Relógio Parado

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Poema- teu corpo, meu destino
Te quero agora, sem relógio, sem tempo,
sem medo, sem dúvida, sem freio...
Te quero inteira, quente e entregue,
como o sol deseja o mar ao fim do dia.


Teus lábios são fogo que acende meu peito,
teu cheiro, meu vício, minha perdição.
Teu gemido é música que guia meus
passos,
e teu corpo... a estrada onde me perco sem
volta.


Cada curva tua é um segredo que desvendo,
com a ponta dos dedos, com a sede da
boca,
e a cada suspiro que roubo de ti,
mais eu sei... és meu tudo, minha louca.


Me deixa te amar sem medidas, sem pressa,
faz de mim tua casa, abrigo, teu céu,
te quero em suspiros, gritos e sussurros,
teu corpo no meu, um poema cruel.
Cruel porque nos devoramos,
porque não há amanhã, só agora,
porque cada toque é fogo na pele,
e cada beijo é promessa que implora.


Te amar não é escolha, é destino,
é desejo que me queima sem fim.


E se o amor tem nome, tem rosto, tem pele...
ele mora em ti.
Te quero sem pressa, sem medo, sem fim,
como se amar-te fosse a única verdade em mim.


Teu corpo é poesia escrita nos traços do tempo,
um mistério que meus dedos desvendam,
uma estrada onde meu coração caminha
e nunca deseja voltar.


Teu cheiro é brisa que embriaga meus sentidos,
teus lábios, doces como o mel mais puro,
tua pele, um santuário que minha alma busca,
onde cada toque é prece, e cada beijo, cura.


Quero perder-me no brilho dos teus olhos,
encontrar refúgio no calor dos teus abraços,
escutar tua voz baixinho, bem perto,
sussurrando meu nome como um segredo sagrado.


Não és apenas desejo… és encanto,
és ternura, és febre, és paz.
És tudo o que um homem pode sonhar,
tudo o que o amor pode ser.


E se ainda duvidas do que sinto,
fecha os olhos e sente meu toque,
pois nele, encontrarás tua resposta…
sou teu, sou teu… e sempre serei.

A nossa vida é como um reloginho.
O relógio conta o presente, mas o relógio das nossas vidas conta ao contrário e uma contagem regressiva.

A beleza e o tempo caminham lado a lado, transformando-se a cada volta do relógio. O tempo não tem pressa, mas também não espera por quem ficou para trás. A beleza, encantadora e perfeita, é a pintura dos olhos e o desejo de todos. Ela busca se renovar a cada novo dia, correndo contra um tempo que não para.


A cada amanhecer, a beleza começa a murchar lentamente. Mesmo quando a vaidade se enfraquece, ela resiste e não recua. Porém, enquanto o tempo avança em passos silenciosos, a beleza não acompanha sua evolução — e testemunha sua própria decadência.


Tudo passa. A cada ciclo, os dias se encurtam, e a beleza, enfim, conhece o fim de seu reinado.

Tecnicamente, tudo é uma perda de tempo...


Queiramos ou não, o relógio corre para todos — e ninguém tem como segurá-lo. A grande questão não é se estamos perdendo tempo, mas como estamos perdendo. Porque, no fim, cada escolha é uma entrega, cada caminho exige renúncia, e cada segundo gasto não volta.
E se é assim, por que desperdiçar vida em lugares que nos diminuem? Por que insistir em conversas que esvaziam, em pessoas que drenam, em rotinas que matam o espírito?
Se tudo é perda, que ao menos seja uma perda que valha a pena.
Perca tempo amando intensamente, criando memórias que fazem o peito vibrar, escolhendo aquilo que traz brilho ao olhar. Perca tempo se conhecendo, se reconstruindo, se curando.
Perca tempo com aquilo que alimenta a alma — não com o que a sufoca.
Porque o tempo sempre vai embora.
A diferença é o que você escolhe deixar com ele.

Saudade e Distância


A distância estica o tempo,
faz do relógio um inimigo mudo,
cada segundo carrega teu nome
e pesa mais quando estou sozinho.


A saudade não pede licença,
ela chega, senta ao meu lado
e me conta histórias tuas
que o silêncio insiste em repetir.


Teu rosto mora na memória,
tua voz atravessa o vento,
e mesmo longe, tão longe,
teu existir ainda me alcança.


A distância separa os corpos,
mas falha ao dividir o sentir,
porque a saudade constrói pontes
onde os pés já não conseguem ir.


E assim sigo, entre a espera e o sonho,
aprendendo que amar à distância
é descobrir, todos os dias,
que o coração não conhece fronteiras.

⁠Quando estou a olhar para telas por exemplo, o relógio parece marcar seus ponteiros calmamente.
Mas quando estou frente ao prisma dos teus olhos, não vejo o tempo, mas sem espera ele caminha rapidamente.
Por através deles eu pude ver nossas almas em uma valsa suave, juntas, a dançar perenemente.


