Razão
Cansei de me preocupar com a razão, com os motivos, agora é foda-se, se é isso, é isso, se não é, não é.
A experiência de pentecostes não se explica apenas com teoria, razão e coisas do gênero, mas com o coração.
E eis que estou em pé, sozinho ante a imensidão das eras, além da loucura e da razão, além da sabedoria e da tolice, inteiramente sustentado no Vazio!
Alegria, prazer e fúria..., pois eis que não se podem deixar rastros no Abismo!
Do ódio fez-se o amor.
Do amor fez-se a paixão.
Da paixão fez-se a vida.
Da vida fez-se a razão.
Dos olhos deu-se a visão.
Dos braços deu-se os abraços.
Das pernas deu-se o andar.
Andar por caminhos tortuosos.
Tortos só no andar.
Andando, andando, andando sempre a andar, oh Deus meu!
Quando irei parar?!
Deus, oh Deus!
Sempre irei andar, mesmo que seja por caminhos tortuosos.
Eu não pararei de andar.
Nos caminhos da vida estarei a passar.
Passando por pessoas e casas e carros e casas e ruas e casas e mais casas.
Quantas casas!
Para que tantas casas?!
Meus olhos fitam no olhar, meu coração indaga a minha alma.
Estou sozinho a caminhar.
Quem sabe um dia eu chegue lá.
Se viver sem você não há mais razão em mim, para ser feliz...então remova minha emoções,não quero mais ter raiz...
Seremos felizes quando ouvirmos a razão e não o coração,
O coração sempre perdido procura por quem não merece,
Por outro lado a razão sabe o certo,
mas ninguém a ouve...
Sempre haverá alguém acima de nós, e alguém abaixo. A razão disso? Há pessoas acima pra que nos mantenhamos humildes e não pra que as invejemos, e pessoas abaixo pra que sejamos gratos e não pra que as desprezemos.
Perdão!
Razão se me perde, se a ti o devo;
Pla intenção esta, se te mal não desejo;
Com que razão nego, todo meu ensejo;
De ti, do teu fel e do teu desapego;
Extravasas de mim, o meu sangue a razão!
De tanto te amar, odiar-te me atrevo;
Bebido, esquecido, do teu travo azedo;
Desse bloco gelado, o teu coração;
Tal incongruência que me nega perdão;
Que de amor me disse, também me soava;
Em mim gravado a fogo, a doce magia;
Sem discernimento, me arremessa no chão;
Seu amor ardente, que me desejava;
Que não soa já, como dantes soía.
Sonhar...
Perto de ti, me sinto vivo;
Dentro de ti, minha razão;
Vives em mim, és meu prazer;
Sou mais eu se estou contigo;
Bate mais forte o meu coração;
Dentro de ti, anseio viver.
Teu olhar, meu doce encanto;
Nele me vejo, venero tristonho;
Que belo fica, que entoação;
Mesmo quando estás em pranto;
Tuas lágrimas sôfrego, bebo em sonho;
E em sonho acalmo, o meu coração.
Sal da água, dos teus olhos;
Pureza do mar que inalo;
Intesnifica-me a fome de amor;
Na tua pele de seda em folhos;
Viajo pra longe, do amor que calo;
Que só tem meia face, a do meu amor.
Aqueles momentos aonde a razão não existe, e a emoção do momento nos torna monstros invisíveis, as atitudes sucumbiram dentro de nós até podermos perdoar, não a outra pessoa, mais a nós mesmo, por ter permitido...
