Reflexões sobre Música
Poesia Sonora do Vale Europeu
A Poesia Sonora do Vale Europeu
é a música das cachoeiras,
riachos e nossos caudalosos rios
que formam até quando chove
uma orquestra para os ouvidos.
O primeiro dia do ano em Rodeio
A música que toca
no Centro da minha cidade
de Rodeio que fica
no Médio Vale do Itajaí
neste primeiro dia
do ano é a da chuva mansa
caindo misturada ao canto
do galo e dos pássaros,
Enquanto isso eu brindo
a paz com poesia,
a chegada do ano
e morar com toda a beleza
que abastece a inspiração
de prosseguir na vida
com Confraternização
Universal e dos sonhos
continuar sempre a construir.
Üsküt
A música das lavouras
ancestrais de Üsküt
colocam sentimentos
para dançar compassados,
Eu e você, lado a lado
com os olhos fechados.
Iluminada por essa dádiva
que é o teu amor,
A espera me faz pantera,
A música mantém
o jardim sempre em flor...
Convidada à flutuação
do meu corpo colado
ao teu e os meus
pés sobre os teus
e a música das estrelas
a nos rodopiar,
é uma indomável
e sublime premonição.
No meio desta savana
temperada a dançar
sob a luz da querida Lua,
o meu afeto de namorada
para você vou devotar,
e à ele tu se renderá;
amor insubstituível amor
a nossa hora chegará.
Os raios amáveis da Lua
que passam as folhas
das suntuosas árvores
desenhando sobre nós
rendas que nos enfeitam
para esta festa
que na minha intuição
já tem acontecido
por antecipação
nestes olhos cansados
desta distância
que se enchem de brilho
quando você ouve
ou alguém fala no meu nome.
Rodeio na Escuridão
Poetisa daqui
de Rodeio na escuridão
ouvindo a música da madrugada
e pelo Médio Vale do Itajaí
cercada que têm me feito
todos os dias mais apaixonada,
Num ânimo catarinense
de corpo, alma e coração;
Você sabe que tenho amor
e paixão de morar neste rincão.
Ele pediu a viola
como último desejo,
Os minuanos deram
o perdão maravilhados
com a música triste,
O amor surgiu
e provou que existe,
Concedeu o ritmo
e pacificou a terra.
O primeiro gaúcho
surgiu com a união
de Chalouá e Manuel,
Da minha memória afetiva
a lenda não foi apagada:
Quem nega esta lenda
desta terra não conhece nada.
26/04
Quando você
se sentir triste e só,
escreva, escute música
e faça um desenho
projetando mentalmente
o seu desejo
de não permanecer
no descontentamento.
27/04
Quando você se sentir
sozinho faça uma oração,
se abrace e escute uma
música que te deixe suave.
Ciranda do Nordeste
Deixando-me levar pela música,
poesia e dança de roda
da Ciranda do Nordeste
até a viração da noite
para a madrugada ainda busco
ser amada nesta Zona da Mata
pedindo à Nossa Senhora
que me traga um bom marido
seja caixeiro ou vaqueiro
e que queira viver bem comigo
neste mundo que não tem
o luxo de ser como Pernambuco
que faz fez para tudo
cantando e fazendo roda de Ciranda
para superar e agradecer ao Criador.
A música parou como manda
a brincadeira do Passa chapéu,
E neste momento foi o meu
coração que fez a percussão,
Além de passar para você
eu tiro o chapéu porque
você com esse jeito doce
enche o meu coração de mel.
O vento fazendo música
com as águas do mar,
O vento trazendo o desejo
com a vontade de beijar,
O vento carregando a onda
sobeja retocando na areia,
A carícia em rebento
percorrendo a alisar,
A música que eu compûs,
e você ainda não ouviu;
A poesia misteriosa nasceu
de uma conversa que surgiu.
Sim, deste contentamento
da onda do mar beijando
as areias e tocando a canção
do vento - divino carrilhão;
São letras de chamamento
convite para tocar as estrelas
Nas noites de plena excitação.
