Risco
Se o ateísmo brasileiro não se aliar a pessoas inteligentes, com formação, corre o risco de virar algo primitivo, infantil, raivoso e reativo. Um bando de pessoas que odeiam todas as religiões, e quando confrontados, não fazem diferentes dos religiosos que eles tanto criticam. Usam falácias, espalham desinformação e não conseguem nem explicar porque o ateísmo é a base da racionalidade. Atacam inimigos que nunca foram inimigos. Claro, o ateísta não precisa ser inteligente, mas ajudaria muito a causa ateísta.
A vida é feita de prioridades. Se você não dá atenção ao que realmente importa, corre o risco de, ao final da jornada, ter acumulado muitas coisas supérfluas, mas encontrar um vazio onde deveriam estar as coisas essenciais.
Não há erro em proteger
o coração
de sofrimentos.
Todavia, se o risco
lhe for negado,
jamais saberemos
o que foi certo
ou errado
"Sair da caixa envolve o risco de trilhar dois caminhos: ou tu subirá em um altar ou tu cairá em um abismo"
Ignorar os fatos na dissolução da sinceridade assume o risco de manter-se banido do conselho que recupera danos
O que passou, passou sim!
Mas é bom recordar de vez em quando para que não se corra o risco de tropeçar nas mesmas questões e pessoas. A memória desses episódios não deve ser um gatilho, mas pode ser um alarme de segurança quando preciso.
Ao nos apegarmos a uma única batalha perdida, corremos o risco de esquecer que vencemos a guerra pelo conjunto das batalhas. A coragem de aprender com as derrotas, sem nos deslumbrarmos demasiadamente com as vitórias, é fundamental. Dessa maneira, não negamos o luto, tampouco a alegria e a festa, pois todas desempenham um papel crucial em nossa jornada.
Se uma planta doente permanece no canteiro, não corre-se o risco de ela contaminar as demais, tornando o jardim inteiro infértil? Não seria responsabilidade do jardineiro cuidar do solo e preservar a saúde coletiva?
Queria te falar o que tenho
No fundo do meu coração,
Sem correr o risco de perder,
Do meu viver,
A razão.
Sobre o risco de não ser
Há quem passe a vida
a desejar outro lugar,
outra pele,
outro nome.
Acredita que será mais inteiro
se for como os outros,
se parecer com os que brilham,
se for aceite
nos salões onde se aplaude o vazio
como se fosse grandeza.
Mas o que brilha
nem sempre ilumina.
E o que parece
quase nunca é.
O esforço de parecer
rouba a paz de ser.
E quando se apaga a chama
do que nos tornava únicos,
fica apenas o eco
de quem já não sabe quem é,
nem para onde voltar.
Não há perda maior
do que perder-se de si mesmo.
Não há engano mais cruel
do que acreditar
que a dignidade depende do olhar dos outros.
Ser quem se é
— com verdade, com firmeza, com simplicidade —
é tarefa para os que recusam dobrar-se
à mentira do mundo.
É caminho sem prémios,
mas com sentido.
E só o sentido,
mesmo que nos isole,
nos salva do nada.
Quem rejeita a sua natureza
para caber onde não pertence,
corre o risco de não pertencer a parte nenhuma.
Nem aos outros,
nem a si.
Cuidado com a ilusão dos que se dizem grandes,
mas vivem de fingimento e vaidade.
Ser visto não é o mesmo que ser verdadeiro.
Ser aplaudido não é o mesmo que ser digno.
Acredito que não nascemos para caber em moldes.
Nascemos para ser inteiros.
A dignidade,
se é que tem morada,
não vive nos olhos dos outros.
Vive, talvez,
na coerência secreta
entre o que se sente
e o que se é.
E há uma solidão peculiar
em já não pertencer
nem ao mundo que se tentou imitar,
nem ao que se abandonou.
O que assusta não é falhar —
é perder-se no caminho
por ter querido ser outro,
sem nunca ter sido inteiro.
