Reflexão sobre a Morte
"A vida é tão linda como as flores de verão, e a morte é tão silenciosa quanto as flores de outono"
Ouvi dizer que a vida depois da morte é tão chata que só parece uma eternidade. Mas me serve.
A morte pode um não ser um tona-se um nada, Não tem sentido um ser humano, com sua consciência, sua racionalidade, suas emoções, alma, tudo o que é, nascer e começar existir pra ser tornar um nada, se era pra não existir, nem teria nascido.
A morte e certa, pois o tempo sempre passa, eu estou com ela, sincero e verdadeiro seja você quem for, onde for!
Viva como se fosse seu último dia vivo, pois a morte é insana, é delicada, é sensata, amedronta os mais frágeis, mas ela também é verdadeira e só faz apenas, o seu trabalho. Cuide-se e viva como louco, pois a loucura ocorre com os melhores.
Na ficção os personagens tendem a esquecer rapidamente a morte do pai, do que a perdade um grande amor.
Em vez de se preocupar com a vida após a morte, concentre-se em viver plenamente antes dela. Um dia bem vivido vale mais do que muitas vidas mal aproveitadas.
Lamento do oficial por seu cavalo morto
Nós merecemos a morte,
porque somos humanos
e a guerra é feita pelas nossas mãos,
pela nossa cabeça embrulhada em séculos de sombra,
por nosso sangue estranho e instável, pelas ordens
que trazemos por dentro, e ficam sem explicação.
Criamos o fogo, a velocidade, a nova alquimia,
os cálculos do gesto,
embora sabendo que somos irmãos.
Temos até os átomos por cúmplices, e que pecados
de ciência, pelo mar, pelas nuvens, nos astros!
Que delírio sem Deus, nossa imaginação!
E aqui morreste! Oh, tua morte é a minha, que, enganada,
recebes. Não te queixas. Não pensas. Não sabes. Indigno,
ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.
Animal encantado – melhor que nós todos! – que tinhas
tu com este mundo dos homens?
Aprendias a vida, plácida e pura, e entrelaçada
em carne e sonho, que os teus olhos decifravam…
Rei das planícies verdes, com rios trêmulos de relinchos…
Como vieste morrer por um que mata seus irmãos!
A MORTE CHEGOU DE BRANCO
A morte chegou de branco
mas quem a viu não fui eu.
Foi a moça do barranco
que mal a viu se escondeu.
Chegou de branco trazendo
um sopro de terras santas
de rosas castas e rios
onde em claros arrepios
se deita o sonho gemendo...
Chegou de verdes colinas
de longínquos povoados
e tinha toda a pureza
da risada das meninas
das águas virgens das plantas
dos campos mal-assombrados.
Chegou de branco! De branco...
De branco como o silêncio
como as núpcias de branco
como o primeiro suspiro
da moça que no barranco
só por vê-la se escondeu.
A morte chegou de branco
mas quem a viu não fui eu.
A morte é o horizonte que nunca vemos enquanto caminhamos, mas quando finalmente chegamos lá, não há mais paisagem para contemplar.
Toda vez que me pego pensando na sorte,
Mais deixo me seduzir pelo doce beijo da morte.
Aquele, que o vazio em seu peito assola forte,
De joelhos tento manter ao menos o porte.
Porem quando o crepúsculo me remete aos seus Belos fios cor de cobre,
Juro aos céus que ao menos em outra vida,
Ainda serás minha rainha consorte.
O salário do pecado é a morte. Sob sua influência, morremos espiritualmente um pouco a cada momento, e é por isso que, em nós mesmos, perdemos a vontade de cumprir os propósitos de Deus em nossas vidas.
