Remorso do Filho Ingrato
0172 " 'Está trabalhando?' Perguntou o pai furioso ao filho amoroso. 'Por quê? O senhor está empregando?' Respondeu (perguntando) o filho paciente ao pai insistente!"
0554 "O filho fez 9 Anos e minha amiga fez a festa dele no Chão de Brincar. Não entenderam? Se eu tivesse dito 'playground' teriam entendido? Poizé!"
1966 📜 " 'Fazer um Filho, Plantar uma Árvore, Escrever um Livro', disseram. Aí estão experiências muito prazerosas, digo eu!"
2522 📜 "O filho da Minha Vizinha (de trás) chegou aqui dizendo que é 'Infuencer'. Eu perguntei: 'Influenciador'? Ele fez cara feia e disse: 'Influencer, tio'.
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Caramba, ele só tem 10 anos de vida e não sei porque me chama de Tio... Um 'influencer'?🦜 Caramba e HeuHein!"
Oração da Mãe para o filho distante.
Senhor, quando meu filho não estiver sob meus olhos, que ele esteja em Suas mãos.
Quando não for possível que ele me escute, que o Senhor seja, em sua mente, a voz que o aconselha.
Quando eu não estiver presente para apontar-lhe o caminho, que o Senhor guie suas pernas.
Quando não for possível dar-lhe um colo de mãe, que o Senhor acalme o coração do meu filho.
Quando eu não puder dizer “leve o casaco”, que o Senhor seja o manto que aquece a sua alma.
Quando eu não puder fazer o curativo, que o Senhor cure suas feridas.
Quando não for ao meu alcance enxugar suas lágrimas, que o Senhor evite que elas caiam.
Quando ele se sentir sozinho, que o Senhor seja a sua companhia trazendo luz a sua solidão.
E, quando ele estiver feliz, que o Senhor sopre uma suave brisa sobre seu rosto para que meu filho se lembre do meu carinho e que, onde ele estiver, eu sempre o amarei.
Amém.
Qualquer um pode ter um filho, mas é preciso ser especial para ser um pai de verdade
A verdade é que não é difícil tornar-se um pai, praticamente todos nós podemos fazer um bebê. No entanto, ser um pai de fato não é para qualquer um, assumir a responsabilidade e fazer a diferença na vida de um filho é apenas para as pessoas especiais.
Ser pai vai muito além de apenas ter o nome na certidão de nascimento de seu filho, é muito mais do que pagar contas ou dar o dinheiro da pensão todo mês. Ser pai não é contribuir apenas com seus genes, nem visitar uma vez ao ano e ligar apenas quando convém.
Ser pai é algo que vai muito além do que a grande maioria de nós está acostumado.
Um pai de verdade é uma pessoa responsável, presente, consciente de suas responsabilidades e do papel que representa na vida da pessoa que ajudou a colocar no mundo. Um pai de verdade lida com as crises, não desiste de seus filhos, e faz o seu melhor por aqueles que ama.
Um pai de verdade nunca se acomoda, nem cobra de seus filhos uma iniciativa que deve ser sua, um interesse que deve partir de si mesmo. Ele se esforça por seus sonhos e dá exemplo de resiliência e otimismo para os seus filhos, ao invés de destruir seus sonhos com visões negativas e limitadas da realidade.
Um pai de verdade faz questão de ser o espelho de seus filhos e os ensina sobre como devem tratar as pessoas, explica sobre como a vida e os relacionamentos funcionam e do quanto é importante sempre serem gratos pelas pessoas que possuem em suas vidas, as boas e as ruins, porque todas os ensinam lições valiosas.
Os verdadeiros pais ensinam desde cedo seus filhos a como tratar as mulheres em suas vidas, sem fazer distinção entre mães, parceiras românticas ou desconhecidas. Ele incentiva e ensina a importância do respeito incondicional e mostra-os como elas são importantes em todos os momentos de suas vidas.
Um pai real faz questão de se tornar o melhor homem que pode ser. Ele não mente para seus filhos. Não desvaloriza o amor e a companhia deles. Não dá maus exemplos de caráter e princípios.
Os pais verdadeiros são altruístas, pensam no bem e na felicidade de seus filhos antes de suas próprias, guiam-nos no caminho certo e estão sempre de braços abertos para recebê-los depois de suas quedas.
