Refletindo sobre a Vida
Incertezas
Não sei se me entrego às ilusões
Ou deixo ir o coração
Sinto que a vida é tão fulgás
Cada dia mais rápido a passar
Somente Deus a nos guiar
E você o que dirá?
Vivo a minha vida
com fé, porque sei
que Deus
é meu chão,
é quem guia
a minha direção.
É o meu caminho,
a minha força,
a minha proteção.
Eu engoli as palavras
Na minha barriga fez um nó
Se eu não nasci para isso, não sei quem foi
Olha, eu vejo bem esses olhos
Sei que estão chegando ao fim
Olha eu não sou daqui, também não sei de onde vim
Consegui uma casa, um trabalho, um amor
E posso me orgulhar
Mas minha alma, mesmo grata, as noites quer voar
Eu amo você, não teria para onde de ir
Além de onde a mente pode me levar
E a loucura que é viver a vida
Como um do sonho
Por um sonho
Eu vi em cada poro a gota de suor
Eu senti nas curvas do seu rosto cada milagre
Mas não há nada que se possa provar
Como eu não vou enlouquecer?
Como eu não vou enlouquecer?
Me dê forças ao menos para parecer normal
Pois já demoli os muros do que pode ser real
Não tenho mais nada que se possa provar
Eu não sou nada que se possa provar
Nem mesmo minha fé, nem mesmo eu
Eu nem sei o que sou
Ou se existo
Nem sei o gosto do meu lábio
Eu só sei que vou seguir em frente
Custe o que custar
E camuflar minha loucura
Que me consome
Que me mata e me dá vida
Enquanto eu respirar.
Não sei de que lugar eu pertenço. Em que área eu me localizo, de onde venho ou quem sou. Vivo na incógnita da vida. Nos profundos e intensos mistérios que ela me reservou. Apenas me refaço a cada segundo e sobrevivo intensamente a cada momento. Rita Padoin
Tem certos dias que acontecem certas coisas que me fazem sentir certos sentimentos, que não sei explicar.
Muitas vezes, não sei o que quero, a única certeza que tenho é que NÃO QUERO passar por esta vida, sem aprender!
Sem aprender a re-aprender, sem aprender a esquecer, sem aprender a desaprender!
Velocidade é a bola da vez. Não sei bem se é isso, mas não tenho mais tempo para errar. Há alguns meses, numa mesa-redonda em Belo Horizonte, o professor Eugênio Trivinho (PUC-Santos) falava em "dromoaptidão". Nunca mais me esqueci. Ele fala difícil, a platéia de estudantes de graduação em Comunicação ainda não sabia o que fazer com aquelas palavras. Muita gente riu baixinho, pensou logo no dicionário. "Dromoaptidão" era um conceito que Trivinho desdobrava ali para aquela "galera". E era mais ou menos a aptidão que nós (e os próximos habitantes desta Terra) devemos ter para lidar com a velocidade.
Além do professor de Santos, capítulos de livro trazem pesquisas sobre o tal do "tempo real" e a perseguição de um intervalo cada vez menor entre os fatos, os fatos e as idéias, os fatos e os textos, os fatos e o jornalismo. Uma correria que aparece na vida de todo mundo das mais variadas formas. Gerações que se sucedem e ficam sem o que fazer cada vez mais cedo.
A geração dos meus professores universitários fazia doutorado aos 45-50 anos. A minha geração é de doutores antes dos 30 ou pouquíssimo depois. Inventou-se, para dar conta disso e manter a "linha de corte", o pós-doutorado. E deste se pode ter um, mas é pouco. Há jovens estudiosos com cartelas de dois, três ou quatro, antes dos 40 anos, uns dentro e outros fora do país.
Vou pelo mesmo caminho, mas não sem me perguntar: para quê estou correndo tanto? Onde vou parar? Para quem quero falar o que eu aprendo? Turmas cada vez menores? Poucos indivíduos que querem fazer carreira na ciência? Embora haja vasta comissão de ressentidos que vão mal na profissão ou que apenas repetem a crítica infundada àqueles que fazem da pesquisa a profissão (muitas vezes a vida), é nisso que este país se fia, com o pouco que ele é, para atravessar camadas e camadas de ignorância reverberada até por quem estuda.
Em todas as grandes universidades deste país (não estou falando de faculdades), há equipes grandes de pessoas de variado nível de formação questionando, examinando, estudando e propondo o que se faz do lado de fora daquelas cercas. Em qualquer região do Brasil, pessoas dedicadas ao conhecimento (e não apenas à informação replicada, muitas vezes mal replicada) fazem seminários para ver o que é possível para melhorar isto ou aquilo.
Fico observando aquelas equipes da Engenharia de Materiais. Eles têm de pensar em tudo, no presente e no futuro, e de fato alteram as perspectivas do que acontece dentro de nossas casas. Ou aquela turma de jaleco branco que acaba de passar por ali. São biólogos e vão almoçar. Um pouco mais cedo, estavam discutindo alguma coisa sobre meio ambiente. Os cientistas da Computação estão ali trancados resolvendo o que fazer com a pesquisa de um tal ex-aluno de doutorado que inventou algo muito importante para isto ou aquilo. E a turma da Faculdade de Educação entregou hoje cedo as matrizes que direcionarão o ensino de Matemática nos próximos anos, se os professores deixarem.
