Refletindo sobre a Vida
Quando pensamos em vida
A nossa melhor comparação
Deveria ser a de saltar
Saltar, como em crianças
Apesar de toda insistência
De tentar vencer a vida
Ela não é luta
E nem concorrência
É momento, é riso, é vivência
Tem dias que é vento
Outras vezes é uma brisa
Pode ser também
Um jardim muito bonito
Mas as flores envelhecem
Exceto na lembrança
Onde permanecerão guardadas
A vida é uma estada espiritual
Não se leva nada
Não se guarda o viço
Ganha quem der mais risadas
Mas a gente tem que aprender a rir
Sem desejo de vitória
Antes, simples compartilhamento
Pra levar o amor nos olhos
Pra poder permanecer
Nos olhos de quem nos amou
E quando lembrar-se de saltar
Faça isso com a alegria da canção
E salte bem alto
E guarde esse momento
Pois a vida tem a duração de um salto
O tempo presente é abstrato
E o passado voou como o vento.
Edson Ricardo Paiva.
"Há duas coisas na vida que não se pode evitar
A primeira é o pensamento
E a outra é quem te diga o que pensar"
Edson Ricardo Paiva.
Nada
Que te pode ser tirado
Te pertence
Não pense que Deus fez a vida
Pra te dar alguma chance
ou uma oportunidade.
Deus é um Deus de decisão
e de boa vontade
Fica tudo que se faz na vida
Conta mais o que se fez da vida
É semente de flor que não germina
É palavra certa na hora errada
De nosso na vida... é a vida
Luz do Sol, sopro da brisa, o cantar de um pássaro qualquer
a hora à toa... e algum tempo de vida
A Luz da vida é um sopro, um canto
Um pranto à guisa da vontade alheia
Volta e meia dando asa à vida
Hora inexata, imprecisa
A vida era assim, quando era boa
de uma hora pra outra ...ela voa!
Amor bom, sem destino
Era puro em tempos de menino
Amor só...só de espera
Claro, cristalino
Ele era de alguém?
Não, não era!
Era crer e também bem querer amar alguém
Todo aquele que não, também.
Pois o coração da gente é uma casa
Não tem porta e nem portão
Só tem duas janelas
O nome de uma é Amor
O da outra é Espera
Talvez nosso amor seja pouco
Pode ser que a espera seja tanta
O resumo da vida
São só sementes que germinam
das flores que a gente planta
Muitas serão esquecidas
Outras serão lembradas
Teu, é o fica
Da vida não se leva nada!
Edson Ricardo Paiva.
Eu tanto pensava em colher em vida
Um espaço entre quatro linhas
Linhas tortas, quiça tivesse
Uma horta de flores que Deus me desse
Regadas da dor doída, ao longo de uma jornada
Eu tanto quis, de querer
Um querer que me foi verdadeiro e existe ainda
Um simples canteiro de céu
Daqueles que nos ensinaram que existia
Desses, que eu tanto ensino a quem puder
Que eles existem
Um pedaço qualquer entre algumas linhas
Daqueles, com nome da gente escrito
Que ao longo do tempo é que se descobre
O quanto era pobre esse nosso pensar
Sobre dor doída ou de sofrimento
Não era, essas coisas não eram minhas
Era apenas sobre toda raiva
Que não fosse devolvida
Era sobre deixar aqui, quando voltar
A todo pedido de desculpas
Que devia ter pedido e que não foi pedida
Era sobre aprender a enxergar
Uma grande conquista
Um tanto assim de céu que já temos
Todo dia sobre as nossas cabeças vazias
Repletas de atmosferas
Era sobre saber ver apenas
Pequenas coisas que estão bem diante das nossas vistas
Pouco importa as flores que cresçam lá
Que nem cresçam, que nasçam mortas
Gira sobre a complexidade das coisas simples
Que tanto nos esforçamos em torná-las complicadas
E, no final, o mais nos interessa
Não passa de um monte de nada, de todo sinceras
É a surpresa de perceber
Que agora, quase nada mais nos surpreende
São as dores que não mais queremos
É o amor que nos ensina a não querer deixar elas aqui
Pra que outros também as sintam
E essa forma sucinta e profunda de viver a vida
É que haverá de regar ou não
Os jardins da outra vida
Porque tudo sempre recomeça
No lugar exato onde termina
Esquecer a pressa de sentir-se
Triste ou feliz
Essas coisas vem
E são sempre mais pesadas para quem não quis
Quando tudo volta e se mistura
E nada mais se encontra
É ali que se acha o segredo
As flores, canteiros, os medos da vida
Uma orquestra de letras e notas misturadas
Volta tudo pro universo enorme
Com o nome da gente escrito
Onde tudo é mais pleno e bonito
Quanto mais pequeno
E sereno é o pranto
Se eu pensar menos em mim
A vida é mais simples assim.
