Recordações
Devemos guardar apenas: boas recordações , bons conselhos e o bom silêncio; assim como as gemas, a prata e o ouro. E devemos jogar no lixo as más recordações, os conselhos ruins e a discursão vã, assim como devemos eliminar as fezes, as roupas deterioradas e as frutas podres.
Tire fotos lindas, guarde recordações perfeitas mas não deixe de aproveitar os momentos e, principalmente, as companhias. #VivendoMais #PostandoMenos
Nosso último ato de amor
foi se afastar um do outro,
para que as boas recordações,
as risadas bobas
e o carinho mútuo
não fossem associados à dor
do fim.
"Olho com saudades fotos e recordações pensamentos e lembranças,de um tempo,que certamente não se repetirá jamais."
Faz-se necessário que policiemos o nosso PADRÃO DE PENSAMENTOS & RECORDAÇÕES para que não venhamos a nos envenenar, física e psicologicamente, através deles.
Ainda término minhas noites em pensamentos,pensamentos esses que me trazem alegria e recordações de coisas boas...
Recordações
O céu está escuro
E vejo você tão distante
Mas, que por um instante
Meu coração acelerou
Quando meus olhos
Encontraram os teus
Minha alma foi
Regada pela emoção
Meus sentimentos
Para além da imaginação
Olho para o céu
Vejo os voos das gaivotas
O barulho das ondas
Quebrando forte na areia
Lembranças vem e vão
Meu veleiro está sem âncora
@zeni.poeta 9
Direitos autorais reservados
Lei 9610/98
Recordações são fragmentos de tempo. Com elas costuramos um corpo de palavras que nos permite sustentar uma vida.
Recordações daquele tempo.
Era uma vez...
Era uma rua no centro da cidade, no Ponto Cem Réis, perto da Bodega do seu Aluísio e seu Antônio, perto da Feira Central, da escola Solon de Lucena, do colégio Anitta Cabral, dos empregos…pq pra chegar em qq lugar era só uma caminhada. Nos domingos a Maciel Pinheiro era a rua Augusta de Campina Grande, conhecida como a princesinha da Paraíba, onde íamos desfilar com as amigas ...
A rua Redentor, era sem saída, no final da rua tinha Árvores de Eucalipto gigantescas fechando a rua, era um conjunto de casinhas conjugadas e coloridas, com porta e janela, geralmente com uma árvore na frente da casa, um cachorro chamado "Relte" na estrada deitado na calçada, e minhas memórias, minhas lembranças espalhadas, despejadas nas calçadas e ruas do Alto Branco, ruas de paralepipedos...
Nas casas as cercas de arame farpado que dividiam os quintais no início da rua, tinham muitas serventias, na rua crianças correndo, brincavam sem se importar com a hora, ou medo do bicho papão, crianças de pés nos chão.
O ato de estender roupas tem todo um ritual, assim como Michelângelo/Mozart, é uma obra de arte aberta, as roupas de brim, vestidos de chita, as anáguas da minha mãe e umas peças surradas de algodão, gabardine ou casimira, lençóis toalhas a voarem leves e suaves com o vento, criando imagens e símbolos, afinal éramos nove, na conta fechada 'onze', em uma casa de três quartos, duas salas e uma cozinha com panelas penduradas no suporte de alumínio, reluziam, brilhavam sem marcas ou manchas.
Todas as peças lavadas com sabão deueuela sebo e soda. Não existia sabão glicerinado nas minhas memórias afetivas. As lavadeiras de roupas, que passavam pra lavar roupas no rio, com trouxas de roupas na cabeça, nos remetia as antigas escravas, imortalizadas pelo Cândido Portinari. Ali se via a alma daqueles mulheres de pés no chão. As roupas estendidas em dias de sol, depois de quaradas nas bacias de alumínio, cintilantes, como os olhos marrons da minha mãe, seu rosto era emoldurado por cabelos ondulados, presos na nuca, traços fortes, bem marcados e inesquecíveis.
A minha irmã usava anáguas e combinação, como a minha mãe, as duas tinham muitas sintonia, qse espiritual.
As camisas e calças de linho de meu pai eram lavadas à parte. Calças de linho branco...imagine o desespero passar linho branco em um ferro de brasa.
Naquele varal, o que se via era uma obra de arte a céu aberto, o vento brincava com as peças, cuidadosamente presas em pegadores de madeiras. Como tinha poesia naqueles varais e nas cercas de arame farpado, envolvendo as casas, com plantas de cerca vida, dos avelós.
Minhas costas e pernas marcadas pelos arranhões para fugir para outros quintais, atrás de passarinhos, lagartixas, ou correr no canal que passava ao lado, a diversão era certa, caçar girino e atravessar o canal correndo, pagava os castigos maternos pela desobediência até pq não éramos "moleques de ruas", éramos sim, uma molecada feliz.
