Resolver
"Deus não vai te tirar de um problema antes que você esteja preparado para resolver os outros que estão por vir."
"Quando eu resolver isso, finalmente estarei tranquila."
E então aparece outro problema.
Você atravessa uma dificuldade e encontra outra.
Resolve uma questão e surge outra.
Você não precisa resolver a vida inteira hoje; precisa apenas evitar que o medo decida tudo por você.
Nem sempre podemos resolver as dificuldades de quem gostamos, mas podemos estar presentes, podemos ouvir e fazer sorrir. E, quando precisar, fique sabendo que existe alguém que realmente se importa e que moveria céus e terra para te ver feliz.
POR QUE PESSOAS INTELIGENTES TAMBÉM TOMAM DECISÕES RUINS?
Inteligência ajuda a resolver problemas.
Mas existe um problema que a inteligência, sozinha, não resolve: o que fazemos com a própria inteligência.
Uma pessoa cognitivamente sofisticada pode analisar cenários complexos, compreender argumentos difíceis e construir justificativas extremamente elaboradas.
Essa capacidade pode ajudá-la a encontrar a verdade. Também pode ajudá-la a defender aquilo em que deseja acreditar.
Quanto maior a capacidade argumentativa, maior pode ser a capacidade de racionalização.
Não usamos nossa inteligência apenas para revisar crenças. Também podemos usá-la para protegê-las.
Por isso, inteligência e discernimento não são sinônimos.
Uma pessoa pode possuir enorme capacidade de processamento e atribuir pesos inadequados às informações que processa. Pode compreender perfeitamente um argumento e recusá-lo por razões identitárias. Pode reconhecer probabilidades e agir impulsivamente.
A pergunta, portanto, não é apenas quanto conseguimos pensar.
É como regulamos aquilo que participa do pensamento.
Discernimento não compete com inteligência. Opera sobre outra dimensão.
Ele pergunta quais elementos devem participar de uma decisão, quanto devem pesar e quando uma interpretação precisa perder autoridade.
Talvez por isso pessoas extremamente inteligentes também consigam cometer erros extremamente sofisticados.
A inteligência pode construir caminhos. Mas não determina, sozinha, qual caminho merece ser seguido.
Pensar muito não garante pensar bem. E pensar bem não garante discernir o que deve governar a decisão.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
POR QUE RECEBER UMA RESPOSTA NÃO SIGNIFICA TER APRENDIDO?
Uma resposta pode resolver uma pergunta sem desenvolver a capacidade necessária para resolvê-la novamente.
Essa diferença tornou-se especialmente importante em um mundo no qual respostas estão disponíveis em segundos.
Podemos perguntar a uma pessoa. Pesquisar na internet. Consultar um vídeo. Usar inteligência artificial. Copiar um procedimento.
E chegar à resposta correta.
Mas existe uma pergunta posterior: se retirarmos a ajuda, o que permanece?
Desempenho assistido e competência independente não são necessariamente a mesma coisa.
Uma ferramenta pode ampliar aquilo que conseguimos realizar enquanto está presente sem garantir que a capacidade correspondente tenha sido incorporada.
Isso não torna a ferramenta ruim.
O problema surge quando confundimos o resultado produzido pela interação com a competência possuída pelo indivíduo.
Saber usar uma resposta não significa necessariamente saber avaliá-la. Saber avaliá-la não significa necessariamente ter aprendido com ela. E aprender com auxílio não significa necessariamente conseguir executar a tarefa depois que o auxílio desaparece.
Essas diferenças são fundamentais para pensar educação e inteligência artificial.
A pergunta educacional do futuro não deveria ser apenas: “O aluno conseguiu fazer?”
Precisamos acrescentar: “Conseguiu fazer com quê? Conseguiu verificar? Aprendeu durante o processo? Conseguiria fazer depois?”
Talvez a tecnologia não esteja apenas mudando as respostas disponíveis.
Está obrigando a educação a definir novamente o que entende por competência.
Quando a ferramenta sai da sala, descobrimos o que ficou dentro do aluno.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
Uma sociedade pode alterar suas leis inúmeras vezes sem resolver a questão fundamental sobre a qual todas elas foram construídas.
Toda instituição jurídica nasce para resolver um problema e pode, com o tempo, tornar-se parte do problema que deveria resolver.
A escrita, para mim, funciona como elaboração. Não no sentido de resolver, mas de dar forma ao que antes era difuso.
Debbie Villela
"O mercado de um trilhão de dólares não está em vender o que já existe, mas em resolver um problema que hoje consideramos 'impossível'."
"Não criamos produtos para resolver problemas existentes. Nós construímos ecossistemas tão avançados que tornam os problemas antigos irrelevantes."
O sucesso financeiro duradouro é a consequência inevitável de resolver dores reais de pessoas reais, sem jamais negociar os seus princípios.
Oculta a incapacidade de resolver a própria vida atacando a de quem está ao redor, achando que diminuir os outros a eleva a algum lugar.
A consciência da morte pode aprofundar a vida sem resolver o destino da consciência depois que o corpo se extingue.
A crença de que os outros devem resolver os problemas do mundo isenta falsamente a consciência de cada um.
Os dois grandes problemas que o homem deve resolver:
1️⃣ O problema espiritual 🙏
2️⃣ O problema financeiro 💰
#paulo.dgt 🤔
Há uma angústia silenciosa que se instala quando se percebe que já não se consegue resolver sozinho boa parte da própria vida. Não é apenas a dificuldade prática que pesa, mas a sensação profunda de invalidez, como se algo essencial tivesse sido retirado sem aviso. A autonomia, antes natural, passa a ser um privilégio distante, e cada decisão depende de terceiros, de permissões, de circunstâncias que fogem ao controle.
Essa condição corrói por dentro. O indivíduo sente-se diminuído, não por falta de vontade ou capacidade intelectual, mas por estar aprisionado a limites que não escolheu. Surge a frustração de querer agir e não poder, de saber o que precisa ser feito e ainda assim permanecer imóvel. A dependência forçada fere o orgulho, a identidade e a dignidade, criando um conflito constante entre o desejo de reagir e a realidade que impede qualquer movimento efetivo.
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