Edson Ricardo Paiva.
A galinha que um dia conheceu a companhia da águia, sentir-se-á uma águia pelo resto da vida, mas a sua natureza sempre a conduzirá à companhia dos frangos e ali ela vai ciscar e cacarejar como galinha, pois foi o que o Divino prescreveu para os da sua laia.
Edson Ricardo Paiva.
Entardece em minha vida
De repente um pensamento
Momento pra focar o nada
Quedas esquecidas
De outros dias
Quando amanhecia, ainda
No vale das pedras pisadas
Meu Deus, foram manhãs tão lindas!
Entardece em nossas vidas
De repente a tarde cresce
Diferente às tardes de outros dias
Noutros tempos de outras vidas
Quando dor que era suave ainda
Mesclada ao odor das damas da noite
Respiradas, eram dores que lembravam sorte
Que nos remetia um pensamento
Por falar em noite, em norte, em dia
Em sóis que nos sorriam todas as manhãs
Ao Criador, que tudo olhava lá de cima
Que mandava orquídeas
Junto às folhas vivas, junto às folhas mortas
Nosso nome em branco no livro da vida
Estradas, escolhas
Tudo isso era futuro
Hoje, entardece em nossa estrada escura e só
Num mundo de sonhos, de sono profundo
Onde todo mundo é igual
De todas as moradas da casa de Deus
Nossos sonhos, medos misturados
Às roseiras que beiravam rios da infância
A melodia das águas
Tudo isso era normal
O mundo escondido e ainda em segredo
Terá sido um dia o mais natural
De todos amores profundos
Pois o amor é Pai da natureza
Do rio que vai, que nos leva
Que revela todas as belezas sonhadas
Belas, como as vidas desejadas
Aquelas, que jamais pudemos
Eu não tive assim, tanto talento
Pra deixá-la desenhada
em minha folha do livro da vida.
Embora ainda a queira, igual a todo mundo
Entardece em minha vida
Quanto a isso
Não existe escolha e nem tristeza
É o pó da estrada, é o nada, é o norte
é o leste, são as mortes das quatro estações
A dança envolvente, a existência prova
Que do pó vieste e vais
Só a alma da gente não é mais a mesma
e nem será nunca mais.
Edson Ricardo Paiva.
"A meticulosa vida de Tatyane Nicklas"
E agora?
Talvez eu seja conhecida por meu sorriso largo, por minhas atitudes infantis, meu olhar triste (Formato dos olhos, risos, e pela forma que eu escrevo Rs, - "risos") e um milhão de coisas que se passam todos os minutos na minha cabeça, me fazendo olhar para o teto e contar quantas lampadas desnecessárias estão lá. Nem todos pegam isso de mim, nem todos nem imaginam quando eu não estou presente, nem todos me enxergam. E eu faço questão disso.
Na véspera de mudar toda uma estrutura, de encarar tudo de frente, e se despedir de uma vida concreta, penso: E agora? Sim, eu sempre falei através das musicas, e é por elas que eu tenho o dom da existência, seja lá qual for a inspiração, elas sempre estão comigo, medo? Não, isso eu não tenho mais, eu sai das fraldas! E é a única coisa que tenho mais visto ultimamente.
Porém, ainda paira em meu ar... What Now?
E agora? - O que é que eu faço com toda essa sabedoria? - O que é que eu faço para não ficar presa nos olhos enganosos do amor? - O que eu faço para não me permitir? Quando a unica coisa que eu mais quero nesse momento é viver "eu", sim, viver "eu", ser "eu", conquistar "eu", administrar "eu".
Cheguei lá! Finalmente.
Desejo que me abrace através do seu pensamento, todos os dias da sua vida. Pois é isso que eu faço, até mesmo quando acordo com mil e um abraços, só os seus se encontram nos meus mais secretos e meticulosos pensamentos.
