Ou nas bocas e olhos que deixaram de se encontrar?
Ou ainda, nos ouvidos desatentos
ao que antes era música para eles?
Onde foi parar aquele amor?
Cika Parolin
Sem direção, subidas e descidas nas lacunas da rotina,
se expressão uma pura emoção,
caminhos se deparam sobre tintas,
pensamentos abstraem a ideia do mistério,
jogadas na vida com formas e grafias,
surgidas de sua melodia.
É necessário criar uma rotina básica para ter sucesso em um plano, necessita elaboração e trabalho, dia após dia, um esforço constante para a conquista do almejado, esse esforço estará para o sucesso assim como o banho para o corpo, não pode ser de vez em quando, deve ser diário.
Rotina
Estava cansado do dia-a-dia
Não tive escolha
Despertador me socou
E falou
Vai trabalhar
Seu patrão precisar
Se atualizar
Trocar de carro
E você de sapatos
Vai Trabalhar
A Indústria precisa girar
E você no engarrafamento
Não pode se atrasar
Vai trabalhar
08h da manhã
Bater ponto
E final do dia
Horas extras
Para uma caloi
Pro seu filho comprar
Hey patrão
Vai se ferrar
Não precisa me escravizar
Hey Indústria
Vai se ferrar
Sem meu esforço
Vocês vão declinar
Vão se ferrar
Em horas extras
Cansei de chorar.
Rotina diaria
Amargura na alma,
Mente perdida e as pernas fracas,
Corpo clamando auforia da rotina pesada,
Conciência farta,
Exaustão cotidiana explana o limite de cada ser,
Se tu perder o controle,
O sistema controla o seu viver,
A isca é o mínimo salário,
E troca do seu suor diário,
Do seu ar cansado,
Sufocando pelo fardo do dever,
De produzir capitalismo,
E a desigualdade sempre temer,
Produzir anos de bem estar,
E se empoeirar no envelhecer,
Assim funciona a reforma na exploração,
Lágrimas evaporando de sede,
No caminho do perdão,
O quanto é pesado auto sermão,
Pecado é invejar a pobreza do irmão,
Conquistar a libertação,
É ter consciência da importância da razão,
Oco é quem se contenta com vazio,
Da falsa pregação,
Humanidade está a margem de qualquer sociedade,
É a espiritualidade do respeitar cada realidade,
Cada qual com sua verdade,
Outros como verdadeiras falsidades,
Os grandes latifundiários aplaudem,
Quando custa sua felicidade?.
(Jonathan Matheus)
Escrito por: Jhonysant (Poetasemsucesso)
Ela era uma verdadeira injeção de adrenalina em sua rotina. Ele, tão tranquilo, tentava se enquadrar em tamanha energia. Os opostos realmente se atraíam, uma de mão de tinta colorida em seu mundo acinzentado. Talvez um pouco cansado de esperar a pessoa certa, ela resolveu aparecer quando não se esperava muitas surpresas da vida, adicionando uma pitada de vida nas surpresas, nos beijos, nos olhares. Mais que o amor dos mais velhos que se amavam, havia promessa de compreensão, de carinho no penar dos dias ingratos. Preciosidade na vida do rapaz de fala macia, suave e tranquila, envolvida na ferocidade enérgica dos olhares que o deixavam inquieto. Aquela era certeza de que ela era sua tempestade enrolada na paz, e ele sua paz no meio de um tufão. Equilíbrios dos opostos.
A rotina prejudica as novidades quando elas aparecem. Quem se acostuma numa rotina, tem medo de mudar e, acaba se acomodando com o que já tem, mesmo isso sendo tão pouco.
Foram dias de vivências harmoniosas e prazerosas ao ponto que não ficarão depreciadas com a rotina imposta pelo homem.
O Chá...
Estava cansada daquela rotina
e pouco ou nada,
tinha alguma importância.
A saudade, já era passado
e o passado, uma página virada,
não existia mais.
Bebi mais uma xícara de chá
e sem nenhuma dúvida, decidi
que era hora de ir embora.
Não disse adeus,
mas tranquei a porta,
e joguei as chaves pela janela.
by/erotildes vittoria
Troco o certo pelo duvidoso.
Eu gosto de arriscar, a rotina nunca foi meu forte.
Comodidade também nunca me causou nenhum bem.
sou assim, arrisco tudo pra viver bem comigo mesma, e essa é a minha essência única.
Fim de dia!!!
Desço os degraus da rotina.
Vou pousando a caneta.
A brisa trazendo as regras do mundo.
Sopros difusos e entardecidos.
Vozes indistintas ainda vagas.
Coisas que capto sem querer.
O fim da tarde impondo-se.
Sons repletos dos outros.
Vontades além das minhas.
Gritos que não os meus.
Caminhos abrindo-se nos sons.
Pensamentos fugindo á vontade.
Pressa na luz que foge.
Tensões feitas de horários.
Aves mais silenciosas e mais raras.
Flores de outros tons.
A vida mudando de cor.
Poetas adiados.
Escritos incompletos.
Objetos que demoro a reconhecer.
A outra vida já chegando.
Os ritmos já mudando.
Ajustes sendo feitos.
Idéias a guardar em vão.
Perdida a centelha motriz.
Assumida a hora real.
A mudança que castiga.
O fim tangível do caminho.
O retorno inabalável á esperança.
O carinho da vida a dois.
Campos rasos e chãos.
Espaços abertos para a outra metade.
A mesa farta que me aguarda.
Mas, amanhã, eu volto!
"Mentir, nunca é a melhor opção, cuidado para que não vire rotina viver de mentiras, por que quando perdemos a essência da verdade perdemos a confiança esperada por todos"
