Recados de Amor
Ausências
Não é no amar que eu te penso. É no pensar que eu te amo. Não é na minha ausência que morre o tempo. É na tua ausência que o tempo morre em mim. Não é a solidão que me faz sozinho. É sozinho em ti que a solidão não respira. Não sou poeta sem este amor. É a poesia que trazes no peito que me faz ser poeta inteiro.
Joni Baltar
Hoje sei que não vou morrer.
Vou aproveitar esta imortal certeza, para imortalmente amar-te. Vou sugar todos os indesatáveis infinitos e colocá-los no teu abraço, nesse lugar que me faz viver. Respondo a todos os indecisos outonos, com este frondoso pulsar, onde as árvores vestem a indumentária dos poentes.
E todos os dias vou morrer a amar-te.
Não quero amar-te como a Lua ama Vénus e vice-versa. Permanecem num cósmico silêncio, intocavelmente estatuados no Universo.
Quero amar-te como as flores amam a Primavera.
Quero amar-te como os poentes amam o horizonte. Quero amar-te como as canções dos rios a desaguarem nas vozes dos mares.
Quero amar-te como um poema de Amor que ama toda a poesia que existe em ti e em mim.
É preciso valorizar o que é nosso.
É preciso amar o nosso compatriota.
É preciso ter identidade cultural própria.
É preciso ser leal e patriota.
É preciso investir no futuro do País; O futuro é o seu capital humano.
Me encontro e me perco sempre em seu olhar
Com medo de amar, olha meio sem jeito
Ando sobre espinhos se me acompanhar
O amor é assim, ele domina o peito
Quão agradável é amar as ilusões imortais. Elas duram para sempre e não ferem como as mortais. E se ferem, não são letais
Calma... Tanta pressa...
Pra quem andava preenchido de quase nada.
Com preguiça de amar.
De construir, de transformar.
Tanta urgência...
Pra quem preferia encher o bolso ao invés do coração.
Que nem se importava mais com abraços e beijos.
Tudo a nossa volta se trata de prisões.
Agora nos damos conta que já faz um tempo que andamos entre as pessoas carregando cadeados.
Agora, não derrepente, nos desespera a vida.
E mesmo compreendendo o mínimo do que é não poder, o que é findar-se. Mesmo assim, estamos aprisionando a tudo que se move, que se liberta.
Tanta pressa...
Pra continuarmos destruindo o que nos alimenta e cura.
Emergenciando sobre a terra, cimento e cal.
Um dia, talvez, nem sobre espaços para os sete palmos de cada ambição.
Então, não deixe as coisas nada urgentes te acorrentarem.
Calma...
Apenas pare um pouco e respire.
Texto: #mirlacecilia
Imagem: #escapingyouth
"O mundo não foi feito para "reclamar"... e sim, para agradecer e Amar!"
Otávio Abadio Bernardes
Goiânia, 20 de abril de 2026.
E aí percebi que não se podia conjugar o verbo amar de maneira que eu ficasse feliz:
EU (ainda)amo (você).
TU (não me ) amas.
ELE (também não me) ama.
NÓS amamos ( as pessoas erradas)
VÓS amais (tenho certeza,pessoas erradas de novo porque não SOU EU)
ELES amam(mas não são felizes porque um deles devia estar comigo!)
Como pode ver,a conjugação nem sempre é uma experiência boa para as pessoas e elas ainda me perguntam porque vou mal em Português.Isso sem falar em Matemática porque a trigonometria sempre consegue piorar tudo e quando eu digo tudo é tudo mesmo.
Claro que eu queria amar intensamente, mas apesar dos contratempos e do caos que será nesse ano, ninguém me é interessante, ninguém me chama a atenção. É que as pessoas daqui são tão comuns, sem cultura, sem loucura...e eu gosto do extraordinário, eu, essa mistura Afrodite-Atena, Capitu-Marília de Dirceu, esse ser que é ao mesmo tempo fogo e gelo e dança tango sobre corações partidos tentando conservar o próprio, tentando salvar a própria alma da dor. Ás vezes eu penso em me contentar, sabe? Me contentar com o pouco, com esses caras que me aparecem, esses que trocam o "mas" pelo "mais" achando que adversidade e intensidade são a mesma coisa. Então eu tento me conformar, MAS (e não "mais") eu penso nos meus discos, nos meus livros, nos lugares que eu conheci,nas experiências que adquiri e percebo que o muito deles para mim seria pouco e que eu preciso de alguém que me acrescente, que me traga MAIS (não "mas") que seja extraordinário, diferente e inteligente (por favor!), capaz de transformar minhas escusas em afirmações.
Amar é sobre acolher o outro em momentos de crise, certo? Amara é segurar alguém em meio à tempestade e não somente nos dias leves e floridos. O amor suporta barreiras, o amor é paciente, é ser âncora nas montanhas russas emocionais do outro. É ter resiliência.