Um pai de verdade realmente conhece seus filhos, porque dedica seu tempo a eles e se esforça para estar ciente de suas vidas, compreendendo que seu compromisso não vai até os dezoito anos, quando atingem a maioridade, mas para a toda vida, porque paternidade não tem prazo de validade.
Um pai de verdade valoriza a felicidade de seus filhos e luta por ela.
Os pais de verdade amam seus filhos com todo o seu coração e mostram, com atitudes, que estão sempre prontos para o que for preciso, apenas para ver um sorriso nos rostos de seus amados. Eles sabem que tornar-se pai é fácil, mas que ser um pai é uma bênção que não podem desperdiçar.
Para o Meu Filho
Meu maior sonho é você.
É ver seus olhos brilharem diante de cada conquista, acompanhar seus passos e testemunhar você realizando os sonhos que um dia guardou no coração.
Quero ver sua vida cheia de momentos felizes, de aprendizados, de conquistas e vitórias. Porque, meu filho, a sua felicidade também é a minha. Cada sorriso seu ilumina meu coração e cada conquista sua é como se fosse minha também.
Tenha coragem para seguir seu caminho. Quando a vida parecer difícil, respire fundo, erga a cabeça e continue. Não tenha medo de tentar, de errar ou de recomeçar. Nunca desista dos seus sonhos.
E, por mais longe que você vá, nunca se esqueça de uma coisa: eu estarei sempre torcendo por você, acreditando em você e caminhando ao seu lado.
Nunca se esqueça: eu te amo, meu filho. Hoje, amanhã e para sempre.
Definição de filhos
Filho é um ser que Deus nos empresta
para nos ensinar, em um curso intensivo,
a amar alguém mais do que a nós mesmos.
É descobrir um amor que não cabe no peito,
que transforma prioridades, amadurece a alma
e nos faz querer ser melhores todos os dias.
Filho é aquele pequeno ser que, sem perceber,
nos ensina as maiores lições da vida:
amar sem medida, cuidar sem esperar nada em troca
e agradecer a Deus pelo privilégio de ter alguém
para chamar de nosso.
Filhos não são nossos para sempre…
são presentes de Deus confiados aos nossos braços
até que aprendam a voar com as próprias asas.
Às vezes, o Barco resolve balançar um pouquinho mais, só para nos lembrar que o Filho do Homem tem Autoridade até sobre a Tempestade.
Quando eu era mais Medo que Fé, olhava mais para as águas agitadas…
Agora, sendo mais Fé do que Medo, já posso Vê-lo — vindo ter comigo, caminhando por sobre as águas!
Aos meus — consanguíneos e em Cristo — tende bom ânimo!
Ele sempre está agindo!
Porque há Tempestades que não chegam para anunciar a nossa ruína, mas para revelar, de maneira mais profunda — Quem verdadeiramente governa o Barco.
Há momentos em que o Senhor não acalma imediatamente o vento, não porque tenha perdido o controle, mas porque também deseja transformar o nosso olhar.
A Tempestade, que antes ocupava todo o horizonte, começa a perder a sua grandeza quando os nossos olhos aprendem a reconhecer Aquele que vem ao nosso encontro.
A Fé não é a ausência de ondas, tampouco a garantia de que nunca sentiremos Medo.
Fé é aprender que a dimensão das ondas, da turbulência, não determina o tamanho do nosso Deus.
É compreender que, mesmo quando não conseguimos discernir os Seus movimentos, a aparente ausência de intervenção não significa ausência de ação.
Pedro, ao caminhar sobre as águas, descobriu que era possível dar passos extraordinários enquanto os olhos permaneciam em Cristo; mas também descobriu como o Medo pode ganhar voz quando a força do vento passa a ocupar o centro das atenções.
Talvez amadurecer espiritualmente seja justamente isso: não fingir que o vento não existe, mas recusar-se a tratá-lo como se fosse soberano.
E há algo ainda mais precioso: antes de Pedro clamar, Jesus já estava ali.
Antes da mão do Mestre segurá-lo, a presença do Mestre já rompia a distância.
Antes do mar se aquietar, Cristo já era Senhor sobre ele.
Por isso, aos meus — consanguíneos e em Cristo — digo: tende bom ânimo!
Não façam da Tempestade a interpretação definitiva da própria história.
Não confundam demora com abandono, silêncio com indiferença, nem águas agitadas com a falência das promessas de Deus.
