Renascer Carlos Drummon de Andrade
Parábola do Futebol
Certa vez em uma vila rural do interior havia uma criança as margens de um campo, enquanto cortava toras de madeira utilizando uma faca, um homem aproximou e disse:
– Ei garoto o que está fazendo?
O jovem garoto de aproximadamente quatro anos respondeu:
– Estou construindo um campo de futebol, e estas madeiras serão as traves(gol) do meu campo.
Aquele homem que entendia muito de futebol, o indagou: O que você entende das regras de futebol?
E rapidamente ele respondeu:
– Sem traves não há campo de futebol.
Moral da história:
Em uma sociedade, composta de várias regras e leis, os governantes estão negligenciando o básico para a sobrevivência e sustentabilidade das gerações futuras. A ganância e a busca por geração de renda a qualquer custo está destruindo a sociedade, os princípios e a natureza.
Sem ação as leis são apenas papéis.
A educação de qualidade é uma busca constante de conhecimentos, que por sua vez são postos em reação com práxis e podem possibilitar uma nova forma de gerir as instituições de ensino.
Quando refletimos a respeito das ações do coordenador pedagógico, estamos colocando em foco um elo da práxis do pedagogo.
Um profissional que tem clara a sua função e os desafios que a mesma lhe propõe, consegue com mais facilidade conduzir a equipe com que atua.
Estar coordenador pedagógico em uma instituição de ensino público tem sido para mim uma experiência excepcional, uma vez que tem possibilitado o meu crescimento profissional e me mostrado os caminhos de mediação com os pais, funcionários, alunos e corpo docente. Para mim, estar coordenador é abraçar a responsabilidade de incentivar a consolidação do projeto escolar, que se constitui a bússola norteadora da construção cognitiva. É comprometer-se com formação continuada dos docentes e com o ensino de qualidade dentro da escola.
Aprendi a ver o trabalho da coordenação com outros olhos, percebendo o coordenador pedagógico como o responsável pela dinâmica do espaço escolar, garantindo assim uma prática pedagógica reflexiva e socializadora, afim de que se possa superar os obstáculos e contribuir para que experiências positivas de educação aconteçam no interior e fora da escola.
o coordenador pedagógico sempre teve uma atuação profundamente controladora e, por conta disso, percebemos certo desconforto quanto à prática desse profissional dentro das escolas. Assim, seu trabalho deve se caracterizar pelo estabelecimento de parcerias e pelo diálogo como método.
A função de coordenador pedagógico é estar disposto em seu dia a dia e contribuir para a dinamização das ações cognoscentes que se efetivam no espaço escolar, tendo em mente que esse tipo de gestão se faz com pessoas e não com prédios e artefatos.
Antes de apresentar algumas ideias sobre gestão democrática, faz-se necessário ressaltar que a mesma não existe sem comprometimento, respeito e amor, e como escreve Freire com muita propriedade, um amor que não subjuga o outro, mas que promove e dá autonomia na práxis, e isso só é possível por se tratar de uma relação de consciências humanas.
A consciência possibilita ao homem pensar o mundo que o rodeia e é nela que estão enraizados o sentimento de existência.
Organizar o trabalho pedagógico em escola pública não é uma tarefa fácil, é algo abrangente, requer uma formação de boa qualidade além de exigir do coordenador um trabalho coletivo que busque incessantemente a autonomia, liberdade, emancipação e a participação na construção do projeto político-pedagógico.
O MST defende um programa de desenvolvimento para o Brasil, que priorize a solução dos problemas do povo, por meio da distribuição da terra, criação de empregos, geração de renda, acesso a educação, saúde, produção e fornecimento de alimentos.
Somos seres livres. Mas até que ponto vai a nossa liberdade? Quais as opções de liberdade que a sociedade que criamos nos dá? Somos livres dentro de um conjunto de direitos e deveres, atribuições estas inerentes aos indivíduos de uma sociedade.
O processo pedagógico de tornar-se um professor um professor contador de histórias, requer necessariamente do olhar do outro. É esse olhar do outro, que sempre se mostra muito aguçado que irá dar formas, e aperfeiçoar o nosso fazer pedagógico de contar história.
Não podemos reduzir um texto literário, poético, ficcional e aplicador da imaginação a uma mensagem única, exclusivista e especifica
Gestão escolar competente é, pois sinônimo da capacidade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos, saberes empíricos, capacidades, informações, instrumentos tecnológicos, dinâmicas e pessoas para liderar uma série de cenários que se instalam em favor do desenvolvimento cognitivo.
Em meio a luta social em que estão inseridas as escolas do MST é impossível pensar um currículo que saia somente da escola para os seus atores. Que seja elaborado a partir de um único referencial ou entre quatro paredes. Numa escola do campo não se constrói currículo entre os muros da escola, sua formação vem de todo contexto social, político e real dos atores envolvidos. Também não se vê o currículo como conteúdos a serem seguidos, pois de acordo como os números estatísticos o Fracasso Escolar é real e significativo e o motivo desses dados é funcionalidade da escola.
O ser humano ao longo de sua existência foi construindo um sistema de relação com os demais de sua espécie, e por ser um ser social inatamente, desenvolveu também a vida em sociedade. Podemos afirmar que nós seres humanos nascemos e vivemos em sociedade porque necessitamos uns dos outros para darmos continuidade em nossa própria existência, assim indivíduo e sociedade faz parte da mesma trama que se recria todos os dias. O fato de precisarmos uns dos outros não significa que não temos autonomia, mas reforça a nossa capacidade de se organizar mediante as relações humanas e os desafios que a vida nos oferece.
Podemos dizer que o trabalho existe para satisfazer as necessidades humanas, desde as mais simples, como as de alimento, vestimenta e abrigo, até as mais complexas, como as de lazer, crenças e fantasias. E se o trabalho existe para satisfazer nossas necessidades, fomos nós que o inventamos. No entanto, essa atividade humana nem sempre teve o mesmo significado, a mesma organização e o mesmo valor.