E para quê corro tanto? Para ver a banda passar. Para chegar na frente. Para que minha vida aconteça à minha revelia. Para que meu filho tenha um futuro bacana. Para ter grana. Para aprender coisas que pouca gente sabe. Para contribuir. Posso dizer tanta coisa para me justificar, mas prefiro ficar cansada. No final, estaremos todos vizinhos nas mesmas covas. Para quê correr?
Uma moça me contava, há duas semanas, a experiência de morar no exterior. Não em Londres ou em Nova York, mas em Moçambique. Antes disso, fez um estágio no interior da Amazônia e depois concorreu a uma vaga na África. Lá, não tinha quase onde morar. Pegou malária duas vezes. Depois de três anos, resolveu voltar para o Brasil porque ficou grávida. Não fosse isso e teria curtido mais a missão. Dizia ela: "Aprendi muito com esses povos. Lá você dizia ao cara para pensar no futuro, guardar a comida, conservar o peixe e ele dizia: para quê?". Quando ela argumentava: "Para você ter um dia melhor amanhã". O africano dizia: "Mas aí eu posso ter um dia melhor hoje". Caça, pesca, coleta. Isso mesmo, vida de quem está, não será. E se for, melhor.
Ela dizia isso e sugeria a alunos de Letras que concorressem a vagas oferecidas por agências nacionais de fomento para viagens ao exterior. Não para Milão ou para Lisboa, mas para Moçambique ou para qualquer outro canto do mundo onde não haja uma vida, no fundo, muito parecida com esta. Ela dizia isso e refletia: correr para quê?
Não quero viver da coleta. Não sou caçadora e nem estou preparada para o "carpe diem" dos filmes americanos ou dos poemas árcades, mas bem que eu queria um descanso. Não este descanso falso dos finais de semana que começam no sábado à noite. Não a pseudoparada dos que dormem de dia. Ou a noite exausta de quem trabalha sem parar. É isso o que se tem feito. Eu queria o descanso de viver este dia do moçambicano sertanejo. De quem não conhece, simplesmente não sabe o que é, o celular, a televisão, a caixa de e-mails ou a luz elétrica. Impossível.
Faz tempo que a velocidade vem mudando de jeito. Não por conta da internet, que esta é apenas a etapa que nos soa mais fresquinha. Desde o telégrafo, o trem a vapor, o telefone. Desde que a distância pareceu ser relativa. Desde que os burricos que atravessavam montanhas pararam de trabalhar. O tempo vem sendo manipulado. As pessoas vêm delegando suas reflexões e seus desejos a outras. Se gostam ou não, se querem ou não, se são ou não, tanto faz. Terá sido tudo uma imensa onda de práticas meio espontâneas.
Sem ler sobre o assunto, mesmo sem freqüentar aulas de "Análise do Discurso", seja de que linha for, é possível parar para ouvir os ecos de tudo o que se diz. Aqui, neste Digestivo, é possível ler uns textos que ecoam outros; tantos que expressam bonitamente a conversa do boteco, com mais elaboração, é claro; outros tantos que conversam entre si e nem sabem. O que importa é saber o quanto estamos presos a uma rede invisível de sentidos que já vêm meio prontos. Uma teia de relações que já chegam feitas. Uma onda transparente de significados que carrega os ditos e os não-ditos. Sem ter como escapar. Os dizeres estão sempre presos a outros, mesmo que não se saiba se alguém já disse aquilo antes. E principalmente por isso.
Pensar deveria ser a coisa mais importante de tudo. Da vida em família, da escola, da convivência. Saber pensar deveria ser a habilidade mais almejada de todas. Antes de saber envergar roupinha de marca ou saber inglês, antes de conhecer música ou ler Machado de Assis. Antes de ser "do contra" ou de apoiar a "situação". Pensar deveria ser obrigatório. Não sei pensar. Não aprendi direito. Antes que eu consiga (porque eu até tento, há quem nem isso...), vêm logo essas redes de sentidos me carregando. Que antídoto há para isso? Pensar de novo, ler mais, conhecer os textos (falados, inclusive) que já rolaram nesta correnteza e tentar ao menos me localizar. Saber que ecos tem minha voz. Pensar de novo e assistir aos efeitos do que eu disser.