E agora?
Vou aceitar o pedido, e me despedir de uma vida vazia, ao menos de companhia. - Eu direi sim, para mim!
Mãe,
Começo a pensar entre pensamentos peculiares sobre a sua jornada, sobre a sua vida.
Mãe, ainda tenho a chance de lhe chamar de mãe, e ser respondida, querida mãe, estou vendo o seu sofrimento, mães não deveriam partir nunca.
Se em algum momento em toda minha vida, eu disse que sofri, peço perdão ao verdadeiro sofrimento.
Te vejo adoecendo, te vejo cada dia lutando contra a natureza e a força do meu medo, destinada ao câncer.
Santo Deus, tenha piedade da minha mãezinha. A cubra com o seu seu manto sagrado.
Afasta de mim esse cálice, que sua vontade seja reconhecida e que me deixe ó pai, só mais um minuto no tempo.
Cura a minha mãe!
O sofrimento a casa torna, eu que pensei que tudo seria melhor e diferente com às mudanças da vida, eu que já fui tão feroz com minhas palavras, com minha língua e meu julgar, sim, eu já julguei e fui julgada, já pedi perdão e fui perdoada, estou um resto de pessoa, um resto de ser humano, minha mãe está se despedindo todo dia mais um pouco de mim, acaba de vomitar uma quantidade absurda, que chega a ser inimaginável, eu que tinha ansia até do ato vomitar, hoje estou aqui, acabo de limpar tudo o que eu repudiava com o próprio estômago. Está doloroso, sofrido, está cruel, não tenho mais sono, a dor dela é a minha, que abraços receber diante dessa atrocidade em sentir... percebi que estou deixando partes minha, morrer, não sei nem mais quem sou, e cada vez que ela passa mal, eu ergo meus olhos ao céu e dou glória a Deus, é como se Deus fosse ter piedade dela, e logo parece-me que não.
18 de Maio de 2021
Uma vez me disseram: - Siga a sua vida que eu seguirei a minha, imediatamente eu pensei: - O amor é apenas isso? - Cheguei a conclusão de que: O amor é para alguns a essência e para outros a sobrevivência.
Nunca em toda minha vida, pensei que poderia escrever um romance! É tão... "Tão"... Sentimental. É ir além do que sentimos, é imaginar o que podemos e o que não podemos esperar da nossa vida sentimental. Escrever um romance estando literalmente desfocada sentimentalmente, não tem preço.
Aceito a vida não como ela é, pois existe muito para ser mudado, mas aceito as maravilhas de viver. E tonar-me dia a dia... Um ser melhor.
Sabe o que eu espero dessa vida? - Dinheiro! - Sim, cansei de esperar amor, parece que hoje em dia tudo tem um preço e se você não puder pagar... Meu amigo... Já sabe o final de tudo isso não é? - Tudo tem um preço e as pessoas são caras.
VIDA, CAMINHO DA ETERNIDADE.
(Dissertação inspirada no pensamento de Léon Denis).
A vida não é um enigma insolúvel, nem um acaso cego, mas uma lei sublime que envolve o universo em sua ordem majestosa. É o fio dourado que liga as consciências ao Infinito. “A vida é universal, incessante, infinita. Brota de todas as formas da natureza, derrama-se em todos os planos do ser” (Depois da Morte, cap. II).
Aqueles que a observam apenas pelo prisma material enxergam nela um breve clarão que se apaga na noite da tumba. Mas para quem a contempla com os olhos da alma, a vida é um rio sem fim, que desce das alturas divinas, atravessa os vales da dor e da experiência, e retorna, purificado, à fonte eterna.
A dor como escola da alma.
O sofrimento, muitas vezes temido, não é senão uma lição. “A dor é a grande educadora, a reveladora das leis superiores; desperta em nós as forças latentes e nos faz compreender a solidariedade que nos liga a todos os seres” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. IX).
Cada lágrima, cada prova, é um degrau oculto da escada que conduz ao infinito. O destino não pune, ele instrui; não aniquila, mas redime.
A lei de solidariedade.
A vida também é fraternidade. Nenhuma alma é uma ilha isolada, perdida no oceano da existência. Estamos ligados por laços invisíveis de amor e de dever. “Assim como as estrelas brilham juntas no espaço, sustentadas pela atração, assim também as almas crescem e se elevam pelo amor que as une” (No Invisível, cap. XIV).
