Rimas de Amor Engraçadas
Não se ache, tenha certeza! Seja você, se garanta. Seja a primeira a se admirar, se amar, valorizar e querer bem. Caso contrário ninguém o fará.
Amar é desejar ser primavera sem haver flores. É desejar ser luz em tempos de trevas. É desejar voar sem ter asas, mas, antes de tudo, é desejar ser completo quando se é metade.
De todos os substantivos escolhi teu nome. De todos os verbos escolhi amar. De todas as mulheres escolhi você.
Ele é um sonho que eu nunca ia querer sonhar
Uma pessoa impossível de amar
Mas alguém que valeria a pena tentar.
"Meu coração me obrigas a te amar e minha lógica a te odiar, então não sou eu que te amas e nem tão pouco te odeia. Mas tudo sinto, porque somos só brinquedos nas mãos do destino."
Me apaixonei por uma mulher complicada demais para amar
Me apaixonei por um caos com olhos de mar,
um vendaval que beija e depois devasta.
Ela era espinho disfarçado em flor,
era ausência mesmo quando bastava.
Cada palavra sua era um labirinto,
e seu silêncio — ainda mais profundo.
Amava como quem se defende,
fugia mesmo ficando por um segundo.
Tentava tocá-la, mas ela era brasa,
e eu, tolo, insistia em arder.
Pois mesmo sendo dor que cansa,
era nela que eu queria viver.
Não sei se um dia fui amado,
mas fui inteiro enquanto tentei.
Porque há beleza naquilo que destrói
e mesmo assim… me apaixonei.
O grande segredo da vida hoje me parece ser poder amar todos os passarinhos sem ter gaiolas para lhes guardar, amar todas as crianças de todas as culturas sem ter tido um filho algum para se espelhar, amar todas as flores de todas as cores mas nunca ter tido um jarro imperfeito algum por mais belo que fosse para enfeitar, amar todas as mulheres sem ter encontrado meu par perfeito para casar, amar todos os lugares do mundo sem ter tido a oportunidade de viajar, amar todas as musicas mesmo se nunca aprendeu um pequeno instrumento tocar, amar a mais ampla liberdade mesmo que tenha nascido cativo sem saber voar mas veio com a grande virtude de ousar pelo pensamento e sem limites sonhar.
Liberdade de pensar, sempre. Liberdade de falar, nem sempre. Liberdade para amar por toda eternidade.
A beleza da vida é receber com carinho o novo, amar todas novas cores e as novas formas, colorir e reformar mais um pouco nossa forma acomodada de ser e nossa possível monocromática persistência.
Hoje em dia é muito mais fácil querer o bem do planeta, ecologicamente sustentável do que amar e compreender o próximo diferente, que vive ao seu lado.
Amar a si próprio, é o erro o pecado e acerto, o caminho.
É uma porrada no coração.
É se ver criança e dizer: calma vai dar tudo certo, vou ti proteger!
Sou como a pena que descai o semblante.
De súbito, te afogo em um afago.
Quem poderia amar mais que um homem que beija teu ventre?
“A Liturgia da Dor:
Quando Amar é Sofrer em Vida pelo Ser Amado”
Texto filosófico e psicológico.
Amar é sofrer em vida não por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autêntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que é efêmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar é querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; é suplicar à eternidade que não nos apague da memória de quem amamos.
Há uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lúcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisível de um afeto que o mundo não compreende. Vive entre o êxtase e o abismo, entre o beijo e a renúncia. Freud chamaria isso de ambivalência afetiva: a coexistência de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas há algo mais profundo algo que a psicologia talvez não alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, é sempre um sacrifício voluntário.
Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura é breve, que o corpo é pó e que toda promessa humana é feita sobre ruínas. Esse sofrimento não é patológico, mas metafísico: é o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar à realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.
Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor é a mais bela forma de tragédia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar é afirmar a vida apesar do sofrimento, é dizer “sim” à existência, mesmo sabendo que o objeto amado um dia há de desaparecer. É um heroísmo silencioso, uma luta contra o absurdo.
Mas há também o lado sombrio o amor que se torna cárcere, o sentimento que se alimenta do próprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mártir, mas o filósofo o vê como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que só oferece fragmentos. O sofrimento, então, torna-se o altar onde o amante consagra sua fé.
“Amar é sofrer em vida pelo ser amado” eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. É morrer um pouco a cada ausência, é carregar dentro de si a presença que já não se tem. O amor, quando verdadeiro, não busca recompensa: ele é em si o próprio sacrifício.
E talvez seja esse o segredo trágico e belo da existência: somente quem amou até sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor é o único sofrimento que salva, a única dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
Epílogo:
“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”
PrimaverAMAR
encantei-me com seu olhar,
vi flores no caminho
e imaginei o seu corpo
com um perfume peculiar...
é o cheiro do amor
que paira no ar...
é a primavera que acabou de chegar!
