Reflexões sobre Música
Seguindo a cadência
do ritmo meloso
da embaladora música
para dançar juntos
na fila da Dança da Arara,
Quando estou contigo esqueço
do relógio e o tempo para,
A todo o instante te desejo
com a chama do amor que
nada neste mundo apaga.
Enquanto a música tocava,
eu dançava a Chula Marajoara
com as moças da cidade,
o meu coração você encantava
com a sua flauta mágica,
o amor sublime nos guiava,
o seu olhar tonto e fixo
no rodopiar da minha saia
escrevia o destino que nenhum
dos dois imaginava que
a intuição com o teu primeiro
sopro doce me antecipou.
O meu nome há de ser a sua
música favorita quando menos esperar vai se pegar cantando
porque sei que o seu coração
está todos os dias embalando.
Entre Enfeitados e Mascarados
dançando com o Boi Calemba,
Sou eu a dama deste folguedo
vestida com este gentil poema.
Quando este folguedo for findado
a Lua estiver bem posta,
e sem precisar de aposta:
não me negue a serenata
amorosa de cavalheiro apaixonado.
Ele pediu a viola
como último desejo,
Os minuanos deram
o perdão maravilhados
com a música triste,
O amor surgiu
e provou que existe,
Concedeu o ritmo
e pacificou a terra.
O primeiro gaúcho
surgiu com a união
de Chalouá e Manuel,
Da minha memória afetiva
a lenda não foi apagada:
Quem nega esta lenda
desta terra não conhece nada.
Quem dera dominar
a arte da música,
para me salvar
de um mundo
que só se sabe gritar.
Sei, a poesia salva
mesmo silenciosa,
mas não é a todos
que de fato ela toca.
Ah, se eu soubesse
tocar no meio desta
humana tempestade,
onde uns depreciam
a própria liberdade.
Sei, a poesia me leva
para onde talvez
nunca vou estar:
lá nos raios de luar.
As minhas veias
são as ondas do mar,
e estão as sereias
que fazem você
o tempo todo pelo
meu nome clamar.
Ah, nesta onda ruim
não vou mergulhar!
O tempo vai melhorar
e o céu se abrirá
ao nosso amor que virá.
olhos nos olhos
lenços nas mãos
girando hipnóticos
a música tocando
a Cueca Chuquisaqueña
todos aos poucos parando
assim somos o mundo
todo ali e habitantes
do encanto mais lindo que vivi
Agradecer com música
e espírito de festa
nesta linda Santa Lucia
tudo o quê a Calabash dá.
Ter alma de Bambu
no meio da tempestade,
que enverga e não quebra;
eu tenho que aprender.
Não de um jeito qualquer,
desejo estar pronta
para quando o amor vier.
Não estar nenhum
pouco distraída para não
deixar escapar do coração.
A ventania balança forte
o 'shack-shack' do lindo
Flamboyant que responde
com musica que anima a manhã
O mar quebra com energia
e daqui a pouco dele virá
uma nova corrente que trará
a merecida calmaria
Em São Cristóvão e Névis
tem de sobra poesia
para inspirar e fazer companhia
Para que a rotina não distraia
o destino do nosso amor
para que ele venha e se cumpra.
Schottische
Decifrarmos silêncios
mergulhando no olhar
deixando a música tocar.
Dançar Schottische
e nos permitir flutuar
sem muito pensar.
Permitirmos por um
segundo nos divertir
e o ritmo nos conduzir.
Girar como fôssemos
o centro do mundo,
e admitir o quão é profundo.
(O quê é importante mora aqui).
A educação não se faz apenas com sistematização,
mas com música, poesia e dramatização,
afinal, nunca conseguiremos motivar os nossos alunos
expondo conteúdos estáticos e inoportunos.
Trecho da Música Som do Trabalhador.
Autoria: Dênisson Hélder Dinéh.
O Swing da vida, som do amor. Batida do povo trabalhador, expressa alegria e a correria rotina vivida pela maioria.
Eu hoje pensei numa música
Lembrei de você
Lembrei, com muita vontade
de te ver
Essa vontade foi se tornando
aos poucos necessidade
e aos poucos tornou-se muita
daquelas que não se aguenta
E agora
é tão básica em minha vida
essa necessidade
é quase que uma viagem
Eu vejo tua imagem
em qualquer paisagem
E em qualquer lugar aonde eu esteja
procuro um lugar qualquer
onde eu te veja
Veja você
Que um dia eu disse
que nunca mais queria ver
Se eu soubesse
que ia me lembrar assim
Não teria permitido jamais
que você tivesse ido
Pra qualquer lugar
Que fosse distante de mim.
"Hello, Thank you Adele"
"A música Hello da cantora Adele, é simplesmente um tapa na cara do futuro, sim, hoje você não terá a mesma importância, mas daqui há alguns anos quando ele ou ela, descobrir o erro que cometeu em abandoná-lo ou abandoná-la, será bem pior do que o presente momento em que apenas você se importou, o mundo realmente da voltas e você estará em outro plano e não mais chorando como o mesmo, que esteve por toda parte, mas não se adaptou a lugar nenhum"
ALQUIMIA DO CHORO NA MÚSICA INVISÍVEL DE CAMILLE MONFORT.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Há instantes em que a alma pressente que a dor não é apenas um acontecimento, mas um rito. E é nesse território subterrâneo que Camille Monfort se torna a guardiã dos silêncios, aquela que recolhe as lágrimas antes que toquem o chão e as devolve ao mundo como tinta, melodia e presságio.
Sob sua música invisível, o pranto não se dissolve: ele se verticaliza. Cada gota assume a gravidade de uma estrela caída, e cada respiração se converte em um cântico cansado, como aqueles que, em que gravitam entre o anseio e o abismo. Nada em Camille é simples: sua presença é uma liturgia, sua voz um instrumento que atravessa o último refúgio do espírito e o obriga a reconhecer suas fissuras.
As lágrimas, ali, não se derramam. Elas se recolhem dentro da própria pele, como se buscassem um útero de silêncio para repousar. E ao repousarem, tornam-se tinta. Uma tinta densa, lúgubre, mas moralmente altiva, que escreve sem permissão e sem consolo. Ela se arrasta pelas páginas como o rumor de um vento antigo que conhece a ruína, mas ainda aposta na dignidade do sobreviver.
Camille, nessa paisagem, não é apenas musa. É uma presença que observa. Uma espécie de sacerdotisa de sombras que compreende que tudo o que é humano é feito de perda, mas também de uma coragem secreta que se mantém de pé mesmo quando o mundo interno desaba. Sua música infinita não ressoa pelos ouvidos, mas pelas rachaduras da consciência. É uma melodia que não pede compreensão; exige entrega.
Assim, a lágrima torna-se verbo, o verbo torna-se cicatriz, e a cicatriz, com o tempo, torna-se uma assinatura do espírito. Pois há dores que não se explicam, apenas se escrevem. Há tristezas que não se superam, apenas se transfiguram. E Camille Monfort é esse ponto onde a noite encontra sua própria voz.
Quando o mundo me afunda,
a música clássica me resgata, faz do caos, compasso, da dor, silêncio. Em cada nota,
reencontro o passo que quase perdi.
" Infelizmente, a música deixou de ser música, para ser "exploração de sentimentos..."
(Otávio Bernardes)
“Música, linguagem universal, que lava toda tristeza e purifica os sentimentos da gente!”
Otávio Bernardes
"A bela música não tem idade... Pena que, hoje, quase não existem mais as eternas canções "românticas", que embalaram tantos amores!"
Otávio Bernardes