🕑Os ponteiros do relógio seguem em frente,
No presente, marcam as horas
Não vivem no passado, dão atenção para o agora,
Num seguir persistente, cada vez num minuto diferente daquele de outrora.
Não perdem tempo em o outro sabotar, estando no mesmo rumo, preferem se ajudar
E, finalmente, chegamos a conclusão de que com o passar do tempo aprendemos a lição.⏳

Um relógio perde seu encanto quando suas engrenagens estão aparentes

É tarde, mas o tempo me permitiu olhar o relógio: a hora é essa.
Olho ao redor e vejo aquela luz no seu olhar. Sim, preciso retribuir e compreender que a luz pura nasce a cada dia para nos ensinar a sorrir.
No entanto, mudanças são necessárias, até porque a vida precisa se tornar um hábito, para que aprender a ser feliz não se transforme em algo penoso.

"O momento passa rápido, mas o que nos marca fica num tipo de eternidade que o relógio não alcança."

Quando alguém para a própria vida para ouvir a sua, cria-se um laço que o relógio não desfaz.

Ser médico não é ser o dono da vida, mas o guardião da esperança quando o relógio insiste em correr contra.

O relógio físico e o mental batem todos os dias as vinte e quatro horas, o físico pode quebrar...mas o mental não, a não ser que o relógio perca o valor para você, mas sempre estará funcionando mesmo atrás da cortinas.

Hoje, o relógio corre tanto que uma hora se torna um sopro, um minuto apenas.


EduardoSantiago

"No pulso do tempo, o relógio guarda um segredo: cada segundo que ele entrega é um pedaço de nós que não volta mais."

O Cárcere do Ontem
O relógio não perdoa o que foi breve,
O instante, fugaz, não se repete.
O ontem é cinza que o vento atreve,
E o tempo, severo, jamais se compromete.
Pode a vida trazer nova oportunidade,
Mas o brilho de outrora não volta ao lugar;
Quem vive de sombra perde a claridade,
Deixando o agora no abismo expirar.
A mente, cativa de um tempo vencido,
Ignora o presente, no vácuo flutuando,
Idealiza um futuro por medo tingido,
Enquanto a alma segue adoecendo e parando.
O receio do erro virou armadura,
A autossabotagem se faz soberana;
A vontade de agir se torna tortura,
Presa na teia da mente que engana.
Vazios repletos de entulho e memória,
Lixo tóxico que o peito consome.
Escrevemos o rascunho de uma vã história,
Onde o "eu" verdadeiro não tem rosto ou nome.
Nascemos no nada, buscando o saber,
Morremos tentando o mundo entender...
Mas na busca incessante por tanto aprender,
Esquecemos a meta de nos conhecer.


Poesia de Islene Souza

A crítica é o relógio da auto-destruição:
quanto mais se ouve, mais perto está de grandes danos.

Olho pro relógio e o tempo não passa
A casa tá vazia, tudo perdeu a graça
O seu perfume ainda tá no meu lençol
Tô vivendo no escuro, esperando o seu sol
A geladeira tá cheia de solidão
E o rádio tocando a nossa canção.


Volta para casa esquenta a cama e o meu lugar
Deixa de orgulho, esse orgulho é pra me matar,
Volta de novo pros meus braços e o meu coração
Essa procura é por amor e não de ilusão
Volta para casa esquenta a cama e o meu lugar!
Deixa de orgulho esse orgulho é pra me matar
Volta de novo pros meus braços e meu coração, essa procura é por amor e não de ilusão.


Se o mundo lá fora tentar te convencer
Que existe outro alguém melhor que eu pra você
Não acredita, é tudo conversa fiada
Ninguém te conhece nessa longa estrada
Só eu sei o ponto que te faz arrepiar
Vem logo pros meus braços, vem me completar!


Volta para casa esquenta a cama e o meu lugar
Deixa de orgulho, esse orgulho é pra me matar
Volta de novo pros meus braços e meu coração
Essa procura é por amor e não de ilusão. (Letras)

O relógio perdeu o sentido, e o agora ganhou prosperidade.

Carta à Hora Zero


Eu queria voltar
não para mudar o mundo,
mas para silenciar o relógio
antes do primeiro “agora”.


Às 00h00 de um janeiro antigo,
o tempo piscou
e eu já estava aqui
presa dentro de um corpo
que sente demais para este chão.


Não cheguei em casa.
Caí em território desconhecido,
com uma memória vaga
de algo que parecia
mais verdadeiro do que isto.


Nasci sem mapa,
com nervos de vidro
e uma saudade
que não cabe em palavras.


Enquanto outros aprendiam
as regras do jogo,
eu procurava
a porta de saída
do labirinto.


Carreguei dias
como quem carrega pedras no peito
e ainda me pediam
que eu chamasse isso de vida.


Hoje os parabéns
chovem sobre mim
como pétalas sobre um velório:
belos para quem olha,
dolorosos para quem ficou.


Não é sobre morrer.
Eu só não reconheço
este lugar
como o meu.


Se eu pudesse falar com o Criador,
não pediria o fim,
só uma explicação:
“De onde eu vim
que nada aqui me parece lar?”


Mesmo cansada,
continuo respirando,
não como escolha,
mas como quem ainda
não recebeu permissão para partir.


Talvez eu seja isso:
uma alma em exílio,
olhando o mundo
como quem olha pela janela
de um trem que nunca escolheu pegar.