Debaixo dessas arapucas é que morava minha alegria, sorrisos despreocupadados, bola de gude, peões e brincadeira de se esconder, ou guerra coletiva entre corridas, rostos e cabelos sorridentes, com ataques de jurubeba, livros, revistas em quadrinhos, música, tudo estava em ebulição...
Quantos voos interrompidos para os sonhos do menino-alado, meu irmão mais velho fazia engenharia, o segundo na escala familiar, queria ir para as Agulhas Negras, mas não passou na seleção, fez medicina. Minha irmã passou em Química, mas se transferiu pra Odontologia. E assim, foi-se criando a cultura da profissionalização técnica de qualidade. Já não era segredo, dizer tanto de todos, dito: não conto nada além, como tem que ser. Aquele homem virtuoso, alto, magro, conversa franca, chapéu na cabeça , terno de linho branco- me permita sorrir pras suas lembranças amáveis.
A cidade é intrigante, fica numa serra: é quente, é fria. Polo intelectual importador e exportador, internacionalmente conhecido e respeitado.
Em tempo de chuva, as bicas das casas se prestavam às virtudes das águas, tecendo grinaldas transparentes e abundantes, era uma folia mágica.
O pecado não existia, nunca esteve naqueles olhos infantil, a espiar o mundo, tomando banho de bica, a "Redentor Trinta" era um mundo, que aos poucos foi diminuindo… qdo a gente cresce o mundo se apequena. As lembranças vivem guardadas, em minhas memórias afetivas, elas têm cheiro, cor e vive nos temperos da minha mãe, xaropes/lambedores de muçambê, colhidas no mato verde, curava de gripe a alergias pesadas, manipulados pela mãos daquela mulher serena e forte. Os cheiros, a essência, os costumes da minha casa, ainda posso ver e ouvir, os murmúrios, dos almoços aos domingos após a Igreja Congregacional da Treze de Maio, a ida a casa da Tia Maria, do Tio João, tinha até avó, por um tempo, em casa a mesa posta, feijão verde, arroz, salada verde, legumes, lasanha, frango assado, carne, bifes, mocotó, fígado bifado acebolado, temperados com ervas frescas, frutas da época, doces, bolos, pavê, com família reunida e amigos, era só chegar, em um tempo onde se comia um, comiam dez.
Um universo enorme de recordações, a minha rua tem memória, a minha casa tem imagens, os móveis tem lugar, as recordações vivem para além do esquecimento da morte...
Nina Pilar
A solidão me faz viajar nas reminiscências; logo, as recordações de um tempo bom; da inocência de outrora, a maturidade da vida; não existe outro caminho; agora meus passos têm direção segura; sigo rumo ao fim de uma aventura e conclusão de uma obra chamada vida.
O estágio mais deplorável do ser Humano: Quando vive de recordações. “Eu era...”, “Eu tinha...”, “Nos meus tempos...”
Temos por Deus uma entidade que por sua essência Ele É! Ora se nós somos a imagem e semelhança de Deus é justo que nós também sejamos!
Apegar-se a certas recordações é o mesmo que guardar carne podre na geladeira. Por isso, em minhas orações, peço a graça do esquecimento. Quando eu esquecer, é sinal de que terei perdoado a quem não foi correto comigo. E a carne podre estará, finalmente, onde deveria estar desde o início: na lata de lixo.
O bálsamo que acalenta a dor da saudade tem sua raiz plantada no jardim das recordações.
Gonçalvesdarocha
Sabedoria amiúde
Soneto das Recordações Imaginárias
Nas festas só de memórias imaginadas,
Vivo eu, limitado em existencialismo.
Caprichos meus, fantasias aladas,
Loucura e ingenuidade em abismo.
Serpente sou, em harpas melódicas tocadas,
Nobiliárquico em desgraças, sem otimismo.
Das sensações humanas, já fatigadas,
Nas veredas antigas, encontro o cinismo.
Meus deuses, iníquos, tecem a fábula da vida,
Onde cada ato é farsa, cada dor é conhecida,
E a verdade se esconde, velada e esquecida.
Em minha alma, ecoam vozes, perdidas,
Nesse palco de sonhos, onde a fé é partida,
Sou espectro vagando, em jornadas extintas.
- Relacionados
- Frases sobre memórias e lembranças para eternizar recordações
- Textos de Lembranças
- Frases de lembranças boas para reviver memórias felizes
- Recordar é Viver
- Lembranças da infância: frases para celebrar e reviver momentos
- Frases sobre recordações para valorizar o que ficou na memória
- Versos de Viagens e Recordações
