Reflexão sobre a Morte
Entre a mulher e a serpente
Entre o dia e a noite
O grito e o silencio
A vida e a morte
O sim e o não
A felicidade e a solidão
A inquietude e a paz
O brilho e as trevas
O sol e a lua...
A força do contraditório
Uma mistura explosiva
Dentro de mim
O encontro inesperado do meu "Eu"
Na existência suprema de mim.
Realidade...
A pena de morte já está em vigor no Brasil há um bom tempo, graças a corrupção que vivemos neste exato momento. Se você ficar doente e depender da saúde pública, haverá grande chance de morrer na imensa fila do hospital, isto antes da consulta, se estiver desempregado, pode morar nas ruas, conhecer as drogas e morrer abandonado. Se você sair a noite, com certeza poderá ser agredido e assaltado, é a pura realidade,você pode ser morto nas ruas da própria cidade, bandidos podem invadir o seu Sítio ou a sua casa, matar toda a sua família com requintes de crueldade, pois não há defesa contra a "bandidagem". O aborto já é feito com naturalidade, uma mãe decide se mata ou não um filho indesejado, por isso digo que a pena de morte já é uma realidade, graças a corrupção que tira de nós cidadãos, o direito de igualdade.
“A escrita é a forma mais bela de vencer a morte: sua voz continua a falar, mesmo que o autor descanse.”
“Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a morte corporal, da qual homem algum pode escapar. (…) Felizes os que ela achar conformes à tua santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes fará mal!”
Espero que a morte
seja como ser carregado
para o quarto na infância,
depois de adormecer no sofá em meio a uma festa em família.
Espero que ainda se possa
ouvir o riso alegre vindo
do outro cômodo.
A vida é o primeiro dos retornos, a morte é o último dos chegares, o que vem depois é o primeiro dos ficares. E no final de tudo uma embriaguez espiritual.
A beleza da vida é saber que todos somos diferentes, a beleza da morte é saber que todos seremos iguais algum dia.
Entre as vírgulas da vida, me surpreendo com o ponto da morte e como eu queria que esse não fosse o ponto final. Eu queria escrever adeus para quem eu amo e dar tchau para quem me despreza, amar alguém que me pertence e desprezar quem não me suporta; se seria mesquinho e egoísta da minha parte, eu não sei. Nem consigo imaginar tamanho vazio nas mensagens que nunca chegarei a escrever; me verão de longe, sabendo que nunca mais me verão de perto; me abraçarão nas imaginações e me perderão no que é real. Se é que para mim, depois de ir para algum lugar que não tem fim.de alguma forma importaria o que é real... Será que todo esse tempo de nada servirá para alguma coisa depois que nada servir mais para nada? Será que o amor que exalei foi dissipado pelo vento ou propagado pelo ar?
Em um ônibus me encontro e, capotado, estou diante da estrada da vida; um soluço bastaria para me engasgar com uma dose de amargura e uma dose de desalento. Serei eu o bêbado que nunca bebeu ou a vítima que morreu no boteco de tanto se embriagar com doses de pessimismo? Mas nem tudo é história ruim; em mim bate o coração, dirão para mim que são coisas fisiológicas, e eu direi que não há lógica no meu físico, pois sinto que ele aperta quando o calo aperta e a dor me acerta. Serei eu poeta controverso que amor carrego em cada verso, ou um poeta sem sucesso que do dinheiro não me sobrou nem um resto? Escrevo pouco todos os dias, mas escrevo minhas agonias, e isso é muito para mim."
A morte não é o problema, mas a consequência; não se trata de um percurso planejado, mas o resultado predito sobre o desvio da estrada da vida.
Conduz seu viajante ao esquecimento da vida, e aos que permanecem no percurso planejado transforma aquele que se foi em uma breve lembrança, seja ela boa ou ruim.
O problema com a morte é que a vida continua.
A vida está para morte da mesma forma que o parto está para vida. Assim como não sabemos o que nos esperaria após o útero, não sabemos o que nos espera no além vida;
Somos nutridos no útero, paridos no tempo que devemos abandonar nossa velha estada... não seria isso a vida? não estamos sendo nutridos para outra realidade maior com maiores desafios?
A morte é o parto, não um aborto. A morte nos entrega a eternidade da mesma forma que o parto nos entregou para o viver. Não se iluda de uma vida gestacional, e não entenda a morte como um fim, ela é a passagem para o tipo de vida que você viveu!
Quer ter a certeza de que sua eternidade será boa? viva Cristo hoje! Se vivermos uma vida regrada do eu, centradas em nós mesmos, como esperamos ter Ele como nossa companhia na verdadeira realidade?
Estamos de passagem na Terra, e o que nos espera é tão diferente daqui, quanto isso que agora vivemos é diferente do útero que nos abrigou.
E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
(I João 2:17)
