Retribuindo uma Amizade

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Olho para ti hoje e vejo uma história que nenhum livro seria capaz de narrar com a devida justiça. Passamos pelo vale mais sombrio que o destino poderia ter colocado em nosso caminho, e é sobre essa jornada que preciso falar.
Lembro-me de cada detalhe daquele dia em que o mundo pareceu parar. O diagnóstico, as palavras técnicas, o medo que gelou a alma. Vi o teu brilho vacilar, vi o cansaço roubar-te o sorriso e a dor tentar convencer-te de que eras um fardo. Mas quero que saibas, agora e para sempre, que tu nunca foste um peso. Tu foste, e és, a minha âncora e o meu propósito.
Houve momentos em que o desespero sussurrou no teu ouvido para que me deixasses ir, alegando que eu merecia alguém 'inteira'. Mal sabias tu que, mesmo em pedaços, tu eras a única pessoa que me completava. Lutar ao teu lado, carregar-te quando as tuas pernas falhavam e transformar cada pequena vitória numa celebração foi a maior honra da minha vida. Aprendi que amar não é apenas desfrutar dos dias de sol, mas segurar a lanterna com firmeza quando a escuridão parece eterna.
Hoje, quando vejo a tua superação, a força que renasceu e a vida que insiste em florescer novamente, sinto um orgulho que não cabe no peito. As cicatrizes que a luta deixou não são marcas de derrota, mas sim as tuas medalhas de honra. Elas contam a história de uma mulher inquebrável e de um amor que se provou no fogo.
Vencemos. Não apenas a doença, mas o medo e a incerteza. Saímos deste abismo mais fortes, mais unidos e com a certeza de que nada neste mundo pode apagar o que construímos. Obrigado por me deixares lutar por ti, e obrigado por lutares por nós.
Com todo o meu amor, para além do tempo e de qualquer dor.

Dizem que o amor é uma ponte, mas descobri que a minha só chegava até a metade. Do outro lado, encontrei apenas o silêncio. É estranho como o coração insiste em bater forte por alguém que já seguiu em frente, como se houvesse uma esperança escondida em cada lembrança nossa.
Mas a verdade é que não se vive de lembranças. Amar você foi fácil; difícil é desaprender a te procurar em tudo. Hoje, eu me despeço não do que tivemos, mas do que eu achei que poderíamos ter sido. Fico com a paz de saber que amei de verdade, com toda a intensidade que eu tinha, mesmo que eu tenha sido o único a cruzar essa ponte.

Sabe, não é apenas uma vontade passageira de te ver. É um desejo profundo de te encontrar no olhar e sentir aquele instante raro em que o mundo lá fora finalmente silencia. É como se, na sua presença, todos os ruídos e a correria do dia a dia deixassem de ter importância, e apenas o "nós" fizesse sentido.
​Eu sinto falta da sua calma. Do seu jeito de estar no mundo, que tem o poder quase mágico de organizar a confusão que, às vezes, se instala aqui dentro de mim. O que eu sinto por você é um porto seguro; é a vontade de te abraçar como quem segura o mundo inteiro no peito, sem pressa e sem medo, fazendo o tempo parar só para a gente.
​Não espero grandes planos ou promessas mirabolantes. O que eu mais quero é o simples: estar contigo. Partilhar aquele silêncio bom que só quem se quer de verdade consegue entender.
​No fim das contas, percebi que não é só uma vontade. É você. É você que eu quero aqui, comigo, exatamente do jeito que você é.

O compromisso é uma virtude que encanta e revela a essência da sua personalidade.

A tua voz embeleza a manhã, Lábios cor-de- maçã, Sedução nada vã, O sonho flui de uma forma que já até sinto o teu aroma de hortelã.

Querendo viver

uma vida normal

ouvindo o som

de Miss Anthropocene

na minha sala

ao redor deste

isolamento social,



Parece piada

por aqui eu li

que 'o dilema

é bíblico',

há quem defenda

trabalhar,

há quem defenda

ficar em casa,

e até agora nada

está resolvido;



Apenas o quê

me resta é

ficar reclusa,

dançar a música

na mais plena

figuração

da linguagem,

escrever poemas

sobre a Lua

para não morrer

de doença

ou ir para a cadeia,



Esperando sigo

perguntando

qual será a próxima cena,

porque quem lambe

a borda da taça,

a alma não cala

e não busca

por 'indulgência' barata.