Nem sempre saberemos por que o barco balança tanto; nem sempre compreenderemos os caminhos pelos quais o Senhor nos conduz.
Mas podemos descansar nesta certeza: o vento não tem a última palavra, o mar não estabelece os limites de Cristo, e a Tempestade jamais ocupará o Trono que pertence ao Senhor.
Que, nos dias de calmaria, sejamos gratos.
Nos dias de Vento Forte, sejamos perseverantes.
E, quando as ondas tentarem roubar-nos a visão, a atenção, que a nossa alma se lembre de olhar novamente para Jesus.
Porque a nossa segurança definitiva nunca esteve na estabilidade do barco, mas na soberania d’Aquele que tem Autoridade até sobre o mar.
O Barco pode balançar.
O Vento pode soprar.
As Águas podem se levantar.
Mas Cristo continua sendo o Senhor.
E, se Ele vem ao nosso encontro caminhando por sobre aquilo que nos ameaça, então até a Tempestade pode se tornar cenário de uma grande revelação: aquilo que para nós parece impossível continua debaixo dos Seus pés.
Tende bom ânimo.
Ele está presente.
Ele reina.
Ele sempre está agindo!
Amém?
Amado Filho!
A sua existência é a prova mais viva de que Deus opera milagres imensuráveis no nosso cotidiano.
Cada ano de sua vida é um novo capítulo de uma história que eu jamais imaginaria escrever, mas que me preenche de um amor que transcende o tempo e a finitude cobrada pela vida terrena.
A sua chegada foi como o raiar de um sol que afugentou as minhas sombras, e a sua presença é a âncora que me mantém firme até nas mais tempestuosas marés.
Agradeço sempre a Deus por ter me dado a graça de ser seu pai, por ter a oportunidade de vê-lo crescer e ser o "Homem da minha vida".
A sua bondade, força e capacidade de me salvar até de mim mesmo — são dons preciosos que eu guardo no coração.
Que a Santíssima Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo — continue a iluminar o seu caminho, derramando sobre você toda sorte de bênçãos, saúde, paz, alegria e amor.
Meu filho, a vida pode ser finita, mas o meu amor por você é infinito.
E a cada novo ano, a certeza desse sentimento só cresce.
Repito, com o coração transbordando de gratidão: te amo, filhão!
Feliz aniversário!
Com todo o amor e carinho embrulhado na certeza de não ser o melhor pai do mundo, mas ornado em laços de certeza de ser agraciado com o melhor filho que eu poderia ter.
Às vezes, o barco resolve balançar um pouquinho mais, só para nos lembrar que o Filho do Homem tem autoridade até sobre a tempestade.
Quando eu era mais medo que fé, olhava mais para as águas agitadas…
Agora, sendo mais fé do que medo, já posso Vê-lo, vindo ter comigo, caminhando por sobre as águas!
Ele sempre está agindo!
Aos meus — consanguíneos e em Cristo — tende bom ânimo!
Que o nosso Coração alcance a Graça de se transformar em Manjedoura para o Filho do Homem!
Que ele se esvazie das vaidades que o endurecem, e se torne simples o bastante para acolher o Eterno.
Que a palha seja livre da mágoa, do ódio, do lixo e de toda e qualquer podridão.
Que aceite o frio da noite, o silêncio do anonimato
e a humildade,
porque foi ali — e não nos palácios —
que o Amor decidiu nascer.
Que sejamos manjedouras, não por mérito,
mas por rendição.
Lugar pequeno, porém disponível.
Pobre de si, rico de entregas.
E que, ao receber o Filho do Homem,
nosso coração aprenda o milagre maior do Natal:
não apenas celebrar o Cristo que vem,
mas sustentar o Cristo que permanece.
Feliz e abençoado Natal!
O Filho do Homem jamais teria vindo ao mundo para agradar alguém senão o Criador.
A Perfeição d'Ele não agradou a todos, mas Ele não deixou de ser Perfeito.
Há, nessa constatação, um incômodo silencioso que atravessa os séculos: a Verdade não negocia a sua essência para caber nas expectativas humanas.
E talvez seja justamente isso que mais nos desconcerta.
Estamos tão habituados a medir valor pela aprovação alheia que nos esquecemos de que o que é absoluto não se curva ao aplauso — nem se diminui diante da rejeição.
A perfeição, quando encarnada, expõe imperfeições.
