Razão e Emoção
“ Tem momentos na vida que a gente tem que optar entre a razão e a emoção, mesmo correndo o risco de escolher a opção errada... ás vezes podemos voltar atrás e escolher novamente, mas outra opção e se não tivermos essa oportunidade, teremos a nossa punição pela escolha incorreta e levaremos esse fardo por toda uma vida...por isso, sempre teremos que usar de sabedoria e calma para optar, sempre ouvindo um pouco a razão e um pouco a emoção, deixando nossos conflitos internos se chocarem pra valer, pra depois da tempestade enxergarmos o que realmente restou e pôr na balança pra tentarmos a opção correta...a melhor forma de optar corretamente é sendo sempre honesto consigo, avaliando até mesmo as feridas que mais nos machucam, assim pelo processo do sofrimento, purificamos nossa alma e conseguimos abstrair o que de melhor há em nós e assim sendo, com certeza chegaremos à resposta correta para solucionar qualquer problema que possa surgir em nossa vida...por mais impossível que pareça...sempre existe uma solução se realmente procurarmos resolvê-los sem medo, enfrentando ele de frente, já solucionamos a metade do problema sem perceber...depois disso...Deus ajuda quem nele acreditar...acredite nisso, sempre...tentando acertar com a verdade, dificilmente se erra...”
Aqueles que acham a razão pela vida, que mostram sua emoção e respeita as de quem as sentem, ficarão próximos, pois só dá valor aos sentimentos quem os tem também.
Penso que o Amor verdadeiro tem equilíbrio entre a razão e a emoção, fora disso é tão somente paixão...
Acontece que você escolhe, razão ou emoção e sem meio termos, eu perco todos eles pelo caminho, mas realmente acho que um meio termo entre razão e emoção seria bom. Mas sinceramente meio termos me incomodam e não consigo chegar a eles. Não sei nem se posso com ‘sinceramente’, devastei tudo sem pensar quando optei pela emoção, e não contei. Proteger alguém que você ama omitindo as coisas é comum, mas não é a maneira certa e pra falar a verdade não me orgulho, nem se pode dizer que isso é um ato de proteção. O medo de magoar persegue, e também não é legal que alguém fique sabotando sua mente o tempo todo.
É ruim decepcionar as pessoas a sua volta, pior ainda pra alguém como eu, é se decepcionar com você mesmo, não segui minhas próprias regras de coisas que eu aprendi. Senti na pele, que você pode ser o rei do seu próprio mundo , e mesmo assim , em algum momento as coisas começam a ficar pesadas e você cai. E rir de alguém que cai não é legal, eu já ri de vários que caíram, mas todos inimigos. Quando caí a primeira pessoa que riu e tirou sarro bem na minha cara, me matou mais que a minha própria queda. Aprendi até o que eu não queria. E quando me senti sem saída resolvi fazer uma visita, só uma. Me perguntei que espécie de pessoa eu sou? Que não consegui nem dar um passo a frente diante disso. Não consegui abrir minha boca, de repente a saliva secou, eu tentei dizer, as palavras saíram tropeçadas, e na tentativa demente de ter você me perguntei mentalmente como conversar com alguém que esta submerso na terra a exatamente onze anos. Eu tenho tanta coisa engasgada aqui e falar seria como rasgar uma artéria, ia jorrar sangue enlouquecido por todos os lados. e sangue desespera e não acalma. Faz onze anos que vou ver você e na verdade não te encontro exatamente, e esse é um desespero só meu. E assim falando sobre desesperos chego a você, meu desespero vivo e em pé com sangue correndo nas veias e uma vida inteira pra viver, e outra vida em suas mãos. Meu desespero em todos os sentidos. Pra tudo que você pensa ‘acha’, dou lhe apenas o tempo pra enxergar sem essa obsessão que cega. Repto mentalmente afim de me acalmar que o que é certo é o que fica, uma consciência limpa vale uma vida, e sempre é tempo de recomeçar, acordar e tentar ser alguém melhor do que sou agora.
Um anonimo escreve tudo oque lê e observa criticando, tudo e tendo razão e uma emoção somente unitária do que pensa
Caminhei. Caminhei sem rumo, sem destino ou emoção, caminhei com a minha razão. Logo penso em andar, me doar, me entregar, voar.
Sombra de mim
Esta terça que vibra entre minha razão e emoção me torna um espectador da minha vida a ponto de admirar-me.
Me constituo sem alcance de qualquer perfeição, julgando qualquer atitude equivocada. Existindo dentro de mim sem respirar como se o meu ser isento do racional, fosse um estado de descanso.
Me vivo para a surpresa e perdido ou obstinado, sem diferença, tenho um tema pra seguir no presente que no sonho ou na dor se apresenta. E mesmo coagido, amedrontado pela ansiedade de cada dia em ser julgado; triunfar incrédulo por não esperar por quem a mim preze ou pelo momento de ser exaltado.
Ao que merece minha concentração, meu tempo empregado e minha causa que pode até ser ao nada comparada, justifico meu ritmo e devoção sem ter de explicar qualquer parte desse particular tesouro.
O lugar que me eleva para além da falta de qualquer outro ganho ou qualquer perda é como um lar. Chego lá quando me sento e nem imagino. Onde posso sentir o cheiro do céu. Chego lá quando penso que não posso abandonar as últimas palavras reunidas sem capricho. Quando a importância do descanso não é maior que a da reflexão.
Vou até lá quando me vivo e me amo considerando que só tenho isso. Quando faço o caminho de volta que me levou a queda. Retorno para o íntimo. Para o absurdo milagre de insistente felicidade que arde.
Questiono a mim cobrando argumentos. Não é de graça ou sem preço que se obtém alguma felicidade e não concebo amanhecer com tanta estando rodeado de despropósito, perdido ou obstinado por alguma falsidade. Sem qualquer falsidade.
Erro, critérios, vaidade. Banal e carne, a vida completa com os dois lados da moeda. Escrever por odiar, amar para morrer, jogar contra o irmão. Errar, errar, errar... E ter perdão.
Para o divino, acredito ser a minha melhor e suficiente oferta. Eu acredito. Eu erro.
