Reflexo
Se o futuro for o reflexo e a influência exata do passado, então todo o passado já encerra em si o próprio futuro: uma interconexão incognoscível ao homem, que apenas um Ser infinito poderia contemplar sem se perder diante de tamanho absurdo.
O vazio que ficou na casa parece o reflexo de dentro do peito. Mesmo igual, tudo mudou: até a densidade do ar da casa mudou e ficou mais pesada e sufocante. O mesmo chão que antes era sólido, às vezes parece movediço. Todos os nossos sonhos e risos deram lugar a um silêncio que antes acalmava e era apreciado, mas que agora virou ensurdecedor e confuso.
Quando o "nós" deu lugar ao "eu", o mundo – tanto interno quanto externo – mudou de forma. Parece que ficou mais difícil se entender e viver a partir de agora. O ambiente ficou mais amedrontador e traiçoeiro. Será que tudo que a gente viveu não era real?
Esse fim gentil parece pior e mais difícil de suportar, pois eu não tenho nenhum sentimento ruim para me apegar. Eu não consigo desejar o mal, não guardo nenhum rancor, apenas ressentimento. Como se segue a partir disso, sem nada? Como se supera ou se convive com essa loucura? Juro, eu achava que fosse mais fácil...
A estrutura do espaço, dos planos, a forma de se enxergar: sem a presença dela, perderam a cor, o sabor, o cheiro. O que antes era lar virou um espelho. E ficar cara a cara só contigo mesmo, com as lembranças, com o que poderia ter sido, é muito doloroso.
Será que nomear o sentimento reduzirá um dia o poder que ele tem sobre mim? Será que criar novos rituais me ajudará a reencontrar o "nós"? Ou, mesmo vivo, ele foi embora para nunca mais voltar? Como achar a saída desse labirinto? Existe alguma lente para me localizar no eco da ausência?
A missão do mentor se cumpre quando o discípulo deixa de ser um reflexo e passa a ser uma luz própria.
"Sua conta bancária é apenas o reflexo do tamanho da sua responsabilidade e da sua Riqueza Trilionária de espírito."
"Minha riqueza é um reflexo da glória de Deus, usada para construir pontes onde antes havia muros e esperança onde havia escassez."
A verdadeira abundância trilionária é o reflexo de um coração que transborda ternura e respeito, onde a maior estratégia de sucesso é a bondade genuína que eleva cada pessoa e transforma o mundo em um lugar mais digno e humano.
"O seu império é o reflexo da sua mentalidade; alimente a Visão Trilionária diariamente e veja o mundo se moldar aos seus maiores planos."
Atreveu-se a arriscar,
Sobre o desejo incessante
Foi de mais um a amante
Frente ao reflexo de amar.
Foi de passinho em passinho,
Mas foi gravando o caminho
Quem sai no mundo sozinho
Tem que aprender a voltar.
Fez do amor o seu ninho.
Pouso de um passarinho
Voando devagarinho,
Do seu jeitinho alcançou.
Teceu na prosa e no verso
Juras de um ato confesso,
Bendigo os sonhos expressos
Nos versos que o vento levou.
O Reflexo Misterioso entre Olhares
O mistério que reflete dos olhos, como se estivesse diante de um espelho; os mistérios dentro do íntimo, que para o observador, também são mistérios por serem para ele desconhecidos — um misterioso reflexo que quem observa não poderá decifrá-lo. Apenas quem o tem terá a chance de desvendá-lo.
No coração humano há certas misérias que empalidecem diante do próprio reflexo; entre elas, a inveja é a mais lúgubre e rasteira desde os primórdios da criação Divina. Ela é uma soberba que se fez verme. É um vício tão monstruoso, uma deformidade espiritual tão vil e vergonhosa, que até o mais audaz dos celerados, assim como satã, recua diante do espelho de sua própria consciência deturpada.
"A vergonha do filho é o reflexo de uma visão que ainda não amadureceu. Mantenha sua cabeça erguida; quem oferece o melhor que pode, já deu tudo o que o mundo poderia exigir."
— Ginho Peralta
"A zombaria e a humilhação que você lança sobre o outro nada mais são do que o reflexo da sua própria fraqueza; o verdadeiro poder não está em diminuir ninguém, mas em ter um coração limpo e a coragem de estender a mão."
Cidade em Suspenso
A cidade acende e me apaga
No reflexo frio dos semáforos
Cada janela parece uma pergunta
Cada esquina, um rascunho do que sou
Eu caminho entre ruínas discretas
De promessas, vitrines e sinais
O concreto me ensina a dúvida
E a dúvida me ensina a ir além
Quem desenha o mapa da pressa?
Quem decide o valor do silêncio?
Se o futuro mora no relógio
Por que eu sempre vivo no intervalo?
Tem uma fome antiga no asfalto
E um eco que não sabe se responde
Eu carrego a noite no bolso
Como quem guarda o que não se esconde
O que é chegar, afinal,
Se toda chegada já vira partida?
O que é ser inteiro na cidade
Que nos pede versões resumidas?
Se eu me perco, é por lucidez
Se eu me calo, é pra ouvir melhor
No meio da fumaça e do ruído
Ainda existe um nome para o sol
E eu sigo, porque seguir também é verbo
Porque parar parece uma forma de cair
Porque talvez a verdade more
No movimento de não se definir
Daniel Vinicius de Moraes
Antes de me definir, lembre-se: suas conclusões são apenas o reflexo dos seus próprios olhos. Você não me vê como eu sou, Você me vê como você é.
“A alma se torna livre quando deixa de servir ao próprio reflexo e aprende a repousar no amor que a sustenta.”
— Nina Lee Magalhães de Sá, O Espelho da Alma Livre
“A alma se torna livre quando deixa de servir ao próprio reflexo e aprende a repousar no amor que a sustenta.”
Do livro O Espelho da Alma Livre — Amor, Consciência e Dissolução do Ego no Silêncio Divino, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