Negar o próximo é estancar a própria ascensão. Amar é viver em harmonia com a lei universal.
A imortalidade como certeza.
A morte não é o fim. É apenas o desdobrar de um véu. “A morte não existe. O que chamamos assim é apenas uma mudança de estado, uma transformação necessária ao progresso do espírito” (Depois da Morte, cap. V).
Reencontraremos os que nos precederam, assim como seremos reencontrados pelos que virão depois. A vida é comunhão entre os dois mundos o visível e o invisível — que se entrelaçam continuamente.
O destino maior.
Viver é avançar. Cada existência é uma etapa, cada esforço uma vitória, cada dor uma lição. Do átomo ao arcanjo, a vida segue sua marcha, sempre ascendente.
E quando o homem, após longas lutas, atingir as cumeadas da sabedoria, compreenderá que a vida foi, desde o princípio, um chamado de Deus à sua criatura.
“Deus nos fez para a felicidade. A dor é apenas o prelúdio da alegria eterna, assim como a noite prepara o esplendor da aurora” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, conclusão
*(Dissertação baseada nas obras de Léon Denis - O Apóstolo Incansável Do Espiritismo.)
Meus irmãos, a vida é a maior das revelações divinas. Não é obra do acaso, nem simples agitação da matéria: é o sopro de Deus animando todas as coisas. “A vida é a lei universal, que se traduz em todos os graus da escala dos seres, desde o átomo até o arcanjo” (Depois da Morte, cap. II).
Não a julgueis pelas aparências frágeis e mutáveis. Sob a diversidade das formas, ela permanece eterna, indestrutível, sempre a mesma em sua essência. A morte, que tanto aterroriza os corações, não passa de uma mudança de vestimenta, uma passagem necessária para que a alma prossiga sua marcha. “A morte não é mais que uma mudança de plano, uma libertação” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. V).
A dor como mestra.
Se a vida fosse apenas alegria, talvez adormecêssemos no egoísmo e na indiferença. Mas Deus, em sua sabedoria, semeou a dor no caminho humano, não como castigo, mas como mestra.
“A dor é o estímulo supremo do progresso. Revela ao ser a lei moral, desperta a consciência e o conduz ao amor” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. IX).
Cada lágrima derramada não se perde: cai no solo fecundo da alma e ali germina em compaixão e fraternidade.
A solidariedade que nos une.
A vida não é isolada. Assim como as estrelas não brilham sozinhas no céu, também os homens não vivem senão pela solidariedade que os une.
“O destino de cada um de nós está ligado ao destino de todos. As almas formam uma vasta cadeia em que cada elo sustenta o outro” (No Invisível, cap. XIV).
Compreendei, pois, que amar não é apenas virtude: é lei da vida, é condição de progresso.
A certeza da imortalidade.
Ah! meus irmãos, que horizonte novo se abre quando sabemos que a vida não termina no túmulo!
Quantas mães reencontram seus filhos além da morte! Quantos corações despedaçados descobrem que a separação é apenas temporária! “A morte é apenas um instante na eternidade, uma pausa na sinfonia da vida” (Depois da Morte, cap. V).
Não há perda absoluta: tudo se reencontra, tudo se harmoniza no grande concerto da imortalidade.
O apelo da ascensão.
A vida é ascensão contínua. Cada existência é uma lição, cada prova um degrau, cada virtude conquistada uma vitória do espírito sobre as trevas.
E quando, após longos séculos de esforço, tivermos vencido o egoísmo e as paixões, quando a dor tiver cumprido sua missão, então a alma se erguerá radiante, livre, consciente de sua filiação divina.
Sim, irmãos! A vida é um dom de Deus. É a estrada luminosa que nos conduz, através de lutas e lágrimas, ao seio da Eterna Beleza. Não desanimeis, pois: a dor é a noite, mas toda noite se abre para a aurora.
“Deus nos criou para a felicidade; a dor é o prelúdio da alegria eterna, assim como a sombra prepara a luz” (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, conclusão).
Passamos a vida pensando que somos afetados pelos eventos externos, quando, no máximo, estamos sendo afetados pelas nossas próprias atitudes.
Tudo em nossa vida é uma decisão... ir, ficar, esperar; fazer, não fazer, adiar. Não decidir, já é uma decisão.
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