Reflexão sobre a Morte
Um médico medíocre trata sintomas; um médico real confronta a morte e negocia com ela cada segundo de vida adicional
"Andei pelo vale da sombra da morte e o Senhor estava comigo.
Senti a ausência do Deus, quando tu não estavas comigo.
É loucura, é devaneio, pecado é o que me acometeu, o tal cupido.
Quando te vejo, o coração palpita e a cada palavra, é um novo suspiro.
Tento imaginar o amanhã sem ti e não consigo.
Não sei o que faço, se és tu meu ar, em sua ausência, como respiro?
Eu não te olho mulher, eu te vislumbro, eu te admiro.
Um dia, imaginei-nos, em uma vida à dois, mas era miragem, era delírio.
Pesadelos de amor, foram os sonhos, que imaginei contigo.
Senti-me em total abandono pelo universo, quando jogou tudo que te ofereci no lixo.
Eu sou muitas coisas, mas não merecia isso.
E no famigerado vale, eu sou a sombra, eu sou a morte, refém de um coração, sob o julgo do Deus cupido.
Conversando com o Logos, ele confidenciou-me, ainda estar comigo..." - EDSON, Wikney
"Você que era o amor da minha vida, agora é o amor da minha morte.
Encontrar você foi meu maior azar e eu achando que era sorte.
Você é minha maior fraqueza e eu achava que me fazia forte.
Eu me perdi tentando te encontrar, eu achava que você era o meu Norte.
Você que sempre fora o meu mel, percebi que é de veneno, uma dose.
Você acredita que eu sempre te abandono, mas nas suas crises, sou eu quem te socorre.
Sua presença sempre foi minha maior riqueza, agora sua ausência me faz pobre.
Você se fez rainha da minha vida, mas se esqueceu de me fazer consorte.
Eu já tomei nota da sua indiferença, já não espero mais que me note.
Viver é bom, mas em sua ausência, é preferível a morte..."
"Até hoje, meu caro amigo, vivo por alguém que não se abalaria por minha morte.
Até hoje, tento ser, da rainha de minha vida, o consorte.
Certa vez, li que era possível morrer de amor, sem saber o nome do sujeito, o invejei, que sorte.
Viver amando, sem ter quem se ama, é maldição, é sobreviver na fraqueza tentando ser forte.
Venha, sente-se, leia-me, escute-me, me ame, me note.
Da sua ausência, indiferença, já noto cada recorte.
Se quiseres ou se tiveres que ir, vá; mas, por favor, rogo que não volte.
Não me implore, não chore.
Não peça perdão, viva na solidão, seja feliz na sua indiferença, seu esporte.
Encontre seu rumo, ache seu norte.
Me perdi, tentando viver por alguém que, de bom grado, desejara a minha morte..."
"Se você tem medo de ser atropelado, teme a morte; mas se não tem medo de ser atropelado, não a teme."
"A morte é necessária, para que outros nasçam, morrem uns pra dar a vida aos outros, quando um ciclo de vida termina, começa outro e assim o mundo gira, seguindo seu ciclo natural."
E pelo caminho, me encontrei com a morte.
E diferente do que temia, sua companhia me foi a melhor da vida.
Lado a lado, caminhamos e conversamos, e sobre a vida tivemos uma opinião em comum.
"A morte, sedutora para alguns, temida por outros, porém sempre mal compreendida. A vida, implacável, sempre escrava de si mesma."
...
E em uma bifurcação, novamente nos separamos.
Apesar de todo fim, ainda me resta uma vida para se viver.
Se me disseres adeus, meu amor,
Meus olhos vão se fechar.
É a morte de um sonho meu
Que sozinha estive a sonhar.
Eu quis me dar um presente
Infinito além do céu.
Eu quis me dar um amor
Como dos filmes que ninguém fez.
Se me disseres adeus,
Tudo que havia em mim eu já chorei.
Não me restaram palavras
Nem medos que me pusessem fim.
Tudo em ti, meu amor,
Eu já ganhei e perdi.
Eu definhei em segredo
E também em silêncio eu cresci.
Foram para ti os poemas
Que a Deus eu dirigi.
E diante de um sonho
Tão salgado,
Tão pobre e tão rica eu me vi.
E diante do hoje
No qual conquistei
Tudo e ao mesmo tempo, nada,
Pronta, eu morro em mim.
Eu me amei,
Eu me aplaudi,
Também sozinha
Chorei,
Também sozinha sorri.
Se me disseres adeus,
Me conforto dentro de mim.
Eu não sou Deus,
Eu não sou Deus,
E desse sonho, ainda viva,
Eu vou me despedir.
Mas, se me disseres oi e sorrir,
Entrego meu amor
Por uma vida inteira a ti,
Na esperança de um milagre
Que no meu coração senti.