E isso fere.
Não porque a luz seja agressiva, mas porque revela aquilo que preferíamos manter na penumbra.
Por isso, não é surpreendente que o que era íntegro tenha sido contestado, que o que era puro tenha sido acusado, que o que era verdadeiro tenha sido negado.
A rejeição, nesse caso, não foi falha da perfeição — foi reflexo da incapacidade humana de suportá-la sem resistência.
Há também uma lição desconfortável nisso: agradar a todos pode ser, muitas vezes, um indício de concessão excessiva.
Quem se compromete integralmente com a verdade inevitavelmente desagrada aqueles que se alimentam de ilusões.
E isso não é arrogância — é coerência.
Vivemos, ainda hoje, sob a tentação constante de adaptar princípios para evitar conflitos, de suavizar convicções para garantir aceitação.
Mas a história daquele que não negociou a sua essência nos confronta com uma pergunta inevitável: até que ponto estamos dispostos a abrir mão do que é verdadeiro apenas para sermos bem vistos?
Talvez a grande contradição humana seja desejar sentido, mas rejeitar aquilo que o sustenta quando ele exige transformação.
Queremos a paz, mas resistimos à verdade que a antecede.
Queremos a luz, mas evitamos tudo que ela ilumina.
A perfeição não deixou de ser perfeita porque foi rejeitada.
E, do mesmo modo, a verdade não deixa de ser verdade porque é desconfortável.
No fim, permanece um chamado silencioso: viver não para agradar aos olhos instáveis dos homens, mas para corresponder àquilo que é Eterno — ainda que isso custe incompreensão, ainda que isso exija coragem, ainda que isso nos afaste do aplauso fácil.
Porque, no fundo, agradar a todos pode até trazer aceitação…
mas somente a Verdade sustenta a essência.
O Filho do Homem jamais nos permitiria experimentar a tempestade se Ele não tivesse autoridade sobre ela.
Há, nisso, um desconforto inevitável: o de admitir que certas dores não são acidentes, mas permissões.
E, mais ainda, que essas permissões carregam um Propósito que raramente se revela no momento em que mais desejamos entendê-lo.
Se Ele tem autoridade sobre a tempestade, então o vento que nos desestabiliza não sopra à revelia.
Não há descontrole no caos que nos atravessa — há, sim, um controle que não nos pertence.
E é justamente isso que nos inquieta: não é a tempestade em si, mas o fato de não sermos senhores dela.
Costumamos associar investimento divino a proteção visível, caminhos suavizados, respostas rápidas.
Mas talvez o investimento mais profundo não esteja naquilo que Deus nos poupa, e sim naquilo que Ele nos confia para suportar.
Há uma diferença silenciosa entre livramento e preparo — e, muitas vezes, confundimos o segundo com abandono.
Porque quem é pouco exigido pode até viver mais confortável, mas dificilmente se torna mais forte.
Já aquele em quem se investe pesado, inevitavelmente, será confrontado com ventos que testam não apenas sua resistência, mas sua fé na condução do próprio Deus que permitiu a tempestade.
E então surge a pergunta que poucos têm coragem de encarar: se Ele pode acalmar o mar, por que nem sempre o faz de imediato?
Talvez porque o maior milagre não seja o mar que se aquieta, mas o coração que aprende a não afundar enquanto ele ainda ruge.
No fim, a tempestade não é apenas sobre destruição ou medo — é sobre revelação.
Revela o quanto confiamos quando não controlamos, o quanto permanecemos quando tudo convida a desistir, e o quanto realmente acreditamos que Aquele que permite o vento continua sendo o mesmo que sustenta o barco.
Se Deus investe pesado, é porque enxerga além do que suportamos ver em nós mesmos.
E isso, embora muitas vezes doa, também dignifica.
Pois não há tempestade autorizada pelo Filho do Homem que não carregue, em si, a semente de um Propósito Maior do que o próprio medo que ela provoca.
Ele não alisará a cabeça dos nascidos para o céu.
Eu tinha tudo...
Quando criança, tinha tudo pra ser egoísta;
Filho único, ganhei sempre o que quis... mas sempre me acompanhou o aprendizado e o valor que as coisas tem;
Das mais simples, e pra falar a verdade: sempre dei mais valor a gado de osso e batata que a playmobil;
Na adolescência tinha tudo...
