Real
Paralelos
A morte da vida, a vida da morte.
Até onde vai a morte e onde a vida começa? A vida real.
Há vida na morte. Mundos paralelos!
Muitos já não vivem porque não encontram o sentido da vida.
Uma questão a mesma resposta, todos os sentidos, há várias vidas em uma vida!
O Amor
Dizem que o amor é o mas belo e mas puro sentimento que existe, mas essa não é a real descrição do amor.! Pelo menos não para muitos.O amor é um sentimento bipolar que horas te faz bem e horas te faz mal, na verdade o amor e uma droga que te vicia, te engana e te destrói. O amor não é o sentimento mas lindo e puro que existe, mas sim o mais doloroso e sofrido.
Quando a gente opta pela mudança, e leva a mudança junto a si... Começamos a perceber que o que realmente vale, é que devemos ter ao nosso lado pessoas que fazem questão de você, que devemos dar valor a quem te mostra valor... Começa a enxergar que se deve levar contigo as pessoas que mostra querer realmente estar contigo!
Pessoas que com um simples boa noite, tornam sua noite boa... E com o simples bom dia, tornam seu dia bom!
E quando você realmente opta pela mudança, pouco se importa com o que os outros pensam!
Afinal, se a mudança é sempre pro bem, a opção será sempre pelas pessoas do bem!
O Tempo.
"O tempo dá legitimidade a sua existência. O tempo é a única unidade real de medida. Ele é prova da existência da matéria. Sem o tempo não existimos."
É louco essa história do tempo né? Como ele é relativo... as vezes tão lento, as vezes tão rápido... tantas vezes mal aproveitado.
Pelo menos essa é a impressão que nos dá ao percebermos sua importância.. Uma reticência eterna e ao mesmo tempo finita para o ser humano. Poucas coisas são mais importantes, se é que alguma é.
Ele não para e não se dá conta da nossa breve existência.
Ele sempre está, sempre esteve e sempre estará..
O homem materializou Doña Muerte, por medo e por respeito.. deveria fazer o mesmo com o tempo, esse cara é foda. Talvez seja o tempo o Criador, senão Sua obra mais complexa.
Onipresente, Oniciente e Onipotente.
O início, O fim, O meio.. O Tempo.
Esse ano faço 40, acho que já é hora de acertarmos os ponteiros. Daqui pra frente terei mais respeito.
Tentarei fazer um acordo de coexistência pacifica com ele, assim como fez Mario Lago:
"Nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra."
Jean Carlo Borges da Silva
... Mundo real...
... Hum! Que calor daquele abraço apertado, um olhar brilhante e sincero, uma palavra amiga vindo do coração, gestos que não escondem os sentimentos, uma graça deslumbrante que os lábios demonstram..., se perderam, pois são prazeres que foram trocados pelo mundo virtual, aonde as pessoas passam a interagir e desprezando o verdadeiro prazer de senti-los, todos tendem a ser envolventes, atenciosos, interessantes..., pois a máscara do teclado esconde a realidade, essa tenta substituir o tato, o olfato e até o paladar, escondidos atrás do virtual manipulamos tudo isso, tendo em vista "O tempo" como maior pretexto; como é bom rever! Progredir é ótimo, mas atentemos a realidade, sendo que nesta vida virtual, esquecemos o quanto é bom o mundo real... sivi-2016...
Passar por situações difíceis na vida nos faz aprender o valor de gestos que jamais demos real importância.
Mesmo a distância
Meu coração
ainda sente
O amor
O real valor
da sua importância
E ainda
que faltem palavras
Penso em você
a todo instante
E num instante
Minha esperança
dá um grito
Sei que ainda
Irei te reencontrar
E feliz iremos ficar
Pra vivermos
esse amor infinito
Da tumba o real nunca tornara, mas prepare-se a Inglaterra e o mundo, pois há de surgir um novo Lord, que se dera a audácia de autodenominar-se Byron.
Feminismo é mais que uma palavra, é um movimento de corações reprimidos que se lembraram de seu real potencial.
E, na minha vida de poeta do real, me resta apenas publicar no maior número de pessoas os abraços que tenho escrito
A criânça enquanto criânça faz assimilações inconsciêntes do real, que vira a ser um real consciênte em relação a ela.
