Realmente Nao sou Perfeita nem Dona da Verdade
Sei que sou pouco e que sei pouco.
Mas dentro do pouco que sei e que sou
me dou por inteiro.
Mesmo sabendo que nunca verei o homem
que gostaria de ser.
Ela apontou alguns dos meus defeitos
Ah, bebê, eu sou todo errado
Guerra de orgulho, vaidade
Vai se sentir melhor se eu te falar
que tudo o que pensa sobre mim
é verdade?
Porto Seguro
Porto onde me aporto,
braços e abraços,
recolho-me e ali sou acolhida.
Sentimento de mansidão.
Luz que paira sobre mim,
ilumina, irradia, e nele não estou só.
Anjos invisíveis,
amigos disfarçados,
estão ao meu redor.
Olho e nada vejo, mas sinto.
Existe uma força,
um brilho,
um sentimento que não dá pra explicar...
Sou uma praia calma,
Um inverno rigoroso,
Sou a esperança de alguns,
Medo de outros,
Sou solto pelo mundo,
Sou jovem,
Não adulto.
Que negócio é esse daí?
É mulher?
Que bicho que é?
Prazer, eu sou arte, meu querido
Então pode me aplaudir de pé
Meu sorriso tem a cara do disfarce, oculta tristezas, saudades...esconde segredos que sou eu conheço.
Sou pequena para compreender tanto.
Sou livre, curiosa e desconfiada, presente e ausente, carinhosa e tosca. Sou paradoxo, sou eu mesma. Não sou quem não queira ser!
Amizade se paga com amizade. Sou legal com quem é legal comigo. Falta de consideração se paga com falta de consideração. Sei exatamente com quem posso contar, pra quem posso chorar, pra quem posso desabafar.
Sou um péssimo agnóstico pois acredito em Deus, sou um péssimo religioso pois tenho dúvidas demais, mas não estou sobre nenhum muro, pois esses sim tenho certeza que não existem.
Eu sou uma pessoa carente de atenção, carinho e superproteção, bem melhor de dizer...eu necessito de você!
Sou movido por duas filosofias principais, sei mais sobre o mundo hoje do que eu sabia ontem. E diminuir o sofrimento dos outros. Você ficaria surpreso quão longe que você recebe.
Sou feita de doçuras, mas também de palavrões.
Sou arruaça, mas preservo um silêncio antipático. Sou afeto e um monte de preguiça para intolerância. Sou atalho para as preocupações e a invenção de planos sem limitações. Sou o amor que quase deu certo e o calor de uma paixão escondida. Sou a tentativa do caminho e as malas prontas para o acaso. No meu sonho, sou a urgência do quase tudo e a insatisfação do quase nada.
RELEVO SENTIMENTAL
Às vezes, sou um abismo tão profundo,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Sinto vertigem – caindo-me nas entranhas do mundo.
Às vezes, sou uma planície tão extensa,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Perco-me num horizonte vago – sem fim.
Às vezes, sou um deserto tão escaldante,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Não sei se paro ou sigo adiante.
Às vezes, sou um planalto tão irregular,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Embrenho-me em depressões cheias de espinhos e cipoal,
Cercadas de montanhas difíceis de escalar.
No mais das vezes, apraz-me ser este relevo,
Pois, ao olhar para dentro de mim,
Sou nova paisagem a cada dia,
Não conheço monotonia:
Se hoje sou depressão;
Amanhã, sou majestosa montanha,
Com meu olhar otimista,
Olhando o mundo a perder de vista;
Depois de amanhã, sou verdejante colina.
Com flores, pássaros e rios de água cristalina –,
Sou vida que não conhece rotina.
