Realmente Nao sou Perfeita nem Dona da Verdade
No Brasil, a feiura moral e a deformidade estética não são acidentais não; são um megalomaníaco projeto político orquestrado por gerações e gerações de pessoas desfiguradas espiritualmente.
Não é de bom alvitre deitar as vistas nas páginas da história para simplesmente afirmar que tudo o que aconteceu, e que os protagonistas desses acontecimentos, seria apenas a expressão do que há de pior na espécie humana.
Fazer isso seria apenas, na melhor das hipóteses, uma forma soberba de celebrar vaidosamente a nossa mediocridade.
Por isso, no fundo, todo esse trelelê de história crítica não passa duma reminiscência duma ilação infantil, do tipo: sou bonzinho porque não sou como o fulaninho.
Enfim, devemos sim, penso eu, voltar nossos olhos para a história e com humildade e piedade procurar aprender com os erros de antanho e inspirar-nos nos acertos e, desse modo, crescermos em espírito e verdade e nos tornar, se possível, dignos, prestativos e bons.
"Não se deixe enganar: só quem pode te trazer felicidade é a própria felicidade...; e se você não tomar atitudes, ela jamais irá nascer ou renascer dentro de você..."
O VERDADEIRO AMOR
Quem sempre vive em dúvidas entre dois ou mais amores, não ama nenhum deles (se amasse não viveria em dúvidas).
O verdadeiro amor te abduz de todos os outros ditos possíveis amores; ele te torna visionário para a felicidade e, sendo assim, te cega e te mortifica para os encantos de qualquer outra pessoa; ele despreza tudo o que não seja o objeto do seu desejo.
O verdadeiro amor é fiel não por uma mera questão de caráter, ética ou moral, mas porque é da sua própria natureza sê-lo.
Dizem que a gente só ama de verdade uma ou duas vezes na vida. Dizem que o verdadeiro amor é eterno.
Penso diferente:
O verdadeiro amor acontece sempre, e em vários momentos durante a nossa vida: é quando você, ainda que por pouco tempo, quando está com alguém sensacional, muito além de especial, simplesmente não lembra ou não quer mais saber de ninguém.
A nobreza de caráter consiste em não exagerar na descrição de nossos padecimentos. Ao contrário! Para os indivíduos altivos todo e qualquer sofrimento é visto como uma oportunidade para levantarmos a cabeça e olharmos para além da poeira do momento. E, por essas e outras que onde não há um povo com essa têmpera a democracia não passa de uma assembleia de medíocres - com almas de geleia - manipulados por escroques e canalhas da pior estirpe.
Algumas bads que me dá eu não sei se eu fico deprê ou se eu fico alegre. O sangue flui com um espírito que não parece bad. Estranho...
Não existe mundo ideal.
O ideal é construído com o passar dos sóis.
Esse é o grande desafio da existência, conferir sentido seguindo a bússola do coração.
Onde mais ele vibra é a direção certa.
Não espere realizar um bem repetindo um punhado de imbecilidades mal disfarçadas sob o mando roto do politicamente correto.
A palavra de ordem em nosso triste país é a dita cuja da ética. Não são poucos os que clamam por mais ética na vida pública e, inclusive, nas esferas da vida privada. Mas não é esse, de fato, o grande problema a ser resolvido não.
Francamente, há ética sim, e de sobra, no viver nacional.
O “x” da questão é a ética adotada majoritariamente pela brasilidade dum modo geral. No fundo, bem no fundo, o que todos no Brasil querem ter é uma vida boa sem necessariamente que isso implique em procurar viver uma vida justa. Esse é o princípio subjacente a grande maioria dos discursos politicamente corretos e revoltadinhos. Todo ele bem disfarçadinho com inúmeras camadas de indignação fajuta e sentimentalismo de mesa de bar.
Por isso, bem por isso, enquanto continuarmos tendo esse turvo princípio orientando as nossos ações a ética nacional continuará sendo apenas o que atualmente é: um enfeite para adornar a nossa canalhice brasiliana fundamental. Só isso, ou algo pior.
Uma certeza superior não é aquela opinião que, tolamente, queremos impor aos nossos pares. Certeza superior é aquela que, após uma longa e silente reflexão, revela-se para nós como um farol que nos guia por entre as brumas das artificiosas opiniões do momento.
O fato dum indivíduo consumir produtos finos, dele saber degustar bebidas e manjares mil, não significa que ele seja uma pessoa de alta cultura. Sinaliza apenas que ele é um sujeito enjoado que faz do seu entojo uma fantasia tão pífia quanto oca de superioridade. Na maioria das vezes, só isso e olhe lá.
Deus não é um carinha legal, nem um quebra galho imaginário utilizado pelos tontos desesperados. Deus é o princípio e o fim de todas as coisas. Ele é isso, e sempre será, mesmo que sejamos persistentemente incapazes em compreendê-Lo.
Definitivamente, no mundo modernoso não existe mais o tal do bom senso, do bom e velho meio termo.
Hoje, tudo, é mais ou menos assim: ou vive-se petrificado pela rigidez de normas paridas pelas filhas da Rainha de Copas ou vive-se entregue a total degradação advinda da absoluta desordem dos nossos instintos mais baixos.
Pior! Na maioria das vezes a insensatez chega a tal nível que o desregramento é estimulado e garantido por leis com pretensões pétreas. Eis aí a última grande modinha.
Enfim, seja como for, atualmente a tal da autodisciplina, da gentiliza e do dito cujo do bom gosto não mais fazem parte do cardápio do bem viver humano.
Nosso Senhor disse que devemos ser como crianças para podermos ganhar o reino dos céus, não para sermos infantis. Não confundamos inocência com egocentrismo perene.
O fato duma pessoa discordar do que você pensa e do que você faz não significa que ela te odeia. É mais ou menos assim: amar não é bajular, tolerar não é aprovar e divergir não é discurso de ódio. Simples assim. Tão simples e sutil que somente um idiota progressista e politicamente correto é incapaz de entender essa patente obviedade.
De que adianta não ter as mãos manchadas de sangue? De que adianta a consciência limpa? De nada adianta àqueles que terceirizam as mãos e a consciência!
