Rima de Amor
Cordel das Bibliotecas
Vou contar nessa toada
Com rima e inspiração,
De leitura bem falada,
Que nos traz formação.
Ler um livro é ter viagem
Sem precisar de avião.
Quem comanda essa missão
Com saber e com valor
É a Pedro Calmon,
Que trabalha com amor.
Dá suporte e fortalece
Cada espaço acolhedor.
A de Anísio Teixeira
É morada do saber,
Onde a luz da educação
Sempre brilha a florescer.
Seu legado é tão forte
Que jamais vai se perder.
Lá na Thales de Azevedo,
Com estudo e devoção,
Cada página é um segredo,
É porta para evolução.
Pra quem busca conhecimento,
Não existe limitação.
Na Monteiro Lobato
O encanto vem primeiro,
Pois criança bem-letrada
Tem futuro verdadeiro.
Entre muitas fantasias,,
O saber vira roteiro.
A Juracy Magalhães
Faz bonito seu papel,
Com histórias tão diversas
E um acervo sem tropel.
Cada estante é um tesouro,
Cada livro é um troféu.
E a Biblioteca Central
No seu posto de farol,
Tem riqueza sem igual,
Como estrela lá no sol.
Conhecimento brilhando
Num eterno arrebol.
Seja estudo ou poesia,
Cada qual tem seu valor.
Livro é chama acesa
Que ilumina o leitor.
Salve as bibliotecas,
Nosso espaço inspirador!
A filosofia é a comédia da vida. O comediante da atenção aos detalhes que compõem uma boa rima, o filósofo da atenção aos detalhes que compõem o sentido da vida.
Poeta, quando te livrares
da ilusão arcaica da rima
saberás compreender
o enigma que Ariadne,
a musa de Apolo
te soprar...
....então serás capaz
de alcançar uma obra-prima...
Para o poeta, a rima é uma possibilidade, não uma necessidade!
Não é poesia aquilo que a rima obriga, por linhas melódicas, mas a soma das duas essências, poeta e poesia.
Evan do Carmo
Sou verso sem rima
Que tenta se expressar
Sou música e melodia
Tentando te encantar
Sou estrada sem destino
Que percorre sem saber
Um sonho a realizar
Lutando para acontecer
Sou alma solitária
Em busca de um abrigo
Sou coração que procura
Um abraço de um amigo
Sou pequena em imensidão
Destemido em força e voz
Sou a poeira que dança no caos
Facho de luz, aquarela azul-lilás
Buscando a inspiração
e a rima sonora perfeita
pelos portais do tempo,
fui construir um exílio
na Lua pro meu coração,...
Por não querer nunca
e nem de longe
parecer com este mundo
que exalta quem
aprecia viver sem emoção;
Acariciando a delicada
felina no meu colo,
e tal como a chuva fina
que caindo sobre cidade,
muito além desta tarde
venho te esperando,...
Com todas as mais de mil
e uma noites de amor,
que tens para ofertar
sob a abóbada estrelada
o teu coração me entregar.
Optando assim seguir
por um caminho interior
para que este inverno não
deixe em mim perder
esta primavera em frescor.
Letra do poema
de Lindolf Bell
espalhado no chão,
Rima inabalável,
Canção romântica
tocando na rádio,...
Sonho possível
da constelação,
Maruja pós-abolição,
e estrela-do-mar
no mistério do coração;
Mural artístico
da tranquila cidade;
Atlântica verdade
do verde do Montanhão,
Da Lua a personificação,
dizendo não aos últimos
campos de concentração,
Beijos de namorados
no banco da praça,...
Um futuro de libertação
para a América do Sul
insistindo crer sem ver,
mesmo neste anoitecer.
Cada rima minha
tem a ligeireza
de uma Cutia,
Eu sou Poetisa,
e se você prestar
atenção escrevo
mais de uma
poesia todo dia.
A minha poesia
é Barraca do beijo
sem preço,
Celebro a rima
com o teu desejo
que me brinca
e inteiro te beijo.
A arte postal
em poemóbiles
ágeis é a rima
andaluz que em ti
sempre me seduz,
Vem comigo,
vamos escrevendo,
Somos poetas
nos conhecendo...
A rima que se pedala
as palavras dos poetas
nas estrofes é aquela
que se chama bicicleta,
Ela é só para quem sabe ler
sem ver a alma secreta
das coisas e das pessoas
sem oferecer garupa e acerta.
Choro
É ao menos o quê dizem
que nasceu xoro, xolo
e depois virou choro,
e rima com a palavra coro.
Para a alma o Choro
canta e toca mansinho
como o passarinho
e até como o riachinho.
O Choro sempre
tira a nossa cabeça
e o coração
no meio do turbilhão.
O Choro não é somente
sobre a minha ou a sua tristeza,
ele sabe colocar a sutileza
e todas as cartas na mesa,
O Choro nasceu música
para fazer cantar quem estiver
numa festa, numa mesa de bar
ou até junto de uma multidão.
No escuro,
Sem espanto,
E com agradecimento
Que no momento
Que me faltarem
A letra, a rima
E o verso:
Sempre haverão
Poetas bem
Melhores do que eu.
Porque desse canto
Muito discreto,
Embalo entre os lábios
O assobio para chamar
A liberdade que sempre
Te pertenceu.
A dor da saudade
não rima com nada
além do absurdo
que tem crescido,
E anda golpeando
em absoluto
os corações dos filhos
dos presos políticos,
É desse jeito que para
todos assim tem sido,
É da minha janela
que tenho sempre visto:
A consciência não
permite fingir
que não é comigo,
Em pleno Natal
nada se sabe o quê
vem acontecendo com
os presos de consciência,
Não me permito viver
do mal da indiferença,
nada mais se sabe do General.
