Rota

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Meu coração pirata navega pelo os mares das emoções, desbravando sempre a rota desconhecida da paixão; com ele na capitania, saqueando sentimentos e suspiros vivemos, até que um dia desses possamos nos ancorar em um porto Seguro.

O passado é mapa, não cela, uso-o para não perder a rota, ele me guia sem me aprisionar.

No enfrentamento me tornei criador de saída, saída é arte de enxergar alternativa, hoje desenho rotas onde os outros veem muralha.

Deus ensinou que o que se vai às vezes salva, perder pode abrir rota para liberdade nova, nem todo adeus é roubo, é escolha, às vezes perder é ganhar espaço para ser.

Às vezes, pensamos que deu errado, mas, na verdade, era Deus mudando a rota.


Temos a tendência de ignorar momentos, nos chatear com isso e aquilo, mas depois paramos e vemos que foi tudo permissão de Deus.

Se o caminho que segue incomoda, desvie a rota.

O piloto automático não escolhe o destino. Apenas continua seguindo a rota que foi treinado durante anos.

... a autodeterminação
é a única 'rota de fuga' que
nos resta, quando fustigados pela
apatia ou, pior ainda, pelo
medo!

Ajuste as velas, mude a rota, mas continue avançando.

Nem toda porta fechada é derrota,
nem toda multidão é a rota.
Há lugares em que Deus te faz aparecer,
e outros em que te ensina a crescer. miriamleal

Sempre que nescessário, recalcule sua rota. A viagem pode até ser mais longa. Saiba o seu destino e aproveite a viagem.


GFVF

Às vezes, é preciso desacelerar, recalcular a rota e voltar para si: se reencontrar com você mesmo na sua melhor versão — com calma, coragem e verdade.






Leriano perêirah

RECALCULANDO ROTA


Cá estou eu novamente, sentada em minha cama, olhando para o infinito, em uma sexta-feira à noite. Você deve estar se perguntando: o que uma jovem de 17 anos está fazendo em casa em um dia desses? Deveria estar, no mínimo, em uma "baladinha" qualquer. A minha resposta será um tanto avassaladora, talvez assuste muita gente por aí, mas é como me sinto de fato: diferente.


Já fui de sair muito, ter diversos amigos, paqueras, risadas, momentos bons, mas tudo mudou quando meu GPS interno recalculou a rota da minha vida. Comecei a ler, praticar muitos esportes, estudar, espiritualizar-me, focar muito mais em mim mesma. E meus amigos? Eu ainda os tinha, claro, mas de forma cada vez mais distante. Os interesses não se encaixavam mais; enquanto as conversas giravam em torno de quem ficou com quem, eu queria estar falando de livros, futuro, oportunidades e desejos puros. Para mim, não faziam sentido todas aquelas falas e, no fim, acabei sendo rejeitada por ser muito diferente. Não os julgo. Talvez eu sempre tenha sido dessa forma, mas me escondia atrás de uma pessoa que não tinha nada a ver comigo para ser aceita como uma adolescente normal em uma sociedade rasa. De fato, uma hora ou outra eu mesma iria me distanciar.


Tive de aprender a lidar com a solidão na marra, mas, com o tempo, isso virou solitude, o que é deveras diferente. Aprendi muito nesse meio-tempo. Entendi que nossa própria companhia é a que mais importa. Mas agora cheguei a uma fase da minha vida em que eu gostaria tanto de ter um grupo de amigos. E, afinal, onde vou encontrá-los? Não me encaixo em lugar nenhum. Um exemplo são os amigos que tento fazer no esporte. Descobri algo muito estranho aos meus olhos: só é seu parceiro enquanto você apresenta um desempenho inferior ao dele. Sim, eu sei, é triste.


Às vezes, tenho a impressão de que a vida virou uma disputa para ver quem é mais orgulhoso, quem tem o ego mais inflado, quem menos dá o braço a torcer. Esse é o valioso, dizem os idiotas. Aí é que eu quebro a cara. Para mim, amizade, relacionamento ou qualquer coisa que envolva o outro envolve empatia. E, quanto mais eu me importo com o sentimento dos outros, mais eu me machuco, mais pedradas levo e mais distante eu me torno.


E, se entrar no campo dos relacionamentos amorosos, aí desaba tudo. Sempre, em minha vida, eu fui um quase e nunca uma certeza. Não que eu tenha tido muitas oportunidades, mas, quando acontecia, era assim. Quando, de certa forma, me isolei do mundo, como diz meu pai, "foi o boi com a corda" de vez. Se me perguntar se sou seletiva, a resposta é óbvia: muito. Mas sei que ninguém é perfeito. Tem uns que chegam e, só de olhar, eu penso: "Não têm nada a ver comigo". Querem só rolo, "passar na cara", não pensam em construir algo maior. E há outros que, ao meu ver, seriam perfeitos, coisa rara de acontecer. E, quando acontece, na minha cabeça daria super certo, mas, aos olhos do outro, é impossível. Talvez o problema seja eu, uma pessoa que pensa demais, planeja demais, sente demais, ou talvez eu esteja em um mundo raso demais. Já nem sei mais o que pensar, realmente.


Pergunto-me todos os dias quando voltarei a ser um pouco mais normal, a ser aceita novamente, a socializar com facilidade, quando finalmente terei um namorado. Penso que possa estar destinada à solitude eterna. Apesar de tudo, no fundo eu a prefiro, mesmo doendo demais. Só quem passa por isso sabe.
Penso que boa parte da minha geração vive em torno somente de festas, bebidas, baladas, drogas e redes sociais. Nem falarei das indumentárias; complica demais. Como posso me encaixar nisso? Será possível não existir ninguém parecido comigo? Óbvio que existe, mas minhas esperanças, no momento, estão desvairadas. E, enquanto não encontro as pessoas certas para caminhar ao meu lado, continuo olhando para o infinito, ou melhor, escrevendo crônicas em uma sexta-feira à noite qualquer.

Se dizes que o meu ser é fátuo e vão,
E que a máscara cai, rota e partida,
Deixando a minha essência reduzida
À mais triste e vulgar contradição;


Se a dita lucidez é presunção,
E a minha companhia, aborrecida,
Desperta o nojo e o fel da despedida,
Aceito a tua fria conclusão.


Concedo-te a razão, sem ter vaidade:
Sou mesmo a imperfeição e o desvario,
O exemplo da fatal mediocridade.


E já que te desperto horror e frio,
Acato o teu rigor com dignidade,
E afasto-me, abraçado ao meu vazio

Quando até as pulgas abandonam as cadelas da matilha, é hora de traçar uma nova rota para os cachorros.

Mudei de rota, mas o destino ainda tem o seu nome.

" Mudar de rota não é um sinal de fracasso ou de indecisão é um sinal de extrema lucidez. É ter a coragem de olhar para o mapa da própria vida e dizer."Isso fez sentido para a pessoa que eu era ontem, mas não cabe mais na pessoa que me tornei hoje"


- Vanessa Costa Lima

A gente sofre porquê queria muito aquela rota
Mas o caminho ter mudado não significa que tudo deu errado.

Eu mudo de rota a cada dez anos porque me recuso a ser o museu de mim mesmo. Se eu não me trair de vez em quando, acabo virando estátua, e estátua só serve para os pombos da mediocridade cagarem em cima.

O sentido da vida é para a frente, mas o meu GPS existencial está recalculando a rota há dez anos.