Sim, do apelo poético ondino
da rosa a desabrochar no verão,
Provoquei-te a curiosidade menina
a olhar este rimário de dama despida,
Como se olha através da fechadura
A cada verso de paixão uma loucura:
- Escrevo para você cair em tentação.
Ouço o sussurro do rebojo,
Danço a música do vento,
Assim distraio a tua falta,
Não perco a minh' alma.
Rabisco o meu caderno,
Escrevo o nosso enredo,
Respeito o valor do tempo
Resistindo a dor e o medo.
Nunca mais me distanciarei,
Rejeitarei os oceanos,
Sigo os teus passos ciganos,
Confesso, eu me apaixonei!
Como divindade, escrevo,
Nestas linhas não me nego,
Para todas elas, eu me entrego,
O amor é realmente cego...
Amo-te imensamente,
Confesso, és desconhecido,
... admito! Grito!
Viver livre de ti, eu não consigo!
Quem dera dominar
a arte da música,
para me salvar
de um mundo
que só se sabe gritar.
Sei, a poesia salva
mesmo silenciosa,
mas não é a todos
que de fato ela toca.
Ah, se eu soubesse
tocar no meio desta
humana tempestade,
onde uns depreciam
a própria liberdade.
Sei, a poesia me leva
para onde talvez
nunca vou estar:
lá nos raios de luar.
As minhas veias
são as ondas do mar,
e estão as sereias
que fazem você
o tempo todo pelo
meu nome clamar.
Ah, nesta onda ruim
não vou mergulhar!
O tempo vai melhorar
e o céu se abrirá
ao nosso amor que virá.
Ao ouvir a música do vento,
Percebi os teus olhos zelosos,
Deparei-me com os teus passos
- macios
O balançar das amendoeiras
- doces ritmos
Fizeram-me contemplar:
os nossos instintos.
Ao sentir a tua presença,
Senti-me protegida,
Amparada, e tua amada,
A minha alma afagada,
- terna -
E feminina,
Distante das angústias,
Rendida por tuas ternuras.
Ao cair da noitinha,
À beira mar,
Sereno luar,
Amando a tua presença,
- vigilante
Aprendi o que é amar.
Quando o mundo me afunda,
a música clássica me resgata, faz do caos, compasso, da dor, silêncio. Em cada nota,
reencontro o passo que quase perdi.
Dançar debaixo da chuva
a música dos tambores
do tempo e no ritmo
dos nossos corações
Transe olho no olho
com uma Flor de Maga
na minha orelha
e te pôr na minha cadência
Seduzir tu'alma e cair
inteira na sua teia
e para você ser imensa
E assim de cobrir
com todos os beijos
dos pés a cabeça.
A música celestial
e a dança do Hemisfério
sobre a Pátria Austral
estão ao redor de mim
de maneira sobrenatural.
Profundamente reconheço
igual como quem assiste
a um baile, lê um livro
ou até mesmo desperta
no meio da noite
após ter um sonho bom.
Há em mim a liberdade
igual a do Condor andino
que enfrenta a tempestade
e assiste o mundo todo
ruindo do alto do seu ninho.
Resistindo olhar um outro
curso do destino,
nunca parei de desejar
e nem de imaginar
como devem os olhos
que em secreto povoam
o desejo perpétuo que carrego.
(Olhos recatados que provocam
sonhos intensos de elucidação
no meu selvagem coração).
Esplende a Aurora Boreal
desabrocha a Dwarf Fireweed,
Ouço a música celestial
misteriosa do Hemisfério Norte
Tenho confissões de amor
que penso que nunca vou te falar,
Melhor deixar assim mesmo
continuo embalando o segredo
Ao menos tenho o quê com
as estrelas conversar
enquanto o amor em ti não falar
Podemos até juntos não ficar,
mas os meus sonetos nunca
você e nem ninguém irão olvidar.