Tudo pra me revoltar, pra questionar
Tinha tudo pra ser um rebelde como o mundo espera
Mas também tudo me foi ofertado, para fugir a estatística e ser BOM!
A escolha sempre foi minha!!
O meu tudo sempre resulta daquilo que faço; de bom e ruim
Já homem, não sabendo o que seria tudo pra mim...
Fui atrás, busquei! corri... mas sem saber pra onde .
Sem saber onde tudo estava, onde tudo se escondia.
Mesmo assim, acredite! mesmo assim tudo que eu quis, alcancei!!
Com o tempo, buscando meu tudo...
Alcançando meu tudo...
Entendendo que tudo é difícil de se ter, mas tudo vale a pena !!!
Vivo tudo o que sinto vontade de viver;
Aprendi que posso tudo!
Aprendi que o TUDO é do tamanho do meu esforço
Que sou o responsável pelo meu TUDO
E que TUDO que tenho e sou
É de minha própria responsabilidade!!!!
E que o meu tudo pode mudar
De repente meu tudo, torna-se ser tudo pra alguém
Meu tudo pode ser pouco, pode ser muito...
Mas pra mim é TUDO!
a mãe cria o filho com todo amor e carinho pra ele crescer e colocar no facebook que trabalha na VASP.
E Hoje Deus sorriu pra mim e disse:
Filho, Eu estarei contigo em toda tua vida!
Momento algum te deixarei só'.
A herança mais benéfica que se pode deixar para um filho é a percepção do que é bom e do que ruim,se conseguires afastá-lo de certos pensamentos ou atitudes perversas conseguirás mantê-lo como uma rocha: firme,seguro e íntegro e portanto,não existirá a necessidade constante de auto-afirmar-se.
NASCE, CRESCE, FILHO DA RUA
Desde o ventre da minha mãe que conheço as ruas. Minha mãe é zungueira de profissão, já desde o ventre que tenho acompanhando-lha nas suas zungas. Presenciou as caminhadas que ela faz para nos sustentar, as muitas corridas que faz e sofre dos fiscais e os senhores policiais para não perder o negócio que nos é rentável. Outras vezes ela não escapa e é nos cassumbulado o negócio, fonte do nosso sustento. Muitas vezes chicoteada por reivindicar que até sinto a dor da chicotada.
Fui gerado na rua porque até aos nove meses a minha mãe zungava a necessidade é enorme, para completar o enxovalhe e a panela em casa não entrar em greve. Esqueceu-se do dia, mês, hora que vinha ao mundo, acabei por ser gerado na rua e assim me familiarizei com a rua.
Três, quatro mês depois comecei a gatinhar minha mãe decidiu que já era o momento oportuno de acompanhar-lha na zunga, não há dinheiro para mim, ir a creche e ela não pode ficar parada ou seja ficar em casa. Apesar de requerer ainda muitos cuidados materno, porque se não morremos de fome.
Passo toda a minha infância na rua ao lado da minha mãe, sem crianças a minha volta porque as deixei todas no bairro em que vivemos e assim vou crescendo.
Sou da rua, alimentam-me, tomo banho, vestido na rua ao céu aberto ou seja ar livre.
Deste modo vou familiarizando com a rua, conhecendo-as do musseque à cidade. Quando completo os meus 5, 6 anos. Já sei fazer o mesmo trajecto me é familiar. Conheço-o tão bem que perco o medo de andar sozinho, criança que só. Esquecendo que as ruas são tão violentas e perigosas, criança e inocente. Mas como posso ter medo se presenciei as mesmas muito antes de andar nelas, sozinho.
Com os meus 10, 12 anos as ruas adoptam-me e passo a vida a lavar carros. Os grandes jipes, carros que só via nos filmes. Hoje tenho o prazer de os lavar e ver o seu interior fico fascinado com o que vejo, lavo para ganhar algum trocado.
Se puder depois vou para à escola aprender alguma coisa, de momento aprendo mesmo aqui, na rua mal ou bem. Essa é a vida que levo, prioridade para mim, agora é mesmo kumbo. Porque tenho que ajudar a velha com as despesas no cúbico.
Tenho os meus irmãos, mas novinhos que precisam encontrar outro cenário, talvez estudem para saberem alguma coisa para contornarem o caminho que segui. Terem um futuro, destino diferente do meu. Porque se tivesse escolha talvez não é esse o destino que queria para mim.
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