Negro, esguio, barbudo,
aparentando ter uma idade avançada,
com o seu chapéu de palha trançada
de maneira incomum e delicada,
com suas roupas de algodão,
e com vários assuntos na ponta língua.


Janjão caminhava muito o dia todo,
com o seu cajado e com um saco
enorme nas costas repleto de soluções,
para todas as classes e estações:
Nunca o vi exaltado ou reclamando,
não havia quem não o saudasse,
e não adiantava nem mesmo
oferecer caronas, pois rejeitava todas.


Acreditava que ficaria mal acostumado,
e dizia que se parasse de caminhar
a morte o alcançaria muito mais rápido.


Até hoje não sei como levava
o mundo nas costas o dia inteiro,
dentro daquele saco nada murchava,
o quê era de horta e as ervas medicinais
até pareciam colhidas na hora;
Sem contar os objetos de madeira
pacientemente esculpidos
que mostrava todo orgulhoso.


Todos compravam com ele,
o povo e os doutores
que tinham os seus sítios,
e quem não pudesse pagar,
Ele dizia para pegar o quê
quisesse sem se preocupar.


A sabedoria dele era sem falha,
parecia que Deus através
dele quando conosco conversava.


Nós como crianças gostávamos
de ir até ele para conversar,
para viver a aventura do caminho
que levava para a casa dele,
e que parecia mais um
jardim botânico paralelo
ao rio completamente cristalino,
Tudo ali era plantado
por ele e sem nenhum equívoco.

Ele era uma figura misteriosa,
um mulato de beleza única,
com um corpo musculoso,
olhos verdes andando,
fala aveludada e respeitoso.


Com o seu cavalo bem cuidado,
ele um autêntico peão brasileiro,
o nome dele era Dario,
que mantinha o orgulho elevado
do ofício desempenhado,
e rezava com fervor inigualável
o Santo Rosário em dedicação
à Nossa Senhora de Aparecida.


Eu ainda bem menina dava
um trabalho danado
junto com as crianças da vizinhança,
a nossa infância era além
muito do pé no barro,
mas os cabelos também por nossa
própria obra era alcançado.


E assim pela estrada a gente fugia,
ele sempre muito paciente
depois de tudo o quê fazia,
e se fosse preciso párava tudo,
para acompanhar as Mães
em busca intrépida de cada
um por toda a estrada vazia.


Não tem como eu me
esquecer destas inúmeras
vezes quando na porta
de casa ele um por um trazia,
ou quando ele passava
sem montado com o seu Baio
e me via pela estrada,
e prontamente dizia:

- Já para casa, menina!


...


Nota da Poetisa sobre a palavra "mulato":


​"O termo 'mulato' utilizado para descrever Dario neste poema é uma escolha deliberada e histórica, fiel à linguagem da época e da região das minhas memórias de infância. Naquele contexto, a palavra era o descritivo de sua ascendência mista e da sua beleza singular. Longe de qualquer intenção de depreciação, a figura de Dario é celebrada aqui em toda a sua dignidade e força. O uso é uma homenagem à sua pessoa, e não uma adesão ao peso pejorativo e racista que o termo carrega historicamente."

Instruir e blindar os âmagos
para acrisolar as influências
externas e transformar uma
por uma em mansuetude,
para não cair nos braços
deste mundo que nos ilude.


Permitir que a saliva seja
a velatura e o sussurrante
nos cubra com o amavio
lenitivo que com o alento
seduza e com rara seda
coloque em quiescência.


Atrair com convencimento
para colher pequis juntos
pequis no quintal dos fundos,
para sedutoramente plantar
os tremores amáveis rotundos
e espasmos mais profundos.

Ciente que Jesus nasceu sob a "Pax Romana" baixo uma ocupação colonial com alto emprego de força militar.


Sem deixar de lado os demais países que estão em conflito armado, e que somam 60 países, elegi citar os países que estão em conflito de alta intensidade e que são eles: Palestina, Líbano, Myanmar, República Democrática do Congo, Sudão, Síria e Ucrânia, para lembrar que Natal é presépio, e que se Jesus escolhesse nascer em 2025 ele nasceria em algum desses países.