Talvez eu seja só ilusão
E um dia saudades.
Ainda assim, eu sonhei,
Eu te amei, eu te vi.
Mas se disseres adeus, meu amor,
A Deus entrego o amor que dei
E não recebi...
E de todas as tolices que a vida humana reserva,
Não me arrependeria de reparar em ti.
És belo...
És belo...
És belo...
Assim te vi.
Assim te fiz
E assim hei de me despedir.
Eu? O que sou?
Pétala ao vento...
Poucos hão de reparar em mim...
Mas eu, tudo vivo, e reparei...
Ao menos tentei dar um final feliz para ti.
E para mim? Meu final?
Eu morro todas as noites...
E renasço todas as manhãs
Até o dia em que não existir mais Sol...
Eu morro a cada minuto e renasço a cada sinal.
Mas, se me disseres adeus, meu amor,
Ainda haverá outros olhos, até meu último suspiro, pelos quais lutar, com os quais me distrair.
Os meus olhos?
Ora, que ricos! Ora, que tristes...
Ora, que tudo veem...
Menos o futuro, além do meu coração.
Meu coração: eterno jardim a esperar florir.
Um dia, quem sabe, encontro consolo em mim.
Regras são o destino dos
que a sociedade
renegou.
Corroborar com o mundo é oferecer-se
à morte,
como quem se entrega ao náufrago
em tempestades.
Tenho medo da morte, não tenho medo de morrer. Por ter medo de morrer, quero continuar a viver.
Tento viver intensamente cada instante, com cada gente.
Tente aproveitar cada ente, que se permite viver alegremente.
Viva cada instante como sendo o derradeiro.
Viva bem ao lado de quem é verdadeiro.
Viva a vida com prazer e disposição de aproveitar esse milagre ao qual tens que é viver.
Quando a dor da alma é imensa e sufoca o ser, muitos recorrem a dor da morte para alívio trazer.
Mas o que será que tem, após a morte também?
Se a momentânea e insistente dor tem fim, será que haverá alívio no tempo sem fim? Há uma eternidade a seguir, onde o tempo deixará de existir? Se das eternas portas haveremos de proceder, vida ou morte pode advir, incertezas para meros mortais, na esperança de dias vindouros de eterna paz.
Na dança da vida, a morte é traiçoeira,
Surge sem aviso, sombria companheira.
Em dois velórios, dois diferentes cenários,
A dor, um elo entre tempos adversários.
Uma senhora de idade, 85 anos serenos,
Viveu sua jornada, partiu desse terreno.
Mas a dor entre os familiares é lógico que ainda persiste,
O vazio, a despedida, ninguém resiste.
No segundo cenário, a mãe da jovem, com 25 primaveras,
Grita alto, e, sua voz enche as esferas.
"Minha companheira", ecoa a aflição,
Um lamento que corta o coração.
Ao consolar, damos força e calor,
Abraços que acalmam a dor, o temor.
Mas no ir e vir, entre o consolar e o vencer,
Vejo o ciclo da vida se perder.
Pessoas focadas em metas diárias,
Enquanto a empatia se perde em rotinas diárias.
No caminho para consolar, a solidariedade se esquiva,
Entre a dor real e a busca incessante de uma vida ativa.
Escrevo, pois a alma chora em versos,
A dor,
o luto,
entre risos dispersos.
Infelizmente, a morte vem como um panfleto: sem endereço, mas sempre encontrando um destinatário; em qualquer hora pode ocorrer a última partida. Portanto, desfrute de todos os momentos, valorize os dias, e aproveite cada segundo.
Na sombra da morte eu ou você.
Na sombra da morte, eu respiro e sinto a dor.
O silêncio grita, eu não fico em silêncio observando a dor.
Todos ao redor, com máscaras de dor sorrindo disfarçando os sentimentos
Vivem na escuridão, com o coração em chamas
Doenças pairam, acidentes acontece
A qualquer instante, o fim pode chegar
Perder alguém, pensar em perder alguém, e a dor que não some
Na sombra da morte, eu me perco
Viver a cada dia, com alma e coração em melancolia.
Na sombra da morte, a minha revolução, se é comigo peço perdão antes que me leve.
Luz na escuridão, grito na multidão
Vida é um sopro, na sombra da morte
Mas na penumbra, uma luz se acende
No toque de quem vive, no que a gente aprende
Dores e perdas, fazem a gente crescer e refletir
Na sombra da morte, eu vou viver ou morrer
Na sombra da morte, a vida é um nome de um conhecido
Mas eu não vou parar, vou seguir o som
Na sombra da morte, eu vou respirar para não chorar será impossível não chorar
Viver a cada dia, com alma e coração esperando não acontecer
Na sombra da morte, Banda corvo negro.
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