Em 2002 eu tinha um blog. Ele era até conhecido. Fazia resenhas e entrevistas com escritores. Depois me cansei dele. Hoje tenho preguiça dos blogs, assim como de outras coisas e pessoas. Lá no meu blog era assim: eu mal pensava e já havia escrito. Muitas vezes funcionava. Mas isso não tem a menor importância para mim mais. No blog, no site, na mesa de bar, a velocidade eclipsa uma série de coisas mais importantes. Muito do que se escreve é de uma irresponsabilidade exemplar. O Digestivo já foi texto de prova de vestibular várias vezes. Imagine-se o que isso ecoa nas práticas de muitos lugares? Parece bobagem? Não é. Muito do que se toma como verdade é irrefletido, bobo, superficial, reelaborado, tolo, restrito, mas se quem escreve só faz escrever sem pensar, imagine-se o que fazem os que apenas lêem, e lêem mal?
A velocidade com que as coisas podem ser feitas e ditas tem trazido à luz o que deveria ficar guardado em tonéis de carvalho. Há produtos da cultura que jamais, esteja a tecnologia como estiver, sairão dos barris antes do tempo. Ainda bem.
Ela diz: "Mãe eu sei que ele é um zumbi, mas finalmente encontrei alguém que está interessado no meu cérebro e não no meu corpo."
MINHA FRASE 502
"Eu sei que vou te amar / Por toda a minha vida, eu vou te amar..." Foi exatamente o que eu me disse, outra vez, quando me vi, outra vez, de frente ao espelho! (Com base nos versos de Vinícius e que estão na canção dele com Tom Jobim).
“ Sinto saudade e quero a ti prestar uma singela homenagem, como não sei, olho para estrelas e percebo um ponto mais forte a brilhar, és tu que vive em mim, que tanto quero homenagear. ”
Eu sei exatamente quem sou. E sei, ainda mais, o que quero e preciso. Quero aventurar-me nos braços de um grande amor. E que essa paixão me consuma por inteiro.
Eu sinto que o tempo está a meu favor. E sempre irei agradecer, com as duas mãos para o alto, lembrando de onde vem a minha força e a minha luz.
Quero que saiba que tenho sim defeitos. E, que muito do que sou, tem a ver com esses defeitos.
E, o que me torna especial e único, é a aceitação destes defeitos e, a constância e direção dos meus pensamentos.
Minha alma e meu coração a ti entrego. Com a certeza que estará em boas mãos.
E se um dia eu olhar para trás e ver tudo que vivemos juntos, será um olhar de gratidão e sem arrependimento.
Porque nesta vida, a única coisa que importa, é saber que o destino me trouxe até você. E aqui eu quero ficar para te amar...
Sei que é difícil, mas pessoas evoluídas que conseguem se colocar no lugar dos outros, certamente vê a vida de modo diferente e aprende a respeitar o contraditório.
Pastora de nadas no divã me deito...
Meu maior defeito, eu enfeito e esqueço...
O mundo bem sei nunca foi perfeito...
E ser condenada, eu sequer mereço...
Por meu existir tenho muito apreço...
Como me deixar ser excomungada?
Diante da injúria nunca me arrefeço...
Sigo sempre em paz... Fujo à presepada!
Meu próprio juiz sempre me absolvo...
Para quê por peso ao que já perdido?
Ordeno o rebanho e esqueço o inquirido...
Problema que exista, bem logo resolvo.
Meu hoje e depois, eu mesma governo...
Então abro a porta e ganho o mundo, a rua...
De salto, me enlevo, quero ir pra lua...
Deixo à minha sombra, o meu rastro eterno...
Eu nunca sei por quanto tempo eles vão ficar,
Nem se preparo um café
Ou um jantar
Até porque a vida inteira,
Eles nunca ficam.
O MUNDO EU VOCÊ
Eu você não pode ser?
Não sei por quê...
Temos os motivos
Pra ficar, estar
Sonhar, sorrir
Amar, sentir
Fazer valer a pena
O que a vida deu
E nos ungiu
De forma feliz e plena
Paixão, calor
Luar de amor
Constelações, poemas
Eu você poder ser!
Sei porquê.!
Ainda existe muito pra se ver aqui
Um mar em nós, um mar em mim
Cheio de momentos que serão sem fim
De não, de sim
Estão em nossas vidas
A questão é que ninguém aqui
Navegou sem deixar feridas...
A tristeza é um rio que corre em qualquer vida
De quem ama
Alegria vêm , quando esses rios encontram águas
De sonhos e sorrisos
Sendo assim o amor
Tem dó, tem ré
Tem mi, tem fá
Em toda melodia tem um sol bem lá
Em si , em nós
O som da voz
Essa é a cadência mais perfeita
Que a canção traduz
Em som, em luz, em tudo!
Esses versos são pra te mostrar
Um pouco do meu mundo
Luciano Calazans.
Minha vida tem um propósito para Deus. Eu não sei qual é, porém Ele sabe. O que sei é que devo cuidar de meu corpo, porque ele é o templo de Deus.
Não sei se é impressão minha, mas a sensação que tenho é que quando morre um pobre parece que existe um alívio coletivo, tipo coitadinho agora descansou! Agora quando morrer um rico e famoso, é uma catástrofe coletiva de lamentações...
Chegou um embrião
Em uma família de babão
Se é menina não sei
Se menino também
Só sei que faz bem
No coração de quem o tem!!!
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