Riso
Ela tem uma leveza na alma, uma enorme pureza e inocência no olhar e uma insana doçura naquele riso de menina mulher.
Confesso sou dono de um humor variável. Não trago aquele sorriso caricato, nem finjo aquele riso. Vivo de dramas e não escondo minha tempestiva ansiedade. Um tanto indeciso e sonhador. Um idealizador nato. Perfeccionista? Não, simplista até demais. Orgulhoso? Nem tanto. Não ostento tesouros. O simples me encanta. Vivo com o pouco que tenho. Sou dono de um egoísmo exageradamente minúsculo por luxurias. Um tanto complicado e difícil de entender. Vivo entre o amor e o ódio, mas no fundo, bem no fundo desse ódio, talvez habite um big amor reprimido. Não esbanjo simpatia. Reservo-me a ser empático sob medida. Nem mais, nem menos. Por vezes, só quero criar muros ao meu redor e viver o meu doce silêncio. Em outras, busco algo; um olhar, um riso, um passo, um abraço. Talvez, uma palavra que me resgate de minhas insanas fantasias. Alguém que segure firme minha mão e me diga: “Eu estou aqui. Não tenha medo. Tudo vai passar. Tudo passa. Eu passei! Você também vai passar”!
Sua ausência se esparrama pela casa.
Em todo lugar que olho, vejo você.
Vejo seu riso maroto,
Sua felicidade simples de menino.
Criança alegre a brincar...
Chamam os de riso frouxo de loucos, acusam os sensíveis de se depreciar ... o que podemos então atribuir aos inertes?
Dança comigo o seu coração e deixa voar a imaginação a cada passo, em cada riso, em cada respiração, uma ilusão, e viajando ao infinito tomar o seu olhar para as profundezas da alma, dança comigo para o luar refletido que deixa uma lembrança agradável Deste seu sorriso.
Que a felicidade seja constante e teu riso seja eterno.
E quando houver lágrimas o teu sorriso entre elas
te acalentará.
O choro é o começo da tempestade e
o sorriso é a certeza que o
sol brilhará de novo.
Não me peça para não senti teus olhos, teu riso oculto, tuas palavras.
Não me peça para esquecer flores, fantasias...músicas tocadas.
Como esquecer olhares, sorrisos, barulho do vento, pingos de chuvas.
Entregas disfarçadas...não quero, nem posso.
Apagar lembranças, deletar momentos, exclui passados.
Momentos são dias que se vão, que se ficam.
São segundos infinitos...são fatos vividos, fotos guardadas !
Tudo meu é solto
Meu riso,
Meus sonhos
Meu querer
Tudo meu é solto
Voa feito pássaros
Viaja feito mar
Sou ondas vindo e indo
Tudo meu é solto
Festa, dança.
Flores
No ar.
Tudo meu é solto
Amo livre
Me apaixono livre
Sinto livre
Tudo meu é solto
As folhas, o vento.
Os sonhos
Os rios.
Tudo meu é solto
O abandono,
O silêncio
O grito
Tudo meu é solto
Feito criança
Inocência
Falar.
Tudo meu é solto
A rima
Os versos
O poema
Tudo meu é solto
O canto
O pranto
A rolar
Tudo meu é solto
Passado
O agora
O que virá !
Faz o teu mundo mais colorido que o meu?! Prometo não sentir inveja, não tirar teu riso frouxo... Te juro que vou observar de longe sua graça, e de jamais trazer a tona a desgraça, que é viver aprisionado em felicidades alheias, na dependência de ter através do outro, e não de buscar dentro de si. Faz teu mundo, faz? Prometo não descolorir novamente o seu caderninho de pintar.
Canto as dores
Canto o riso,
Canto as flores, o mar.
Sou canto em versos
Prosa,
Sou pedaços em cantos
Sou em todo canto pedaços.
Pois, pois...ensinaste-me
Que quando se quer
Susbstitui
Arranja-se jeitos de jeito
Valeu,
Aos cegos precisa-se
Mostrar o caminho
Onde pisar
Em que não pisar.
E eu com esse teu riso grosso
Não perco tempo
Não viajo em risos amargos
Falsos,
Não me ganha risos frios
Não me leva
Quem não sabe sorri.
Sinto falta
Sinto falta:
Do amor que partiu,
Da luz que se apagou,
Do riso que sumiu,
Nas lágrimas de quem muito amou.
Sinto falta:
Do boa noite sussurrado,
Do beijo roubado,
Do bom dia animado,
Do jeito assanhado.
Sinto falta:
Da companhia nas travessuras,
Ou nos momentos de agruras,
Da cumplicidade no olhar,
Ou no jeito simples de amar.
Sinto falta:
De muita coisa boa,
Outras vezes só de um quê,
Ainda que fosse coisa à toa,
Mas sinto falta mesmo, é de você.
Autor: Agnaldo Borges
03/09/2014 – 00:25
Gosto do teu riso solto, daquele seu jeito desenrolado de ser. Do teu rosto amassado e daquele teu cabelo desajeitado ao amanhecer