O quê estou querendo dizer com isso? Hoje aqui no Brasil e nos demais países da América do Sul, ainda desfrutamos da paz que esses países não tiveram escolha, nos esforcemos para continuar em paz.


Estimo um Feliz Natal à todos e votos de paz mundial!

São Jorge da Capadócia,
sozinho derrotaste o dragão,
Peço do fundo do coração
que de uma vez por todas
ajude a terminar com a ocupação
nos Territórios Palestinos,
para que o povo desfrute da pacificação.

Não existe na História da Humanidade sequer uma intervenção militar unilateral que tenha alcançado o êxito de solucionar um problema político ou de ordem humanitária.

A desumanização de um
povo até a total destruição,
nunca foi uma construção
do dia para noite
em nenhum lugar do mundo,
O ardil da insistência
cansa e cala parar criar
a perigosa habituação,
e até mesmo a conformação.


Tu és feito de realidade,
não autorize que criem
um diferente cenário,
Quero que seja você o soldado
solitário armado com a palavra
e a pacificação no fogo cruzado
das trincheiras da comunicação,
para não se render a silenciação.


A gravidade tem mostrado
que não precisa de prova
do que tem sido reverberado,
e que em nenhuma hipótese
será regra permanecer calado;
Porque sempre a cada nova
guerra pelo mundo afora
a cautela tem convocado.


Zelar pela reputação coletiva
significa zelar pela sua reputação,
diante desta época de abdicação
voluntária da inteligência natural;
Dependendo do assunto,
não acredite que ignorar basta,
para deixar cair no esquecimento,
é permitir agir livremente o veneno.


Quem eleger por conforto
ficar com a boca fechada,
não poderá falar mais nada,
Não é de censura que estou falando,
mas de calúnias espalhadas
como travesseiros de penas
sendo rasgados em tempo real.

O aroma de Jambu Air
maduro e fresco,
Os teus lábios fazem
festa e desejo.


...


Uma Bunga Kantan
você me deu,
O amor teu
o peito acolheu.


...


Rafflesia desabrochada
pelo caminho que levam
para os teus olhos aos meus,
Poética e benção magnífica
que o Misericordioso Deus
generosamente me concedeu.

Conto uma Bunga Akar Kuning
por uma como quem despreocupada
conta muitas estrelas douradas
na Via Láctea sem me importar
como o tempo por mim passa,
Sou o poeta exilado que conta
versos nos poemas no silêncio
d'alma inspirados pelo tempo
inventado do Homem como remédio.
...


Bunga Jejarum
floresce no caminho,
Nos teus olhos
está escrito o destino,
E no meu coração
o quanto pressinto.


...


Bunga Tasbih esplendente
tal qual o coração
que pelo teu amor sente,
Tudo entre nós é crescente.
...


Anggerek Ungu florescendo
serena enquanto outros
querem se sobressair uns aos outros,
Sou como ela que não
se permite nada que interrompa
o seu florescimento,
sem me importar quanto tempo,
e sem temer o esquecimento.

Das heranças vivas
nas minhas veias
sei uma por uma,
O quê é e o quê
não é indígena,
tal qual o quê é
e o quê não é nativa;
Não menos bonita,
e confessamente
encantadora como
a Chuva-de-Ouro
de terras distantes,
que fascina a visão
e inunda o coração
fascinando a estação
com a sua floração.

Uma parte de mim
descansa por saber
que leva em si a tradição
entre belas montanhas,
sem perder esperanças.


Nasceu capaz de sair
muito antes da Primavera,
se for preciso fazer guerra
contra qualquer guerra,
e contra qualquer quimera.


Jamais por escolha
e nem por ter nascido
forjado para a guerra,
e sim por amor à terra,
nenhum pouco efêmera.


Com o brilho cortante
da estrela mais brilhante
do rigoroso Inverno
e nascido tão belo,
que ouso chamar
de meu o seu Universo.

“O diagnóstico não deve ser uma sentença; deve ser uma porta aberta para o cuidado.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A pessoa com TAG não quer sofrer; ela quer descansar de uma mente que aprendeu a vigiar demais.”
Do livro Transtorno de Ansiedade Generalizada, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“Toda criança em sofrimento pede, antes de um rótulo, uma presença capaz de escutar o que ela ainda não sabe dizer.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.