Razão, Estação ou Vida Inteira
A juventude é somente a primavera da vida, e não as quatro estações. Portanto, não cultue a juventude. Aproveite-a com sabedoria.
A vida do cristão se resume em provação, tentação, colheita e afronta. Como nas estações do ano, elas surgem ciclicamente. A provação é para aprovar, certificar e projetar; a colheita é para suprir (quando positivas) e abrir o caminho (quando negativas), as outras são intermediárias.
Precisamos conhecer não só as estações do ano, mas também conhecer e reconhecer as estações na vida.
Assim como essas estações continuam mudando
A vida continua, e continua, e continua, e continua, e continua
A vida sofria constantes mudanças e adaptações, inspiradas nas estações do ano, que ditavam o ritmo da terra e regiam as iniciativas e decisões daqueles que se formaram na sabedoria guardada, no berço da simplicidade
Comparo as estações do ano, com a finitude humana( vida e morte). No tempo certo, independente do desejo das pessoas, elas alternam- se repetidamente. É um ciclo imutável. Iniciam- se do cosmo e se findam de modo imanente.
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A vida é sobre ciclos. Assim como as estações se sucedem, nós também passamos por fases de crescimento, aprendizado e transformação. Cada ciclo traz consigo a oportunidade de renascer, mas também nos confronta com a necessidade de deixar o velho para trás. Mudar é um ato de coragem e, muitas vezes, de sacrifício.
Carregamos a responsabilidade de escolher nossos caminhos, sabendo que cada decisão nos molda e nos aproxima — ou nos afasta — do que realmente queremos ser. Fugir da mudança é se agarrar ao que já perdeu o sentido. Aceitá-la é abraçar a vida como um processo contínuo de evolução. Afinal, é no movimento dos ciclos que encontramos a essência da nossa jornada.
O caráter de um ser humano é análogo à quantidade de folhas de uma árvore, as estações da vida podem provocar inúmeras mudanças, mas sempre permanecerá intocável devido a profundidade das suas raízes
Despedida...
"A hora do encontro é também despedida a plataforma desta estação, é a vida."
Um beijo no rosto ou um abraço na correria da vida, do vai e vem, pode não parecer nada... Mais as vezes é um adeus... E há quem consiga perceber, pela sutileza dos detalhes, algo diferente, um indício... Ou talvez seja só a recordação da ultima lembrança, de alguém que passou em nossas vidas e pelo acontecido, paramos pra perceber o que passou despercebido... Seja como for a vida continua, seja onde nossos olhos podem ver ou onde nosso espirito consegue enxergar. É a vida.
O milagre na estação...
(Nilo Ribeiro)
Hoje, na estação do metrô,
uma cena eu gravei,
muito me emocionou,
confesso até chorei
uma criança estava sozinha,
seu nome era Mateus,
pegou uma simples latinha,
começou a falar de Deus
mal havia começado,
foi logo interrompido,
por um senhor ao meu lado
o garoto foi advertido
um silêncio profundo,
mas ele não se abateu,
falou do Dono do Mundo
versou sobre Deus
o senhor por sua razão,
não quis mais ouvir,
colocou seu filho no chão
e passou a discutir
o filho envergonhado
pediu para ele parar,
disse que Mateus era abençoado
que o Senhor o mandou para lhe curar
a emoção estava exposta,
tudo podia acontecer
e o homem como resposta
ajoelhou e começou a agradecer
- "Deus lhe consagre",
ele falou em pranto,
"você fez o grande milagre
que eu pedia tanto
meu filho era surdo
e eu achava um absurdo
hoje conseguiu lhe escutar
palavras também emitiu,
como posso lhe pagar
o milagre que aqui surgiu"...???
o garoto que pregava sorriu,
o metrô logo chegou,
a multidão partiu
o milagre ali se consagrou
a poesia fala a verdade,
eu sei que não duvida,
peço com muita sinceridade,
que Deus opere um milagre em sua vida...
No calendário da roça, vida e morte são
como mudanças de estação.
Um dia a gente floresce,
no outro, aduba o chão.
Já se sabe o bom caipira
que para tudo se fez um tempo.
Desde o sol, que nasce bem cedo,
até o sopro do vento.
Mazzaropi nasceu, viveu e morreu.
Cumpriu o ciclo da semente.
Deitou-se na terra,
abastado de riso e de vida,
e descansou de ser vivente.
("Mazzaropi, um jeca bem brasileiro")
Na estação certa, as pétalas, ansiosas por luz, desabrocham, desvelando a verdadeira beleza oculta, que apenas no ato de coragem de florescer acontece.
Raízes firmes na terra, contra o vento a lutar, o inverno rigoroso, o desafio a enfrentar, mas na primavera, voltam a se levantar.
O orvalho da manhã, lágrimas de alegria, reflete o brilho da nova luz do dia.
As flores, resilientes, não temem a dor, pois cada cicatriz é um traço de amor.
E assim, entre espinhos e suaves fragrâncias, elas nos ensinam com suas elegâncias, que a beleza da vida está em continuar.
Foi como se cada pétala fosse um poema escrito pelo vento, contando a história de resiliência no tempo.