Tudo aconteceu como as palavras dele queriam que acontecesse. Mas essa não era a real vontade de Daniel. Lá no fundo ele fora ingenuo de acreditar que Isabel iria lhe impedir... Mas ela não o fez, acatou a decisão dele, deixou que os sentimentos velhos e sem manutenção, caíssem como folhas amareladas e sem vidas ao fim do Outono, com o frio que dominou o coração de ambos.
Ela não soube dizer quanto tempo ficaram sem trocar uma palavra... Quanto tempo o frio os deixou hibernando, só percebeu que já se iam chegando a oitenta semanas que ela o conhecia, ou pelo menos que achava que conhecia. E como em todo inverno, ela teve saudade do calor do Verão... Desejou saborear uma nova Primavera, mas sabia que aquilo eram só ilusões tolas que seu coração costumava a pregar sempre que dormia.
-Eu mereço bem mais que 100% - ela anunciou quando ele pausou um monologo.
-É?
-É.
-Por que?
-Porque sim, oras - ela insistiu sorrindo.
-Acho bem dificil... Nem eu tenho 100% de mim mesmo - ele confessou com um sorriso triste.
-Justamente, por isso eu mereço! - ela sabia que não havia sentido no que falava e por isso lhe deu um sorriso confiante.
Ele a tomou pelos braços.
-E eu mereço você - ele disse envolvendo-a num abraço apertado que só ele sabia dar. Beijando-a de um jeito que só ele sabia beijar. Lhe tirando todo o frio, lhe enchendo de calor.
Aquelas lembranças traziam frio. Um frio que Daniel nunca esperou sentir. Ele que era o homem que não se arrependia, agora sentia aquela ferida latejar o tempo todo. Tinha que fazer alguma coisa...
-Eu preciso de você - ele confessou quando completava-se a 80ª semana que se conheciam - preciso do seu sorriso, preciso do seu olhar, preciso da sua vontade de sonhar...
-Hmm - ela respondeu friamente. Sabia que tinha que se controlar. Mais do que jamais fizera. Não queria nunca mais mergulhar naquela imensidão de incertezas que tendiam a lhe machucar tão profundamente. Pelo menos era isso que sua racionalidade lhe dizia: ela não queria.
-Eu sei que o que fiz foi muito errado.
-É.
-E sei que não tem perdão.
-Não, eu já lhe perdoei - pelo menos era isso o que Isabel dissera a si mesma.
-Eu acho que o que fiz contigo foi só um reflexo do que fiz a mim mesmo...
-Como assim?
-Bem... Quando eu era criança, eu prometi a mim mesmo que iria ser quem eu quisesse. Que iria viver o que sonhasse. E olha quem eu sou... Você já parou pra pensar que talvez você seja uma pessoa que seu 'eu-criança' teria aversão?
-Daniel...
-É sério... Sei lá, é como se eu não tivesse motivos pra viver mais... Como se eu tivesse falhado em tudo...
-Não diz isso.
-Só estou falando a verdade...
-Olha, tenho que ir - ela estava dizendo a verdade. Precisava dormir. Mas então porque sentia um nó na garganta tão apertado?
-Vai, vai... Desculpa por tudo, mais uma vez...
-Eu já te perdoei.
-Mas eu não me perdoei - aquilo lhe fez sentir uma certa satisfação. Mas aquela satisfação era tão fria. E isso a fez mal. Tinha que fazer algo... Mesmo que ele não merecesse.
-Olha, para com isso ok? Por favor... Você é muito melhor do que a maioria, você sabe disso... - do contrário, por que então ela tinha se deixado roubar por ele? - você me fez acreditar nisso...
-Eu te comprar um produto defeituoso.
-Pode até ter sido... Mas eu comprei. E amei. Lá no fundo, ainda amo. Então fica bem.
E ela fugiu. E ele ficou cheio de sensações estranhas. Sorriu, e se lamentou. Alegria e arrependimento. E ele resolveu escrever sobre os dois. Tudo iria voltar como deveria ser... Só que nunca voltou.
Daniel e Isabel continuaram a se falar, porém cada vez menos... Sem mais vontade. Eles se amavam, e se amariam até o fim da vida, pelo amor impossível que haviam encontrado naquele relacionamento estranho; pela tragédia, pela comédia, pelo amor, pela amizade... Mas eles nunca ficaram juntos, porque foram covardes.
Ela foi covarde em nunca admitir para si mesma o que realmente sentia por ele. Ele foi covarde em nunca deixar que aquilo que sentia fosse livre o bastante para se concretizar. E sinceramente, o amor não existe para covardes.
